Top 5: Filmes de Tênis/Anna Barros

Top 5: Filmes de Tênis/Anna Barros

No último dia 3 de julho começou em Londres um dos torneios mais charmosos do mundo: Wimbledon. E claro que ele não poderia estar longe das telonas com seu jeito clássico e elegante. Vamos listar um Top 5 de filmes que falam de tênis e alguns com Wimbledon como personagem importante. Sou muito suspeita porque amo tênis e sonho um dia aprender a jogar. Os meus favoritos são: Match Point e Wimbledon, o Jogo do Amor.

 

5- A Mulher Absoluta (o casal Katharine Hepburn / Spencer Tracy estrela uma de suas melhores comédias românticas como uma superatleta e um promotor esportivo. ele a descobre num torneio de golfe e, vendo seu potencial, a inscreve no bem pago circuito de tênis, onde ela também se destaca. nas quadras algumas cenas divertidas, como um jogo em que a rede fica mais alta e a raquete menor).

 

4- Amor em Jogo (um romance de novela embala este filme de 1979, em que aparecem astros da época, como John McEnroe, Guillermo Villas, Ion Tiriac e Ilie Nastase, disputando torneios, onde uma jovem estrela do tênis – Dean-Paul Martin – se apaixona por uma bela mulher mais velha – Ali McGraw -, que hesita entre ficar com o rapaz e a segurança de um milionário).

 

3-Os Excêntricos Tenenbaums (a história de uma família disfuncional, onde os três filhos foram bem sucedidos, incluindo o caçula – Luke Wilson -, que após destacar-se como prodígio e campeão juvenil, abandona o esporte numa partida importante, em que tem uma crise de nervos, tira os calçados e perde todos os games).

 

2- Ponto Final – Match Point (Jonathan Rhys-Meyers é um jogador profissional de tênis, cansado da rotina de torneios, que aceita ser treinador num clube de elite londrino. lá fica amigo de um de seus ricos alunos e acaba envolvido numa trama de suspense. o esporte aparece mais em aulas, mas as jogadas têm um interessante simbolismo na trama. um filme onde Woody Allen brinca de HItchcock e consegue um ótimo resultado).  Excelente filme com cenas de suspense, tensão e suave erotismo.

 

1- Wimbledon, o Jogo do Amor (Paul Bettany é um tenista em fim de carreira e sem ranking para disputar Wimbledon, que recebe convite dos organizadores para que jogue lá seu último torneio. mas ele se apaixona por uma estrela em ascenção do feminino – Kristen Dunst -, o que o motiva a jogar como nunca. muita ação nas quadras, com movimentos bem coreografados, numa comédia romântica bastante agradável com acento britânico). Esse é o meu preferido. Adoro o filme! É bem fofinho!

Diretor fica maravilhado com a ideia do roteiro de As Aventuras do Pequeno Colombo

Diretor fica maravilhado com a ideia do roteiro de As Aventuras do Pequeno Colombo

O longa de animação brasileira “As Aventuras do Pequeno Colombo”, que estreia em 6 de julho, traz uma história divertida protagonizada por Cristóvão Colombo, Leonardo Da Vinci e Mona Lisa. Os três embarcam em uma aventura em alto mar rumo à Ilha de Hi Brazil, em busca de um tesouro escondido. A ideia do filme partiu do roteirista Pedro Ernesto Stilpen, o Stil, falecido no mês passado. O diretor Rodrigo Gava conta que ficou encantado pela riqueza da história assim que ouviu a proposta como conta no vídeo no final do post.

“A ideia veio do Stil, o roteirista, que misturava Leonardo da Vinci, Cristovão Colombo e Atlântida. E fiquei maravilhado com a riqueza do roteiro. E a história foi evoluindo e hoje estamos  com esse filme maravilhoso” – comemora Gava, explicando um pouco mais sobre o enredo: “O povo das águas, que é comandado pelo Reino de Hurakan,  descende dos Maias e não quer que os europeus cheguem à América. Então eles criam o Nautilus para destruir todo navio europeu que tente cruzar o Oceano Atlântico. E nessa aventura, Cristóvão Colombo consegue vencer o Nautilus e, no futuro, vai se tornar conhecido por ter descoberto a América”.

