Comédia argentina encanta público e é a mais aplaudida no Festival de Veneza

Comédia argentina encanta público e é a mais aplaudida no Festival de Veneza

315860.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxxDois cineastas argentinos chamaram a atenção no 73º Festival de Cinema de Veneza.  A comédia “El Ciudadano Ilustre” (O Cidadão Ilustre), de Gastón Duprat e Mariano Cohn, que trata da vida de um escritor famoso que resolve voltar à terra natal após décadas, foi a que mais recebeu aplausos calorosos dos críticos e do público até o momento.

Daniel Mantovani é um escritor argentino que já faturou o Prêmio Nobel de Literatura e vive recluso e entediado em seu apartamento na cidade de Barcelona. Convidado para um evento na Argentina, ele resolve voltar para a cidade em que nasceu, apesar de reencontrar um local que jamais gostou, mas que ainda lhe serve de inspiração criativa.

Após desfile em carro de bombeiros e várias bajulações, Mantovani é recebido com orgulho por seus conterrâneos, mas essa recepção revela um grande contraste de valores. O escritor revê um antigo amor, conhece fãs, reencontra amigos de infância e recebe homenagens cafonas, uma série de situações tragicômicas que irão proporcionar uma comparação e reflexão acerca dos estilos de vida na capital e no interior.

O Festival de Veneza vai até o próximo dia 10 de setembro.

Por: Cesar Augusto Mota

44° Festival de Gramado premia vencedores

44° Festival de Gramado premia vencedores

O famoso Festival de Gramado acontece pela quadragésima quarta vez e premia vencedores escolhidos ao longo destes 8 dias de filmes exibidos e debates sobre o assunto.
A premiação aconteceu neste sábado (3), no Palácio dos Festivais. A premiação possui três diferentes categorias: longas-metragens nacionais, longas-metragens estrangeiras e curtas-metragens nacionais.

Leonardo Machado, Marla Martins e Renata Boldrini foram os apresentadores da noite. Entre os longas brasileiros, os grandes vencedores foram “Barata Ribeiro, 716” de Domingos de Oliveira, levando o prêmio de melhor filme, melhor direção e melhor trilha musical, além do prêmio de melhor atriz coadjuvante, destinado à Glauce Guima.
A atriz Andreia Horta, de Elis, levou o prêmio de melhor atriz e Paulo Tiefenthaler levou o de melhor ator, por sua atuação em “O Roubo da Taça”. O “Silêncio do Céu” de Marcos Dutra foi muito bem recebido e levou três prêmios.

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Vencedores do 44º Festival de Cinema de Gramado (Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto)

Quanto aos filmes estrangeiros, “Guarani”, de Luis Zorraquín, foi premiado com os troféus de melhor ator, roteiro e filme, e o chileno “Sin Norte”, de Fernando Lavanderos, com os kikitos de melhor filme, eleito pelo júri da crítica, e direção.

Em relação aos curtas, Bruno Polidoro recebeu o primeiro kikito da noite, por “Horas”, mas “Rosinha”, de Gui Campos, foi o preferido da noite.
Tanto Gui Campos, quanto Paulo Tiefenthaler, por “O Roubo da Taça”, expressaram seu descontentamento com o atual presidente Temer.
A plateia ainda contemplou Gui Campos com um coro exalando a frase “Fora Temer”, como sinal de apoio ao discurso.

Por: Lívia Lima
Confira abaixo a lista completa dos premiados no festival:
Longas-metragens brasileiro: 
Melhor fotografia: Ralph Strelow, por “O Roubo da Taça”
Melhor trilha musical: Domingos de Oliveira, por “Barata Ribeiro, 716”
Melhor direção de arte: Fábio Goldfarb, por “O Roubo da Taça”
Melhor desenho de som: Daniel Turini, Fernando Henna, Armando Torres Jr e Fabian Oliver, por “O Silêncio do Céu”
Melhor montagem: Tiago Feliciano, por “Elis”
Melhor ator coadjuvante: Bruno Kott, por “El Mate”
Melhor atriz coadjuvante: Glauce Guima, por “Barata Ribeiro, 716”
Melhor roteiro: Lucas Silvestre e Caíto Ortiz, por “O Roubo da Taça”
Melhor atriz: Andreia Horta, por “Elis”
Melhor ator: Paulo Tiefenthaler, por “O Roubo da Taça”
Melhor direção: Domingos de Oliveira, por “Barata Ribeiro, 716”
Prêmio especial do júri: “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra
Melhor filme, eleito pelo júri da crítica: “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra
Melhor filme, eleito pelo júri popular: “Elis”, de Hugo Prata
Melhor filme: “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos de Oliveira

