Poltrona Cabine:O Botão de Pérola/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine:O Botão de Pérola/Cesar Augusto Mota

O Botão de Pérola: história nostálgica e didatismo do diretor

 

1882Esta obra do roteirista e diretor Patricio Guzmán começa a retratar a água, um dos principais elementos da Natureza, e esta não só é exaltada como composto essencial da vida, mas também capaz de traçar os caminhos do Homem ou até mesmo ser caracterizada como local que abrigou milhares de corpos jogados durante a ditadura do ditador Augusto Pinochet.

O filme faz um belo trabalho no quesito História, pois se remete às riquezas presentes no solo do Deserto do Atacama, o passado colonial, com exploração, estupro e morte de milhares de índios, e torturas no regime político dos anos 1970, no Chile.

A narração feita durante toda a produção é do próprio diretor, que tece comentários carregados de cunho filosófico e político, e tudo isso enriquece a película, pois proporciona ao espectador a capacidade de refletir sobre o papel do homem na sociedade, repensar suas ações e práticas no seio social e também questionar sobre a questão da impunidade, ainda recorrente na atualidade e que revolta a coletividade.

Quanto ao título, o que seria esse botão de pérola? Fronteira mais extensa do Chile, a água oculta, o segredo de dois botões misteriosos que estão no fundo do mar. Não adiantarei sobre o que são esses botões, mas ilustram o processo violento da colonização das Américas, dotada de exploração das terras indígenas, a violação da liberdade coletiva e a política e repressiva predominante nos anos de chumbo do Chile.

Premiado como filme de Melhor Roteiro no Festival de Berlim (2015), “O Botão de Pérola” estreia em 14 de julho nos cinemas. Se você gosta de uma abordagem lírica, metafórica e didática sobre a colonização chilena, as belezas naturais do país e uma síntese que complete sobre a ditadura de Pinochet, esse é o filme certo.

Poltrona Estreia: estreias da semana

Poltrona Estreia: estreias da semana

Olá, poltroneiros!! Vamos às estreias da semana!!

Bons filmes a todos,

Anninha

a era do gelo1- A Era do Gelo: O Big Bang
Quem não curte A Era do Gelo? É um desenho vibrante a animado, sempre. E os personagens se superam na arte de entreter. Super recomendo!!!
Sinopse: A épica perseguição de Scrat pela noz o impulsionou ao universo, onde ele acidentalmente desencadeia uma série de eventos cósmicos que transformam e ameaçam A Era do Gelo. Para salvarem-se, Sid, Manny, Diego e o resto do grupo devem deixar sua casa e embarcar em uma missão cheia de comédia e aventura, viajando por novas terras exóticas e encontrando uma série de novos personagens coloridos.
janis little girl2- Janis: Little  Girl Blue
O documentário conta a vida de um dos mitos da música, Janis Joplin, que morreu de overdose de heroína e álcool.
Sinopse: O documentário gira em torno de Janis Joplin, uma estrela do rock norte-americano. Porém, é abordado uma visão fora da música, revelando a mulher doce, sensível, confiável e poderosa que era por trás da lenda. Um relato de uma vida épica e turbulenta que mudou o mundo da música para sempre.
julieta3- Julieta
Como não esperar com ansiedade mais um filme do genial Almodóvar? Interessante que pela primeira vez em seus filmes, Almodóvar cita Portugal, destino que levaria a protagonista, que acaba desistindo para se reconciliar com o passado e com sua filha, através de uma carta.
Sinopse: Julieta (Emma Suárez/Adriana Ugarte) é uma mulher de meia idade que está prestes a se mudar de Madri para Portugal, para acompanhar seu namorado Lorenzo (Dario Grandinetti). Entretanto, um encontro fortuito na rua com Beatriz (Michelle Jenner), uma antiga amiga de sua filha Antía (Blanca Parés), faz com que Julieta repentinamente desista da mudança. Ela resolve se mudar para o antigo prédio em que vivia, também em Madri, e lá começa a escrever uma carta para a filha relembrando o passado entre elas.
florence24- Florence: quem é essa mulher?
O filme é baseado numa história real e tem a sensacional Meryl Strep no elenco. E ainda tem Hugh Grant, de quebra. Ela faz uma cantora desafinada que quer, porque quer, cantar no Carnegie Hall, sem ter voz para isso. Imperdível!
Sinopse: Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) é uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos os outros é absurdamente horrível. O ator St. Clair Bayfield (Hugh Grant), seu companheiro, tenta protegê-la de todas as formas da dura verdade, mas um concerto público coloca toda a farsa em risco.
Férias