A atriz Isabelle Drummond, que dubla a sereia Mabe, acredita que a junção entre História e animação pode despertar o interesse das crianças por temas históricos. “Eu acho que é um filme que pode vir a ensinar às crianças porque tem a brincadeira com personagens que já existem, gente que a gente admira, que a gente estuda”, acredita Isabelle.

Com produção da Indiana Produções, coprodução da Globo Filmes e do Telecine, apoio da Rio Filme e distribuição da Downtown Filmes/Paris Filmes, o longa tem direção de Rodrigo Gava, produção de Marco Altberg e roteiro de Pedro Ernesto Stilpen.

 

Sinopse

Para tentar salvar sua família da falência, o jovem Cris (Cristóvão Colombo) e seus amigos Leo da Vinci e Mona Lisa vão atrás da lendária ilha de Hi Brazil, que esconde tesouros cobiçados por todos os piratas. Eles só não esperavam ser impedidos pelo cruel povo das águas e sua terrível fera Nautilus. Agora, a batalha dos meninos deixa de ser pelo tesouro e passa a ser para voltar vivos para casa.

 

Por Anna Barros

 

 

Poltrona Vintage: 101 anos de Olivia, a Dama do cinema/ Tom Machado

Poltrona Vintage: 101 anos de Olivia, a Dama do cinema/ Tom Machado

Quando pensamos no longa “E o vento levou” de 1939 é impossível não lembrar de seus personagens. De Scarlett à Belle, todos são memoráveis, especialmente um: Melanie Wilkes. Interpretada pela maravilhosa atriz Olivia de Havilland, Melanie foi só uma personagem da brilhante carreira de Olivia, que começou em Hollywood nos anos 30.

IMG_1794.JPGOlivia de Havilland como Melanie Wilkes em “E o vento levou” / Foto: Reprodução Google Imagens

Interpretando desde as mais inocentes mocinhas até as mais desprezíveis vilãs, trabalhou com grandes diretores, atores e atrizes. De Havilland foi premiada com diversos prêmios ao longo de sua vida, incluindo dois Oscar de melhor atriz por seus papéis em “The Heiress” (Tarde demais) e “To Reach His Own” (Só resta uma lágrima).

IMG_1796.JPGComo Catherine em “Tarde Demais”, papel que lhe rendeu o Oscar / Foto: Reprodução Google Imagens

Não há dúvidas de que Olivia, além de ter recebido recentemente seu título de Dama pela corte da Inglaterra, merece este também no mundo do cinema. Esteve presente em mais de cinquenta filmes e fez todos com grande talento e maestria.

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Olivia jovem x atualmente/ Foto: Reprodução Google imagens 

No último sábado, dia 1 de julho, completou cento e um anos, tornando-se uma das raríssimas lendas da Era de Ouro Hollywoodiana ainda vivas. Nós, do Poltrona de Cinema, desejamos à Miss de Havilland muitas felicidades e muito mais anos de vida!

Por Tom Machado

Mostra de Cinema celebra a arte de David Bowie

Mostra de Cinema celebra a arte de David Bowie

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 11 a 30 de julho de 2017, a mostra de cinema O homem que caiu na terra. Ao longo de quase cinquenta anos na indústria do entretenimento, o britânico David Bowie conduziu seu trabalho de forma consistente e, sempre atento à diversidade e à quebra de paradigmas, deu origem a verdadeiras obras primas não só na música, mas também no cinema. A mostra leva 26 dessas obras cinematográficas ao público carioca a preços populares.

Na programação, estão filmes que marcaram época e foram sucesso de público, como Labirinto – A magia do tempo e Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída. O público terá a oportunidade de conferir, ainda, os clássicos cult de David Lynch, Twin Peaks: os últimos dias de Laura Palmer e Twin Peaks – The missing pieces. Dois curtas que têm, além da atuação, o roteiro de David Bowie também estão na lista, Pierrot in turquoise or the looking glass murders e Jazzin’ for blue jean,

Para a curadora da mostra, Roberta Sauerbronn, Bowie não era só um ator ou músico, mas sim uma persona, que imprimia autenticidade a tudo o que fazia. “Imagino que ele tenha escolhido os filmes que fez de acordo com o que acreditava, o que coloca na tela uma diversidade incrível”, explica.

