Poltrona Cabine: A Bruxa de Blair/Lívia Lima

Poltrona Cabine: A Bruxa de Blair/Lívia Lima

Nada de novo sob o sol.
Como grande fã de filmes de terror e uma grande fã do filme original, passei por uma grande decepção. O filme faz uso do que parece ser uma estratégia hollywoodiana de utilizar histórias antigas e famosas e as repaginar com a integração de tecnologias da atualidade à histórias originalmente simples.
Aconteceu em A Bruxa de Blair. Câmeras sem fio e drones dão uma cara nova a história mas a essência fica muito atrás. A história se arrasta e se segura em sustos momentâneos e que tornam o longa muito simplório.

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Devo confessar que já era de se esperar. A tática de fazer remakes de grandes sucessos do terror, como foi feito com Poltergeist e Carrie, tem sido vista nos últimos anos e claramente não tem funcionado. O abuso de efeitos especiais (medianos) não substitui uma boa história.

No filme, James (James Allen McCune) procura sua irmã Heather na infame floresta de Black Hills, lar de diversas lendas em torno de uma bruxa que viveu por lá, há séculos. Os atores não acrescentam nada ao filme. Diálogos rasos, clássicos de filmes de terror ruins não agregam e nada e cansam. Muito. O desenrolar da história não segura o espectador e deixa triste quem admira o original.
Parece que o gênero está sendo tratado de forma desleixada e alguém precisa fazer alguma coisa.

Cotação Poltrona: 2 Poltronas.

Festival de Veneza surpreende e premia filme filipino com Leão de Ouro

Festival de Veneza surpreende e premia filme filipino com Leão de Ouro

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O encerramento da 73ª edição do Festival de Cinema de Veneza neste sábado (10) foi marcado por uma surpresa entre seus vencedores. Mesmo não sendo cotado como favorito ao Leão de Ouro, o longa filipino “Ang Babaeng Humayo” ( “A mulher que deixou), do cineasta filipino Lav Diaz, superou o romance musical “La la Land-Cantando Estações”, de Damien Chazelle  e o drama “Nocturnal Animals”, de Tom Ford, e levou o prêmio de melhor filme.

Rodado integralmente em preto e branco, “Ang Babaeng Humayo” conta a história de uma mulher de meia idade (Charo Santos-Concio) que se vê obrigada a repassar sua vida após 30 anos presa injustamente. Além de concluir uma vingança que planejava há três décadas, ela luta para reencontrar o filho que não vê desde que foi presa.

“Nocturnal Animals” ficou com o Grande Prêmio do Júri, já “The Bad Batch”, com direção de Ana Lily Amirpour,  um longa sobre uma comunidade de canibais, ficou com o Prêmio Especial do Júri. Entre os diretores, o prêmio foi dividido entre o mexicano Amat Escalante, pela ficção científica “La Region Salvaje”, e Andrei Kontchalovski, pelo drama “Paradise”.

Já entre as melhores atuações, Emma Stone foi premiada como melhor atriz por “La La Land-Cantando Estações”, e o argentino Oscar Martinez conquistou o prêmio de melhor ator pelo drama “El Ciudadano Ilustre”.

Confira abaixo a lista completa com todos os vencedores:

Competição oficial

Melhor filme: The Woman Who Left, de Lav Diaz
Grande prêmio do júri: Nocturnal Animals, de Tom Ford
Prêmio especial do júri: The Bad Batch, de Ana Lily Amirpour
Melhor diretor: Amat Escalante, por La Region Salvaje, e Andrei Kontchalovski, por Paradise
Melhor atriz: Emma Stone, por La La Land
Melhor ator: Oscar Martinez, por El Ciudadano Ilustre
Melhor ator/atriz revelação: Paula Beer, por Frantz
Melhor roteiro: Noah Oppenheim, por Jackie
Prêmio Luigi Di Laurentiis: The Last of Us, de Ala Eddine Slim

Mostra Horizontes

Melhor filme: Liberami, de Federica Di Giacomo
Prêmio especial do júri: Big Big World, de Reha Erdem
Melhor diretor: Fien Troch, por Home
Melhor atriz: Ruth Diaz, por Tarde Para la Ira
Melhor ator: Nuno Lopes, por São Jorge
Melhor roteiro: Wang Bing, por Bitter Money
Melhor curta-metragem: La Voz Perdida, de Marcelo Mantinessi

Mostra Venice Classics

Melhor documentário sobre cinema: Le Concours, de Claire Simon
Melhor restauração de filme: Break Up (Brinquedo Louco), de Marco Ferreri

Por: Cesar Augusto Mota

Filme colombiano é grande vencedor da Semana da Crítica no Festival de Veneza

Filme colombiano é grande vencedor da Semana da Crítica no Festival de Veneza

los-nadieLos Nadie, longa-metragem de estreia do diretor colombiano Juan Sebastián Mesa, é o grande vencedor da Semana da Crítica do Festival de Veneza 2016. Rodado em preto e branco e produzido com um orçamento declarado de 2 mil dólares, o filme acompanha cinco jovens do “enigmático e radical” movimento anarcopunk. Eles representam “uma geração de sonhadores desencantados que sentem que precisam abraçar o desconhecido e explora o mundo eles mesmos”, disse Mesa.