Férias

As colunas Poltrona Alternativa que sai aos sábados, da querida Arita Souza, e Poltrona Geek,  que sobe aos domingos, do querido Thiago Simão, estão de férias nesse mês de julho. Eles voltam à programação normal em agosto!

Agradecemos a compreensão de todos!

Anninha.

Novo vídeo de A Lenda de Tarzan é lançado

Novo vídeo de A Lenda de Tarzan é lançado

a nova lenda de tarzanA Warner Bros. Pictures divulga novo vídeo de A Lenda de Tarzan, aventura de ação estrelada por Alexander Skarsgård (da série da HBO “True Blood”) como o lendário personagem criado por Edgar Rice Burroughs. O vídeo traz entrevistas com o protagonista da trama, Skarsgård, seu par no filme Margot Robbie, que interpreta Jane, além do diretor David Yates e do produtor David Barron. Ainda é possível ver imagens do filme e dos bastidores da gravação.

A Lenda de Tarzan também é estrelado pelo indicado ao Oscar Samuel L. Jackson (“Pulp Fiction: Tempo de Violência”, filmes “Capitão América”), Margot Robbie (“O Lobo de Wall Street”, ”Uma Repórter em Apuros”), o indicado ao Oscar Djimon Hounsou (“Diamante de Sangue”, “Gladiador”), com o vencedor do Oscar Jim Broadbent (“Iris”) e o duas vezes vencedor do Oscar Christoph Waltz (“Bastardos Inglórios”, “Django Livre”). 

Passaram-se anos desde que o homem conhecido como Tarzan (Skarsgård) deixou as selvas da África para trás para levar uma vida burguesa como John Clayton III, Lorde Greystoke, com sua amada esposa, Jane (Robbie) ao seu lado. Agora, ele é convidado a voltar ao Congo para servir como um adido comercial do Parlamento, sem saber que na verdade ele é uma peça usada em uma ação de ganância e vingança, organizada pelo belga Capitão Leon Rom (Waltz). Porém, as pessoas por trás dessa trama assassina não fazem ideia do que estão prestes a desencadear.

David Yates (os quatro filmes finais de “Harry Potter” e o ainda não lançado “Animais Fantásticos e Onde Habitam”) dirige A Lenda de Tarzan com um roteiro de Adam Cozad e Craig Brewer e uma história de Brewer e Cozad baseada na história de Tarzan criada por Burroughs.  O lendário produtor Jerry Weintraub (“Minha Vida com Liberace”) produz o filme junto com David Barron (os filmes “Harry Potter”, “Cinderela”), Alan Riche (“Nocaute”) e Tony Ludwig (“Starsky & Hutch – Justiça em Dobro”).  Susan Ekins, Nikolas Korda, Keith Goldberg, David Yates, Mike Richardson e Bruce Berman são produtores executivos.

A equipe criativa por trás das câmeras inclui o diretor de fotografia Henry Braham (“A Bússola de Ouro”), o designer de produção vencedor do Oscar Stuart Craig (“Ligações Perigosas”, “O Paciente Inglês”, os filmes “Harry Potter”), o editor Mark Day (“Harry Potter e as Relíquias da Morte, Parte 1 & 2”), e a figurinista indicada ao Oscar Ruth Myers (“Emma”, “Desconhecido”). A trilha sonora é composta por Rupert Gregson-Williams (“Gente Grande”).

A Lenda de Tarzan foi filmado nos Estúdios Warner Bros. em Leavesden, localizado no Reino Unido. 