Já para a escritora Wendy Leigh – autora de dezenas de biografias, com nomes como Grace Kelly e Madonna no currículo –, David Bowie não deveria ser chamado de camaleão, apelido que o acompanhou por boa parte de sua emblemática carreira. A jornalista defende que o termo mais apropriado para definir o artista é “caleidoscópio”. Para ela, o legado de Bowie é fruto de uma personalidade com múltiplas possibilidades, que mudava de cores e formas, mas nunca de essência.

A mostra traz produções que acompanharam e reafirmaram a trajetória de Bowie como unanimidade pop, entre elas O homem que caiu na Terra, que dá nome à mostra; Furyo, em nome da honra; A última tentação de cristo; Basquiat – Traços de uma vida, em que Bowie interpreta o também ícone cultural Andy Warhol; e Everybody loves sunshine (B.U.S.T.E.D.).

Ciclo de ideias:
A programação traz, ainda, um “ciclo de ideias”, formado por debates e oficinas. As atividades abordam temáticas relacionadas aos filmes apresentados, em um diálogo essencial para a discussão sobre o peso de Bowie na formação da cultura contemporânea. Toda a programação paralela é gratuita, e os ingressos serão distribuídos a partir de 1 hora antes de cada atividade.

As palestras têm como pauta temas como gênero, sexualidade, fama e drogas, elementos presentes na filmografia de David Bowie. Participam das atividades, músicos, jornalistas, pesquisadores e especialistas. Além disso, o estilo único de Bowie também será abordado em debate sobre moda e oficinas de maquiagem.

A mostra O homem que caiu na terra tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal e, depois de passar pelo Rio de Janeiro, ocupará as unidades da CAIXA Cultural em Fortaleza e Curitiba no início de 2018.

Programação:
11 de julho (terça-feira)
18h – Sessão de Abertura O Homem Que Caiu na Terra (1976), de Nicolas Roeg, Reino Unido, 139 min, Blu-Ray, 14 anos

12 de julho (quarta-feira)
16h – Apenas um Gigolô (1978), de David Hemmings, Alemanha Ocidental, 102 min, DVD, 14 anos;
18h30 – Ciclo de debates sobre gênero e sexualidade
Tema 1 – A quebra contemporânea da divisão binária dos papéis sexuais, com a mediação da Dra. Flávia Silva, e participação de Carina Tomaz e de Bárbara Aires;

13 de julho (quinta-feira)
16h – Médias e Curtas
The Image (1969), de Michael Armstrong, Reino Unido, 13 min, DVD, 18 anos;
Jazzin’ for Blue Jean (1984), de Julien Temple, Reino Unido, 20 min, DVD, 12 anos;
The Snowman (1982), de Diane Jackson, Reino Unido, 26 min, DVD, Livre;
17h30 – A Última Tentação de Cristo (1988), de Martin Scorcese, EUA/Canadá, 164 min, DVD, 14 anos;

14 de julho (sexta-feira)
16h – Absolute Beginners (1986), de Julien Temple, Reino Unido, 108 min, DVD, 14 anos;
18h30 – Debate Fama, reality shows e ultra exposição, com a participação de Ana Helena Pisponelly, Pedro de Luna e João Márcio Dias;

15 de julho (sábado)
14h – Oficina de maquiagem criativa e figurino, com Raphael Jacques.
16h – Labirinto – A magia do tempo (1986), de Jim Henson, EUA/Reino Unido, 101 min, Blu-Ray, 12 anos;
18h30 – Everybody Loves Sunshine (B.U.S.T.E.D.) (1999), de Andrew Goth, Reino Unido, 97 min, DVD, 16 anos;

16 de julho (domingo)
16h – Arthur e os Minimoys (2006), de Luc Besson, França, 104 min, DVD, Livre;
18h30 – Furyo, Em Nome da Honra (1983), de Nagisa Oshima, Reino Unido/Japão/Nova Zelândia, 123 min, DVD, 14 anos;