A premiação independente contemplou outro estreante: o diretor tunisiano Ala Eddine Slim foi lembrado pela parte técnica de The Last of Us, sobre a viagem de um imigrante africano pela Europa. Segundo os críticos, “a admirável fotografia de Amine Messadi” e a “contribuição decisiva de Moncef Taleb e Yazid Chabbi” no som representam “uma verdadeira alternativa à narração em um filme sem diálogos” e garantiram o prêmio para o filme tunisiano.

Amanhã, dia 10, saberemos, o grande vencedor do Leão de Ouro.

 

Turma da Mônica Jovem no cinema

Turma da Mônica Jovem no cinema

Desde 1959 a Turma da Mônica coleciona fãs. Suas histórias em quadrinhos foi o começo da diversão, depois passou para a televisão com o desenho animado, até chegar na era da Turma na juventude.

A Turma da Mônica adolescentes vai ganhar um filme para o final de 2018 com atores originais, de “carne e osso”. No filme a Turma ganhará um novo personagem, que também fará parte das histórias em quadrinhos daqui pra frente.

A direção do filme será de Daniel Rezende que vai estrear como diretor.

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Por: Vitor Arouca

Poltrona Séries: Narcos-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Narcos-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

narcosJá está disponível na Netflix a nova temporada de “Narcos”, série que possui Wagner Moura como protagonista e que promete muita ansiedade, ação e emoção nessa jornada focada na busca e na execução de Pablo Escobar, apontado como o sétimo homem mais rico do mundo nos anos 1990 e o maior ícone do narcotráfico.

“Narcos” retrata uma história real, de grandes chefões do tráfico de drogas, que batem de frente com as forças policiais da Colômbia , confrontos esses que rendem muito sangue, brutalidade e milhares de mortes.

A nova temporada se inicia com Escobar cercado pela polícia colombiana e resistindo à voz de prisão. O maquiavélico e impiedoso traficante não demonstra que vai se entregar facilmente, e está disposto a mostrar que é mais forte que toda a polícia e Exército do país. Vale tudo, até plantar cem quilos de dinamite na frente de um shopping no centro de Bogotá.

Não só fugir das autoridades e conseguir proteger sua família, mas Escobar também terá como desafio driblar diversos inimigos que querem sua morte a todo custo e principalmente, satisfações pessoais com a sua eliminação.

No caso, o presidente da Colômbia, Cesar Gaviria (Raúl Méndez), precisa que Escobar seja liquidado ou capturado para poder continuar no poder. Já Judy Moncada (Cristina Umaña), acredita que a morte de Pablo Escobar representaria sua ascensão no cartel de Medellín. Para ela, acabar com o traficante seria também uma maneira de vingar a morte de seu marido Kiko, morto brutalmente pelo ex-sócio. Steve Murphy (Boyd Holbrook) e Javier Peña (Pedro Pascal), agentes da DEA (agência americana para combate ao tráfico, veem a detenção de Escobar como a razão de suas vidas. Gilberto Orejuela (Damián Alcázar), líder do Cartel de Cáli, visualiza a eliminação de Escobar e o desmoronamento do Cartel de Medellín como trunfos para beneficiá-lo no tráfico com os EUA.

Grandes perseguições e batalhas serão retratas com um enorme clima de suspense, além de mais espaço para os personagens secundários e importantes transformações serão destacadas, principalmente de Tata (Paulina Gaitán), esposa de Escobar. Antes ela era bastante submissa ao marido, agora está mais segura quanto a suas escolhas e terá um papel determinante na reta final da série, quando pedirá ao marido para se entregar, tudo pelo bem da família. Outra mudança seria do próprio traficante, mais gordo, com olhar mais melancólico e cada vez mais sem saída.

A maioria já sabe como deverá ser o desfecho de Pablo Escobar, mas “Narcos” fará o espectador descobrir o momento e o local certo disso ocorrer, além de mostrar que existe um gancho para uma nova temporada, tendo em vista que Escobar deixou uma legião de seguidores, além da evidente força do tráfico no país. Enquanto esses elementos existirem, novas histórias podem ser contadas, e “Narcos” poderá retratar muito mais, mesmo que não conte com sua principal estrela daqui para a frente. Um enorme desafio para os produtores da série.