A Warner Bros. Pictures apresenta, em associação com a Village Roadshow Pictures, uma Produção Jerry Weintraub, uma Produção Ritche/Ludwig, um filme de David Yates, A Lenda de Tarzan. Previsto para ser lançado no Brasil em 21 de julho de 2016, o filme será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures, uma empresa Warner Bros. Entertainment, em 2D, 3D e IMAX em cinemas selecionados, e pela Village Roadshow Pictures em alguns territórios.

 

Por Anna Barros

 

Mostra O Faroeste Vermelho reúne 17 filmes raros

Mostra O Faroeste Vermelho reúne 17 filmes raros

Limonádový Joe
Limonádový Joe

A CAIXA Cultural do Rio de Janeiro apresenta, de 7 a 17 de julho (terça-feira a domingo), a mostra O Faroeste Vermelho, com a exibição de 17 filmes de western produzidos na União Soviética, na Ásia Central e na Alemanha Oriental ao longo do século XX. O projeto é uma realização da Dilúvio Produções com curadoria de Thiago Brito e Pedro Henrique Ferreira. O patrocínio da mostra é da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

Com a colaboração de Ludmila Cvikova e Melissa van der Schoor, do Festival Internacional de Roterdã, a retrospectiva está organizada em torno das produções soviéticas da Mosfilm, os Indianerfilms da DEFA na Alemanha Oriental, e os longas-metragens da Ásia Central.

“São filmes raros, desconhecidos do público brasileiro, que dão uma dimensão diferenciada da cortina de ferro. Não imaginamos uma produção mais popular quando pensamos em arte soviética de modo geral. São bangue-bangues aventurosos, que lembram filmes americanos, italianos, etc. Eles tinham uma plena consciência do que acontecia cinematograficamente no resto do mundo, explica um dos curadores da mostra, Pedro Henrique Ferreira.

Inéditas em mostras no Brasil, entre as películas mais singulares e desconhecidas pelo público, destacam-se O sol branco do deserto (Белое солнце пустыни), 1969, de Vladimir Motyl, que inverte ideologicamente a figura docowboy do Velho Oeste para o soldado bolchevique do Leste Europeu; Os Filhos da Grande Ursa (Die Söhne der großen Bärin), 1966, de Josef Mach, que coloca o indígena como protagonista em sua luta contra o avanço imperialista e desenvolvimentista norte-americano;  além de As papoilas vermelhas do Issyk-Koul (Alye maki Issyk-Kulya), 1971, de Bolotbek Shamshiev; e A sétima bala (Sedmaya pulya), 1972, de Ali Khamraev.

No primeiro dia da mostra, 7 de julho (quinta-feira), haverá uma sessão especial de abertura às 19h10, com a exibição do filme Em casa, com estranhos. Um estranho em casa (Svoy sredi chuzhikh, chuzhoy sredi svoikh), 1974, de Nikita Mikhalkov.

Extras:

Além da programação de filmes, a mostra promoverá debates sobre as transformações do gênero western com Hernani Heffner, chefe de preservação da Cinemateca do MAM, e Juliano Gomes, crítico e professor, no dia 12 de julho (terça-feira), às 19h; e no dia 16 de julho (sábado), também às 19h, sobre a revolução e cultura popular na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas com o historiador Daniel Aarão Reis Filho.

 

Será confeccionado ainda um catálogo que inclui entrevista inédita com o realizador Ali Khamraev, configurando uma importante contribuição bibliográfica sobre esta cinematografia. “Nesse momento histórico do nosso país, é importante se conhecer o que foi esta experiência e o que ela almejava”, ressalta Pedro Henrique Ferreira.

Programação:

7 de Julho (quinta-feira)

15h30 – Caminho de fogo (1958), Samson Samsonov, 85 min, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

17h15 – As aventuras extraordinárias de Mr. West na terra dos bolcheviques (1924), Lev Kuleshov, 94 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

19h10 – Sessão de abertura: Em casa, com estranhos. Um estranho em casa (1974), Nikita Mikhalkov, 93 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 35mm)

8 de Julho (sexta-feira)

15h30 – Um homem da boulevard des Capucines (1987), Alla Surikova, 99 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 16mm)

17h45 – O vento assobia sob os pés (1976), György Szomjas, 90 minutos, Hungria, 16 anos (exibição digital)