18 de julho (terça-feira)
16h – Twin Peaks – The Missing Pieces (2014), de David Lynch, EUA/França, 92 min, DVD, 18 anos;
18h – Twin Peaks – Os últimos dias de Laura Palmer (1992), de David Lynch, EUA/França, 135 min, DVD, 18 anos;

19 de julho (quarta-feira)
16h – Os Soldados Virgens (1969), de John Dexter, Reino Unido, 96 min, DVD, 16 anos;
18h30 – Ciclo de debates sobre gênero e sexualidade
Tema 2 – A sexualidade em trânsito, na mão contrária do conservadorismo, com a mediação da Dra. Flávia Silva, e participação de Sharlenn Carvalho e Tyaro Maia;

20 de julho (quinta-feira)
16h – Um Romance Muito Perigoso (1985), de John Landis, EUA, 115 min, DVD, 14 anos;
18h30 – Romance por Interesse (1991), de Richard Shepard, EUA, 108 min, DVD, 14 anos;

21 de julho (sexta-feira)
16h – Médias e Curtas
Empty (2000), de Tony Ousrler, EUA, 4 min, DVD, 18 anos;
Pierrot in Turquoise or The Looking Glass Murders (1970), de Brian Mahoney, Reino Unido, 27 min, DVD, 18 anos;
The Snowman (1982), de Diane Jackson, Reino Unido, 26 min, DVD, Livre;
18h30 – Debate Estilo vanguardista de Bowie, com a participação de Carol Althaller e Carol Rabello;

22 de julho (sábado)
16h – Arthur e os Minimoys (2006), de Luc Besson, França, 104 min, DVD, Livre;
18h30 – Reação Colateral (2008), de Austin Chick, EUA, 88 min, DVD, 14 anos;

23 de julho (domingo)
16h – O Segredo de Mr. Rice (2000), de Nicholas Kendall, Canadá, 94 min, DVD, 12 anos;
18h30 – O Pirata da Barba Amarela (1983), de Mel Damski, Reino Unido, 97 min, DVD, 12 anos;

25 de julho (terça-feira)
16h – II Mio West – Gunslinger´s Revenge (1998), de Giovanni Veronesi, Itália, 97 min, DVD, 14 anos;
18h30 – Apenas um Gigolô (1978), de David Hemmings, Alemanha Ocidental, 102 min, DVD, 14 anos;

26 de julho (quarta-feira)
16h – Fome de Viver (1983), de Tony Scott, Reino Unido, 97 min, DVD, 18 anos;
18h30 – Ciclo de debates sobre gênero e sexualidade
Tema 3 – A exposição como forma de luta pelo direito ao corpo e a liberdade de expressão sexual, com mediação da Dra. Flávia Silva, e participação de Rafaela Monteiro e Jeosane Kim (Xota-K);

27 de julho (quinta-feira)
16h – Médias e Curtas
Empty (2000), de Tony Ousrler, EUA, 4 min, DVD, 18 anos;
The Image (1969), de Michael Armstrong, Reino Unido, 13 min, DVD, 18 anos;
Jazzin’ for Blue Jean (1984), de Julien Temple, Reino Unido, 20 min, DVD, 12 anos;
Pierrot in Turquoise or The Looking Glass Murders (1970), de Brian Mahoney, Reino Unido, 27 min, DVD, 18 anos;
18h – O Grande Truque (2006), de Christopher Nolan, EUA/Reino Unido, 130 min, DVD, 14 anos;

28 de julho (sexta-feira)
16h – Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída (1981), de Uli Edel, Alemanha Ocidental, 131 min, DVD, 18 anos;
18h30 – Debate Cérebro, Drogas e Rock N’ Roll, com a participação dos Prof. Dr. Erick Conde, Prof. Dr. Tiago Arruda e Prof. Dr. Daniel Mograbi.

