La la Land já teve sua resenha publicada aqui e hoje vamos falar das interpretações de Ryan Gosling e Emma Stone que concorrem ao prêmio de Melhor Ator e Melhor Atriz. Não é à toa que os dois estão arrebatando vários prêmios por aí. Eles estão simplesmente sensacionais. Emma está sensível, delicada e totalmente inserida na atmosfera nostálgica e sublime de La La Land, favoritaço a ganhar o Oscar de Melhor Filme e de Melhor Direção para Damian Chazelle. Seu desempenho é simplesmente espetacular e sua simbiose com Ryan Gosling é perfeita.
Ryan também arrebentou, mas tem em seus calcanhares Denzel Washington por Fences e Casey Afleck por Manchester à beira-mar. A meu ver, Denzel incomoda mais. Ryan está perfeito, em estilo próprio, mal-humorado compondo um músico que ama jazz e que quer levar seu sonho de um jazz club adiante. Ele aprendeu a tocar piano, passa veracidade ao tocar o instrumento, dança, canta, enfim incorpora de maneira doce e cativante um Fred Astaire.
Emma empresta seus olhos azuis grandões a uma mocinha batalhadora e sonhadora, que acaba tendo a ajuda do amado para realizar tudo que sempre sonhou a vida toda. Mia é o protótipo da heroína moderna.
La La Land é um filme de metalinguagem que resgata clássicos como Casablanca e Juventude Transviada e extravasa toda a paixão dos musicais. A cena inicial dos motoristas cantando no engarrafamento é simplesmente antológica e ali que os protagonistas se encontram, de maneira fugaz e inesperada. Sebastian ainda reluta e a refuga e depois acaba se entregando ao amor de Mia.
Eu vou torcer por Ryan Gosling e Emma Stone. Chorei muito na sessão. O filme me tocou profundamente. Talvez por amar musicais, esse é daqueles típicos, mesmo. Talvez pela perda da minha querida mãezinha no último dia 20 de janeiro.
Enfim, as atuações de Emma e Ryan são luminosas! Iluminem-se logo e corram para assistir La La Land. Para ontem!
Esse post é in memoriam à Maria de Lurdes Faria de Barros, que ia pouco ao cinema, mas quando ia amava filmes nacionais! Seu filme predileto era Ghost! Descanse em paz, mamãe!
Por Anna Barros