Curtas-metragens brasileiros:
Melhor fotografia: Bruno Polidoro, por “Horas”
Prêmio especial do júri: Elke Maravilha, por “Super Oldboy, e Maria Alice Vergueiro por “Rosinha”
Melhor trilha musical: Kito Siqueira, por “Super Oldboy” Melhor desenho de som: Jeferson Mandu, por “O Ex-Mágico”
Melhor montagem: André Francioli, por “Memória da Pedra”
Melhor roteiro: Gui Campos, por “Rosinha”
Prêmio Canal Brasil: Gui Campos, por “Rosinha”
Melhor atriz: Luciana Paes, por “Aqueles Cinco Segundos”
Melhor ator: Allan Souza de Lima, por “O Que Teria Acontecido ou Não Naquela Calma e Misteriosa Tarde de Domingo no Jardim Zoológico”
Melhor direção: Felipe Saleme, por “Aqueles Cinco Segundos”
Melhor filme, eleito pelo júri da crítica: “Lúcida”, de Fabio Rodrigo
Melhor filme, eleito pelo júri popular: “Super Oldboy”, de Eliane Coster
Melhor filme: “Rosinha”, de Gui Campos

Longas-metragens estrangeiros:
Melhor fotografia: Andrés Garcés, por “Sin Norte”
Prêmio especial do júri: “Esteros”, de Papu Curotto
Melhor roteiro: Luiz Zorraquín e Simon Franco, por “Guarani”
Melhor atriz: Veronica Perotta, por “Las Toninhas Van al Leste”
Melhor ator: Emilio Barreto, por “Guarani”
Melhor direção: Fernando Lavanderos, por “Sin Norte”
Melhor filme, eleito pelo júri da crítica: “Sin Norte”, de Fernando Lavanderos
Melhor filme, eleito pelo júri popular: “Esteros”, de Papu Curotto
Melhor filme: “Guarani”, de Luis Zorraquín

Festcine Imperial em Petrópolis acaba hoje

Festcine Imperial em Petrópolis acaba hoje

 

festcine imperialEncerra hoje, dia 4 de setembro, o Festcine Imperial na charmosa cidade de Petrópolis. Os locais de exibição dos filmes são Museu Imperial e Palácio de Cristal.  O propósito do festival foi passar 17 filmes e divulgá-los, dentre eles, O Homem pode Voar, documentário de Nelson Honeiff que foi exibido no último dia 2 de setembro.

Dentre os destaques da programação do Festcine Imperial está a exibição de dois documentários inéditos nos cinemas: o longa “Cícero Dias, o Compadre de Picasso”, de Vladimir Carvalho e o curta-metragem “Zelito – 50 Anos de Cinema”, de Ivan de Angelis. O festival também vai exibir o longa “Cidade de Deus – 10 Anos Depois”, de Cavi Borges e Luciano Vidigal, que mostra os sucessos e fracassos do elenco do longa de Fernando Meirelles.

 

Realizado pela Pacheco Monteiro Comunicações, com coprodução da Kinobrás e curadoria de Alexandre Macedo, o Festcine Imperial contará com quatro mostras: Panorama Brasil, que vai exibir oito longas-metragens nacionais; Panorama Internacional, que apresentará o épico “Linhas de Wellington”, que traz John Malkovich, Catherine Deneuve e grande elenco, além do drama “A Cold Night”, uma coprodução independente do Brasil/Dinamarca/Namíbia; Mostra Direitos Humanos, que trará o franco-suíço “A Lista de Carla e o belga “O Caso Pinochet”, entre outros. O Festcine Imperial ainda promove, na sessão Cine Sorriso, especialmente para as crianças, a exibição de dois longas-metragens de animação: o francês “O Passarinho Amarelo” e o brasileiro “Peixonauta – Agente Secreto da O.S.T.R.A.”.

