Poltrona Resenha: Joan Crawford – Always the star/ Tom Machado

Poltrona Resenha: Joan Crawford – Always the star/ Tom Machado

Em meio à tantas divas hollywoodianas, existiu uma que foi diferente: Joan Crawford. Dona de uma beleza feita de traços expressivos e marcantes, foi uma mulher cheia de talento e carisma. Se muitos artistas estrearam e atingiram o sucesso logo de cara, para Joan a história foi bem diferente, e seu caminho cheio de obstáculos. Casada quatro vezes e mãe de quatro crianças, foi a verdadeira definição de “Movie Star”: Linda, talentosa, glamourosa e sempre demonstrando simpatia para com seus fãs e admiradores.

Joan Crawford
Foto: Divulgação

Nascida Lucille Fay LeSueur na periferia de Kansas, teve uma infância difícil ao lado de uma mãe abusiva e cheia de mistérios sobre o seu verdadeiro pai. Joan, em suas próprias palavras, disse ter limpado banheiros antes de chegar a Hollywood nos anos 20. Começando com pequenos papéis e atuando até mesmo como dublê, ela foi aos poucos conquistando seu espaço nas telas. Após o grande sucesso do filme “Grande Hotel” de 1932, finalmente ganhou fama como atriz. Mas esse foi só o começo do que viria a se tornar!

A carreira de Crawford deslanchou nos anos 30 e ela se tornou uma verdadeira campeã de bilheteria. Atuou em sucessos como “Dancing Lady” (1933), “Strange Cargo” (1940) e “The Women” (1939), adotou seus primeiros dois filhos e estava feliz. Porém, como a vida de ninguém é um mar de rosas, Joan passou por maus bocados quando começou a envelhecer. Os estúdios queriam moças jovens para seus filmes, resultando na saída de Crawford da MGM.

Após sua saída da Metro, foi contratada pela Warner Bros (por cerca de metade de seu salário no estúdio anterior) e experimentou pela primeira vez como era ser deixada de lado. Mas o surgimento de um filme transformaria a situação e também sua carreira. “Mildred Pierce” estreou em 1945, a história de uma mãe que fez de tudo por sua ingrata filha. A obra não só a trouxe de volta o amor do público, como lhe rendeu o seu tão esperado Oscar de melhor atriz. Pelo resto de sua vida, sempre lembrou desse momento com muito carinho, pois graças a este conseguiu o reconhecimento que queria: o de ser considerada uma grande atriz.  

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Como Mildred Pierce/ Foto: Google Imagens

Nos anos 50 e 60, sua carreira teve altos e baixos. Passou por problemas pessoais e financeiros. Acabou por se tornar também uma executiva da Pepsi após Al Steele, seu quarto marido e presidente da companhia, falecer. Pelo resto de sua carreira foi muito dedicada à Pepsi Cola. Joan faleceu em 10 de maio de 1977.

Na década de 80, um livro escrito por sua filha mais velha Christina Crawford, relatava supostos maus tratos e abusos que ela teria sofrido por parte da mãe. Desmentido por suas filhas mais novas e por amigos, colegas de trabalho e fãs, infelizmente conseguiu criar uma imagem ruim desta maravilhosa atriz. Eu penso que Joan Crawford era humana, com qualidades e defeitos: uma mulher que precisou batalhar pra conseguir o que queria, e batalhar muito. Acredito que foi sim uma mãe rígida e severa, mas jamais o monstro descrito no livro. Tudo o que fez foi por amor e para o bem de suas crianças, as quais amava muito.

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Joan Crawford com seus filhos mais velhos Christopher e Christina e as gêmeas Cindy e Cathy.

Apesar de tudo, Joan conseguiu se tornar a estrela que sempre sonhou ser: Teve seu talento reconhecido, seu legado eternizado e uma carreira deslumbrante. Sempre buscando o seu melhor, sua estrela estará sempre brilhando, não importa quantos anos passem. Ela se tornou um verdadeiro mito da sétima arte e chegou muito longe para uma garotinha de onde veio, e nós a amamos por isso!

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Por Tom Machado

 

 

 

 

 

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