Envolvente e tenso, “Corra!”(Get Out) retrata o preconceito racial através da ótica de Chris, interpretado pelo ator inglês Daniel Kaluuya. Para o diretor e comediante Jordan Peele, o roteiro espelha a atual realidade norteamericana e traz situações reais para as telas do cinema em forma de crítica: “Espero que as pessoas discutam raça como nunca discutiram antes”, diz o diretor. Clique aqui para entender mais sobre o argumento do filme.
Produzido pela Blumhouse, responsável por sucessos como “Fragmentado”, “A Visita” e a série “Atividade Paranormal”, o suspense segue batendo recordes pelo mundo e já atingiu US$193 milhões de dólares em bilheteria. Muito disso se deve ao roteiro provocativo de Peele: “Eu queria contribuir com algo ao gênero de thriller e horror com o meu toque. Definitivamente é como os EUA lidam com o racismo e a ideia de que racismo em si é um demônio”.
“Corra!” acompanha a história de Chris (Daniel Kaluuya, da série Black Mirror), um jovem afro-americano que visita a propriedade da familia de sua namorada. A princípio, Chris vê o comportamento exageradamente hospitaleiro da família como uma tentativa desajeitada de lidar com a relação interracial da filha, mas, no decorrer do final de semana, uma série de descobertas perturbadoras o levam a uma verdade que ele nunca poderia imaginar.
O filme é ainda estrelado por Caleb Landry Jones (X-Men), Stephen Root (Onde os Fracos Não Têm Vez), Milton “Lil Rel” Howery, Betty Gabriel, Marcus Henderson e Lakeith Stanfield (Straight Outta Compton – A História do N.W.A).
A Warner Bros. Pictures divulga novas artes de Rei Arthur: A Lenda da Espada, longa dirigido por Guy Ritchie. Os materiais destacam o ator Djimon Hounsou, que faz o personagem Bedivere, e Charlie Hunnam, protagonista do filme no papel de Arthur.
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Sobre o filme
O aclamado cineasta Guy Ritchie leva seu estilo dinâmico para a épica aventura de ação e fantasia Rei Arthur: A Lenda da Espada. Com Charlie Hunnam no papel principal, o filme é uma tomada iconoclasta do clássico mito da espada Excalibur, traçando a jornada de Arthur das ruas para o trono.
Quando o pai do jovem Arthur é assassinado, Vortigern (Jude Law), seu tio, se apodera da coroa. Sem ter o que é seu por direito de nascimento e sem ideia de quem realmente é, Arthur cresce do jeito mais difícil nos becos da cidade. Mas, assim que ele remove a espada da pedra, sua vida muda completamente e ele é forçado a descobrir seu verdadeiro legado… goste ou não.
Estrelando com Charlie Hunnam (série da Fox “Sons of Anarchy”) e o indicado ao Oscar Jude Law (“Cold Mountain”, “O Talentoso Ripley”) estão Astrid Bergès-Frisbey (“Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas”) como Mage; o também indicado ao Oscar Djimon Hounsou (“Diamante de Sangue”, “Terra de Sonhos”) como Bedivere; Aidan Gillen (série da HBO “Game of Thrones”) como Goosefat Bill; e Eric Bana (“Star Trek”) como o pai de Arthur, o Rei Uther Pendragon.
Guy Ritchie (“O Agente da U.N.C.L.E.”, filmes “Sherlock Holmes”) dirigiu o filme a partir do roteiro de Joby Harold (“Awake – A Vida Por Um Fio”) e Guy Ritchie & Lionel Wigram, e história de David Dobkin (“O Juiz”) e Joby Harold. O filme é produzido pelo ganhador do Oscar Akiva Goldsman (“Uma Mente Brilhante”, “Eu Sou a Lenda”), Joby Harold, Tory Tunnell (“Awake – A Vida Por Um Fio”, “Caminhos Opostos”), e os produtores de “O Agente da U.N.C.L.E.” e “Sherlock Holmes” Steve Clark-Hall, Guy Ritchie e Lionel Wigram. David Dobkin e Bruce Berman são os produtores executivos.