O festival, que tem a expectativa de receber cerca de 10 mil pessoas ao longo do evento, também vai promover a integração das crianças do Vale do Carangola com o cinema, através de uma parceria com a Empresa CM Satisloh, viabilizando 41 pares de óculos de grau, para que as mesmas participem com qualidade das sessões Cine Sorriso. O projeto realizou exames em mais de 200 crianças.

“O objetivo do Festcine Imperial é valorizar e reconhecer Petrópolis como um grande polo empresarial, de arte, cultura e investimentos. Potencializar o que a cidade já oferece, com o diferencial de chamar atenção de um número maior de turistas, investidores e, sobretudo, estimular o petropolitano a favor do desenvolvimento cultural local”, afirmam Dani Brescianini e Luciana Pacheco, idealizadoras e produtoras do festival.

Corra lá para Petrópolis, uma cidade deliciosa e aconchegante para aproveitar o último dia do festival.

Poltrona Alternativa #13: Black Mirror 2ºTemporada

Poltrona Alternativa #13: Black Mirror 2ºTemporada

black-mirror-2a-temporada_t73481_jpg_290x478_upscale_q90Black Mirror é uma série de televisão britânica criada por Charlie Brooker, produzida pela Zeppotron para a Endemol.

Em relação ao conteúdo e a sua estrutura, Brooker destacou que:
“cada episódio tem um elenco diferente, um set diferente e até uma realidade diferente, mas todos eles são sobre a forma como vivemos agora – e a forma como nós poderemos viver em 10 minutos se formos desastrados.”

A série tem recebido críticas positivas e tido um interesse internacional crescente (particularmente nos Estados Unidos) após ser inserida no catálogo do Netflix.
Black Mirror possui episódios com histórias independentes, adotando uma visão de humor negro para apresentar a influência das novas tecnologias na vida moderna.

Iniciei este mês minha maratona desta temporada e terminei de assistir a primeira das três histórias. Fiquei muito emocionada com a personagem Martha mas ao mesmo tempo assustada pois não vejo  num futuro muito distante a possibilidade de que toda a estrutura da narrativa possa acontecer no “mundo real”. Neste episódio  chamado“Be Right Back”, ela  perde o namorado em acidente de trânsito fica obcecada por aplicativo que simula troca de e-mails e informações pessoais para que se simule uma conversa real  com o falecido namorado. O que nos choca é a fase dois deste sistema viabilizando a presença física do namorado utilizando tecnologia.

Em “White Bear”, segundo episódio da série,  vemos uma mulher desmemoriada acordando numa estranha sociedade em que as pessoas estão hipnotizadas por seus telefones celulares, onde é caçada por assassinos mascarados.

E finalmente, fechando a temporada, o terceiro episódio chamado “The Waldo Moment”, apresenta um sarcástico ursinho criado por computação gráfica – manipulado por um comediante – que acaba se tornando assustadoramente popular e começa a dominar um debate político com a proximidade das eleições.

Quer uma boa reflexão? Assista Black Mirror.

Classificação de Aquarius muda

Classificação de Aquarius muda

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A classificação de Aquarius mudou de 18 anos para 16. Essa é uma grande notícia para o cineasta Kleber Mendonça e toda a equipe que trabalhou no filme. A divulgação da mudança aconteceu na noite desta quinta, dia 1 de setembro.

Havia uma suposição de retaliação porque toda a equipe de Aquarius em Cannes, onde o filme foi bem recebido, aventou a possibilidade de um golpe na época que a ex-presidente Dilma recebeu a admissibilidade do impeachment e Michel Temer assumiu a interinidade na ocasião.

Agora, mais gente poderá ver o filme.