
O filme é um quadro vivo. Tem uma fotografia rica como há muito tempo não se via. A história é uma comédia leve, quase o desenho de um cartunista com personagens exagerados nos trejeitos e nas cores.
Durante o período entre as duas grandes guerras, um famoso hotel europeu mantém suas tradições de elegância, cordialidade e íntima relação com seus clientes. O lendário concierge Gustave H, motivado pela chegada de um novo e jovem empregado, o mensageiro Zero Moustafa, resolve firmar amizade e transformá-lo em seu pupilo.
Dessa inédita e intensa amizade, surgem as mais diversas aventuras que passam pelo assassinato de uma rica cliente do hotel e o roubo de um quadro renascentista. Quadro esse que foi deixado em testamento para Gustave H.
A batalha da família pela fortuna deixada, gera as mais pitorescas situações para a dupla de mocinhos. E dentro desse contexto, o filme vai apresentando de forma sutil as transformações históricas da primeira metade do século XX.
É um filme que marca pelo inusitado, com personagens que beiram a caricatura, mas nos envolvem pela simplicidade de sentimentos e pela integridade que conduz toda a história.
O longa concorre a nove categorias no Oscar, incluindo de melhor filme, e já conquistou prêmios como o do júri no Festival de Berlim e melhor filme de comédia ou musical no Globo de Ouro 2015.