19h30 – O sol branco do deserto (1969), Vladimir Motyl, 85 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 16mm)

9 de Julho (sábado)

15h – O guarda-costas (1979), Ali Khamraev, 90 minutos, Uzbequistão, 16 anos (exibição em 35mm)

17h – Canção da pradaria (1949), Jirí Trnka, 20 minutos, Tchecoslováquia, 14 anos (exibição digital) + Lemonade Joe(1964), Oldrich Lipsky, 84 minutos,Tchecoslováquia, 14 anos (exibição digital)

19h – A sétima bala (1972), Ali Khamraev, 92 minutos, Uzbequistão, 14 anos (exibição em 35mm)

10 de Julho (domingo)

15h –  As aventuras extraordinárias de Mr. West na terra dos bolcheviques (1924), Lev Kuleshov, 94 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

17h – Os filhos da Grande Ursa (1966), Josef Mach, 92 minutos, Alemanha, 14 anos (exibição em 35mm)

19h – A trilha do falcão (1968), Gottfried Kolditz, 121 minutos, Alemanha, 14 anos (exibição em 35mm)

12 de Julho (terça-feira)

15h – Canção da pradaria (1949), Jirí Trnka, 20 minutos, Tchecoslováquia, 14 anos  (exibição digital) + Lemonade Joe (1964), Oldrich Lipsky, 84 minutos,Tchecoslováquia, 14 anos (exibição digital)

17h15 – O vento assobia sob os pés(1976), György Szomjas, 90 minutos, Hungria, 16 anos (exibição digital)

19h – Debate: A trajetória de um gênero, com a participação do Hernani Heffner, chefe de preservação da Cinemateca do MAM, e Juliano Gomes, crítico e professor.

13 de Julho (quarta-feira)

15h – Os vingadores invisíveis (1967), Edmond Keosayan, 78 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

17h30 – A sétima bala (1972), Ali Khamraev, 92 minutos, Uzbequistão, 14 anos (exibição em 35mm)

19h30 – O guarda-costas (1979), Ali Khamraev, 90 minutos, Uzbequistão, 16 anos (exibição em 35mm)

14 de Julho (quinta-feira)

15h – As novas aventuras dos vingadores invisíveis (1968), Edmond Keosayan, 82 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

17h30 – Em casa, com estranhos. Um estranho em casa (1974), Nikita Mikhalkov, 93 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 35mm)

19h20 – As papoulas vermelhas do Issyk-Kul (1971), Bolotbek Shamshiev, 93 minutos, Quirguistão, 14 anos (exibição em 35mm)

15 de Julho (sexta-feira)

15h – Os Treze (1937), Mikhail Romm, 90 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição digital)

17h – Os filhos da Grande Ursa (1966), Josef Mach, 92 minutos, Alemanha, 14 anos (exibição em 35mm)

19h – A trilha do falcão (1968), Gottfried Kolditz, 121 minutos, Alemanha, 14 anos (exibição em 35mm)

16 de Julho (sábado)

14h – Siberíada – parte 1 (1979), Andrey Konchalovskiy, 138 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 35mm)

16h30 – Siberíada- parte 2 (1979), Andrey Konchalovskiy, 138 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 35mm)

19h – Debate: Revolução e Cultura Popular na URSS, com o historiador Daniel Aarão Reis Filho

17 de Julho (domingo)

15h – Um homem da boulevard des Capucines (1987), Alla Surikova, 99 minutos, União Soviética, 14 anos (exibição em 16mm)

17h – As papoulas vermelhas do Issyk-Kul (1971), Bolotbek Shamshiev, 93 minutos, Quirguistão, 14 anos (exibição em 35mm)

19h – O sol branco do deserto (1969), Vladimir Motyl, 85 minutos, União Soviética, 14anos (exibição em 16mm)

Serviço:

Mostra de Cinema O Faroeste Vermelho

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema  1

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Data: 7 a 17 de julho (terça-feira a domingo)

Horário: Consultar Programação

Ingressos: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia

Lotação: 78 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h

Classificação Indicativa: Consultar Programação

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

https://www.facebook.com/CaixaCulturalRioDeJaneiro

Por Anna Barros