O time criativo de Guy Ritchie por trás das câmeras inclui o diretor de fotografia duas vezes indicado ao Oscar John Mathieson (“Gladiador”, “O Fantasma da Ópera”), a designer de produção também indicada ao Oscar Gemma Jackson (“Em Busca da Terra do Nunca”), o editor James Herbert (“O Agente da U.N.C.L.E.”, “No Limite do Amanhã”), a figurinista Annie Symons (da minissérie “Great Expectations”), a designer de maquiagem e cabelo Christine Blundell (“Sr. Turner”, filmes “Sherlock Holmes”), e o supervisor de efeitos visuais indicado ao Oscar Nick Davis (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”). A música é de Daniel Pemberton (“O Agente da U.N.C.L.E.”).
A Warner Bros. Pictures apresenta, em associação com a Village Roadshow Pictures, uma produção da Weed Road/Safehouse Pictures e Ritchie/Wigram Production, um filme de Guy Ritchie, Rei Arthur: A Lenda da Espada. Com estreia prevista para 18 de maio de 2017 no Brasil, o filme será distribuído pela Warner Bros. Pictures, uma empresa da Warner Bros. Entertainment, e em territórios selecionados pela Village Roadshow Pictures.c
Guardiões da Galáxia ficou conhecido por ser o mais irreverente dos filmes da Marvel. Fugindo a regra dos super-heróis poderosos, onde a verdade, a nobreza e a ética guiam suas ações, nessa turma de desajeitados podemos ver um conjunto de personagens nada convencionais e completamente fora dos padrões de heróis os quais estamos acostumados.
Dentre os icônicos personagens, temos um órfão que foi sequestrado e levado da terra quando ainda era uma criança, uma guerreira que mudou de lado na luta do bem contra o mal, um louco de pedra que busca vingança pela morte de sua família, um guaxinim geneticamente modificado e ex-presidiário e uma árvore humanoide.
Em aparências e filosofias de vida, essa turma é bem diferente do estilo de super-heróis que nos acostumamos a ver, porém, com sua boa vontade e união acabam conquistando nossos corações e se tornando únicos no universo cinematográfico da Marvel.
Os fãs da franquia Alien e dos trabalhos do diretor Ridley Scott estão bastante ansiosos pela estreia do mais novo filme, “Alien Covenant”, uma sequência de “Prometheus”, de 2012, que trouxe um grupo de cientistas que embarcou em uma missão para descobrir a verdade acerca da origem da raça humana. Mas será que essa nova produção fica próxima da anterior ou foi uma decepção? Vamos analisá-la.
A história começa com a nave Covenant partindo em uma nova missão, a busca de um planeta em condições de abrigar a espécie humana. Quase toda a tripulação está em sono profundo e repousando em câmaras criogênicas, exceto o andróide Walter (Michael Fassbender), responsável pela segurança de todos. O radar da nave detecta um sinal humano oriundo de um novo planeta que está em sua rota, mas um grande acidente acontece, o que obriga Walter a despertar os tripulantes. Boa parte do grupo liderado pelo capitão Oram (Billy Crudup) resolve explorar o local, descoberto dez anos antes, mas diversos alienígenas, os xenomorfos, atacam os exploradores, que farão de tudo para saírem vivos.
Se no filme anterior foi lançada a pergunta “De onde surgimos?” e houve uma abordagem bem abstrata, no novo longa passamos a ter o questionamento “E quem criou os criadores?”, nos levando a um debate sobre a origem do universo, bem como questões como fé e crenças religiosas, discutidas sobre os membros da tripulação da Covenant.
Ridley Scott tenta trabalhar alguns temas, como origem, brigas interpessoais e futuro da espécie humana, regados com frenéticas cenas de ação, muito sangue, som estridente e apresentação de conflitos. Tudo foi bem estruturado e realizado num bom ritmo, mas essa grande quantidade de assuntos abordados pode deixar o espectador confuso e sem saber qual a real intenção do diretor, um ponto negativo.
A computação gráfica também contribui para boa parte das cenas que exigiram uma maior intensidade dos personagens, o Alien se mostra ainda mais veloz e assustador, causando um grande frenesi durante a trama. A montagem é bem feita, com junção de dois eventos distintos num mesmo quadro, algo interessante e pouco antes da parte final do filme. A fotografia também é positiva, com cores bem avermelhadas no interior da nave contrastadas com a coloração fria sombreada no planeta escolhido pelos tripulantes da Covenant. A estética e a montagem de “Alien Covenant” são pontos positivos, ao contrário do roteiro, com algumas imprecisões e erros, que obviamente não serão revelado aqui para não estragar a surpresa.