29 de julho (sábado)
16h – O Segredo de Mr. Rice (2000), de Nicholas Kendall, Canadá, 94 min, DVD, 12 anos;
18h30 – O Pirata da Barba Amarela (1983), de Mel Damski, Reino Unido, 97 min, DVD, 12 anos;

30 de julho (domingo)
16h – Labirinto – A magia do tempo (1986), de Jim Henson, EUA/Reino Unido, 101 min, Blu-Ray, 12 anos;
18h30 – Basquiat – Traços de Uma Vida(1996), de Julian Schnabel, EUA, 108 min, DVD, 16 anos;

Serviço:
Mostra O Homem que caiu na terra
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Data: 11 a 30 de julho de 2017
Horários: Consultar programação
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 80 lugares (mais dois para cadeirantes)
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Classificação Indicativa: Consultar programação
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Facebook: https://www.facebook.com/ohomemquecaiunaterra/

Poltrona Resenha: Perdidos em Paris/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Perdidos em Paris/ Cesar Augusto Mota

Uma história sensível, poética e recheada de momentos cômicos. Assim é ‘Perdidos em Paris’, longa dirigido por Dominique Abel e Fiona Gordon, que chega ao circuito nacional esta semana e marca a despedida de Emmanuelle Riva das telas, falecida em janeiro, aos 89 anos. A trama se passa em Paris e conta com o protagonismo de Abel e Gordon em meio a trapalhadas na Cidade Luz.

Tudo começa quando Fiona (Gordon), uma bibliotecária canadense, recebe uma carta de sua tia Martha (Riva), uma senhora idosa de 88 anos, que vive sozinha em seu apartamento e está com medo de ser levada para um asilo, pois é vista por seus vizinhos como incapaz de cuidar de si mesma. Ao saber da história, Fiona embarca no primeiro avião para a capital francesa, mas ao chegar à cidade descobre que sua tia desapareceu e se mete em situações inusitadas e tragicômicas, perdendo seu dinheiro e pertences.

A situação fica ainda mais hilária quando Dom (Abel), um sedutor e sem-teto muito egoísta, entra na trama e não vai largar do pé de Fiona na incessante busca pelo paradeiro de sua tia. Começa desde então uma relação de cumplicidade e companheirismo improvável entre os dois, além de cenas divertidas, sensíveis e regadas de muitas técnicas de ‘clown’, presentes em filmes de Charles Chaplin e que fazem o espectador rir sem a necessidade de palavras, as ditas piadas visuais, com alguns passos de dança. As cenas ficaram ainda mais graciosas com essas técnicas, e percebemos que, na medida em que a história vai evoluindo, a confiança e o respeito entre Fiona e Dom, inexistentes no começo da trama, aumentam, e as condutas que ambos tomam vão ser decisivas para o desfecho, algo surpreendente.

O roteiro é muito bem construído, com 3 histórias que se entrelaçam e ajudam a explicar várias sequências, principalmente os encontros isolados entre os protagonistas e como pode se dar a possível descoberta do paradeiro de Martha, que tenta encontrar a sobrinha ao mesmo tempo em que foge para não ser mandada para um asilo. A montagem também é eficaz, com sincronia entre as músicas e a sensação de se estar dentro de uma poesia, uma autêntica obra-prima.

E a fotografia? Falei muito em 3 personagens, mas pode-se dizer também que existe um quarto personagem no enredo, a cidade de Paris. O espectador passa a ter um outro olhar ao se deparar com o Rio Sena, a Torre Eiffel, o Cemitério Père Lachaise e a Estátua da Liberdade (sim, há uma na França, numa pequena ilha no Sena). Além disso, esses cenários são importantes na construção da história e trazem uma atmosfera engraçada e uma sensibilidade ainda maior, principalmente nas cenas de Martha, que recorre à suas técnicas de dança, muito utilizadas na juventude, sem se entregar à ideia de que o tempo passou e sem se sentir descartável.

Das atuações, não preciso falar muito, foram excepcionais, com a arte do improviso de Dominique e Fiona muito bem apuradas, bem como a habilidade para o humor nos momentos certos, assim como para o drama em cenas mais fortes. E Emmanuelle Riva entrega uma personagem capaz de sensibilizar a todos, seja por sua esperteza, agilidade, inteligência e experiência, e Martha podemos dizer, se confunde com a vida e personalidade da atriz, que nos deixa um grande legado e ótimos trabalhos. É uma ótima oportunidade para vê-la pela última vez e uma despedida em alto nível.

O que está esperando? Não perca ‘Perdidos em Paris’, que estreia em 06 de julho em todo o Brasil, com a distribuição da Pandora Filmes. Não perca!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota