Black Narcissus, 1947
Há exatos setenta anos, Deborah Kerr nos presenteava com uma atuação memorável e única em sua carreira: o papel da Irmã Clodagh, freira anglicana enviada à uma região do Himalaia, com seu grupo de freiras pelo qual é responsável. Clodagh passa então a enfrentar problemas: o clima inóspito, os desejos ocultos das outras e de si mesma, perdendo seu foco e questionando seus propósitos.
O filme conta com uma trama envolvente, personagens inesquecíveis e uma fotografia de tirar o fôlego! Deborah dá uma verdadeira aula de interpretação, em conjunto com sua beleza angelical, caindo como uma luva para o papel.

Foto: reprodução Google Imagens
O que me surpreendeu nessa história foi justamente o fato de a princípio parecer só mais um filme dramático, e na verdade ser uma conversão do inocente para o pecado. Da castidade para o desejo. Do espírito para a carne.
A parceria do brilhante Michael Powell com o também diretor Emeric Pressburguer só poderia resultar numa obra de arte atemporal e imperdível. Ganhador de dois prêmios Oscar (Melhor Fotografia e Melhor direção de arte) Black Narcissus é um clássico obrigatório para os amantes da sétima arte, e para quem quer saber um pouco mais sobre como é a (difícil) vida na castidade.
Deborah Kerr como a Irmã Clodagh/ Reprodução Google Imagens
Por Tom Machado