Quanto aos atores, Michael Fassbender carrega o filme nas costas, ele tem excelentes interpretações como Walter e David, o andróide presente no filme anterior, mas volta com características mais humanas. O ator tem mérito na construção tão exuberante e precisa de dois personagens tão diferentes, o que não é fácil. Há também as participações de James Franco e Guy Pearce, mas são figuras de luxo. Dentre as personagens femininas, Katherine Waterston convence como Daniels e pode-se elevá-la ao status de heroína, e uma das poucas, além de Fassbender, que consegue despertar empatia no espectador.
Apesar dos altos e baixos, “Alien Covenant” possui alguns elementos que podem agradar ao público, e teremos mais filmes em sequência, segundo Ridley Scott. E vamos torcer para os próximos estarem à altura do primeiro, isso se não for pedir demais. O filme chega ao circuito nacional em 11 de maio de 2017.
Sabe quando você começa uma nova série e se depara com a seguinte frase: “A seguir, uma releitura livre de eventos verdadeiros. Muito livre”? Já dá para ter uma ideia do que vem por aí, uma produção bem humorada, baseada em fatos reais e que vai dividir opiniões. “Girlboss”, nova série da Netflix, teve 13 episódios produzidos, relativamente curtos, com 30 minutos de duração.
A série é inspirada na história da bem sucedida empresária Sophia Amoruso, proprietária da loja virtual Nasty Gal (um trocadilho com a expressão nasty girl, ou garota indecente), um comércio de roupas vintage que se iniciou no Ebay em 2006 e atualmente com site próprio, que chegou ao seu auge em 2014. A protagonista é interpretada por Britt Robertson, como Sophia Marlowe, uma personagem que abala as estruturas na maioria dos episódios, mas com uma personalidade forte e complicada.
Sophia não liga para regras, faz tudo o que lhe dá vontade, não tem modos e vive pulando de um emprego para outro, sem rumo na vida. Até que um dia descobre sua verdadeira vocação: quer trabalhar com moda e vender roupas pela Internet. Um tanto atrapalhada, ela aos poucos vai colocando suas ideias em prática, até chegar ao nome de sua loja graças a uma de suas noitadas na bela San Francisco. Com muita coragem e determinação, Sophia enfrenta obstáculos e desconfianças de muitas pessoas, inclusive do próprio pai para ver seu negócio nascer e fazer sucesso, e enfim, ingressa na vida adulta, apesar de já ter seus 20 e poucos anos e relutar para isso.
A produção apresenta elementos interessantes e de diferentes épocas num mesmo contexto, como o LP, o carro de Sophia ano 1987, bem como seu aparelho celular, tudo no ano de 2006, sem falar em algumas roupas dos anos 1970 e alguns flashbacks que relembram pessoas que viveram nos anos 1940 e que foram importantes no mundo da moda. Essa mistura enriquece a trama e mostra que a moda do passado não sai de moda tão facilmente e ainda se faz presente em alguns pontos nos Estados Unidos.
A fotografia é impecável, os figurinos, nem se fala, além das atuações sólidas dos atores. O roteiro apresenta algumas imprecisões, exageros e inconveniências. Britt Robertson demonstra muita entrega e consegue convencer como protagonista, Ellie Reed é também um dos pilares da série. Ao interpretar Annie, a melhor amiga de Sophia, Reed contribui para a evolução da protagonista e retrata fielmente como a melhor amiga de Sophia Amoruso foi importante em sua vida. Destaque também para as participações especiais de Rupaul e Dean Morris, o tio Hank de Breaking Bad.
Se há alguns problemas na produção, “Girlboss” não deixa de chamar a atenção do público e mostra pontos importantes, como o empoderamento feminino ( vide o título da série), amadurecimento, vocação profissional e outro importantíssimo, a amizade. Há poucos amigos verdadeiros no mundo e que realmente fariam tudo para ver o outro feliz, e vemos isso bem nessa série. Vale a pena acompanhar, a série é curta, rápida e fácil de ser compreendida, recomendada!