O Festival de Cannes vai acontecer do dia 6 ao dia 21 de julho de 2021. O júri do evento é presidido pelo cineasta americano Spike Lee. O maior festival de cinema do mundo foi cancelado em 2020 devido à pandemia e este ano será organizado dois meses mais tarde que no período habitual, coincidindo com a flexibilização das restrições na França.

Veja a lista e as sinopses dos concorrentes:
“Annette”, do francês Leos Carax. Protagonizado por Adam Driver e Marion Cotillard, que personificam um casal de estrelas cuja vida muda com a chegada de sua primeira filha.
“Benedetta”, do holandês Paul Verhoeven. Retrato de uma freira homossexual ambientado no século XV e baseado em fatos reais.
“A Crônica Francesa”, do americano Wes Anderson. Filmado no sudoeste da França e protagonizado por Bill Murray, Tilda Swinton, Benicio del Toro e Adrien Brody.
“Tout s’est bien passé”, do francês François Ozon. Adaptado do romance homônimo de Emmanuèle Bernheim, sobre uma filha que ajuda o pai a morrer. Com Sophie Marceau, Charlotte Rampling e André Dussollier no elenco.
“Tre piani”, do italiano Nanni Moretti. Duas décadas depois de ganhar a Palma de Ouro, o diretor volta a Cannes com um filme sobre várias famílias que moram no mesmo prédio.
“A Hero”, do iraniano Asghar Farhadi. Um thriller psicológico com o qual o oscarizado cineasta voltou a filmar em seu país natal.
“Flag day”, do americano Sean Penn. Sobre a vida dupla de um pai de família.
“Red Rocket”, do americano Sean Baker. Um filme de cinema independente que narra o retorno de uma estrela pornô à sua pequena cidade no Texas.
“Petrov’s Flu”, do russo Kirill Serebrennikov. Um filme entre o sonho e a realidade que retrata a vida de um quadrinista na Rússia pós-soviética.
“Memoria”, do tailandês Apichatpong Weerasethakul. Tilda Swinton interpreta uma orquidófila que viaja à Colômbia para visitar sua irmã e começa a ouvir sons estranhos.
“Titane”, da francesa Julia Ducournau. Protagonizado por Vincent Lindon, conta o retorno de um menino desaparecido há 10 anos e o reencontro com seu pai.
“Casablanca Beats”, do marroquino Nabil Ayouch. Um filme ambientado no mundo do hip hop que descreve a criatividade da juventude de Marrocos.
“Bergman Island”, da francesa Mia Hansen-Love. Um casal de cineastas americanos se estabelece na ilha que inspirou o cineasta sueco. Tim Roth é o protagonista.
“Drive my car”, do japonês Ryusuke Hamaguchi. Um filme baseado em uma obra de Haruki Murakami.
“The story of my wife”, da húngara Ildikó Enyedi. Um drama com os franceses Léa Seydoux e Louis Garrel.
“Ahed’s knee”, do israelense Nadav Lapid. Um cineasta enfrenta a morte de sua mãe.
“Compartment N. 6”, do finlandês Juho Kuosmanen. Um “road-movie” sobre uma mulher que pega um trem romo ao círculo polar ártico.
“The worst person in the world”, do norueguês Joachim Trier. Relata a história de uma mulher em Oslo que busca refazer sua vida.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
“La fracture”, da francesa Catherine Corsini. Um filme ambientado em um hospital, com Valeria Bruni Tedeschi e Marina Foïs.
“Les intranquilles”, do belga Joachim Lafosse. Drama que explora os meandros do transtorno bipolar.
“Les Olympiades”, do francês Jacques Audiard. Filmado em um bairro multiétnico de Paris, conta com a premiada Céline Sciamma no roteiro.
“Lingui”, do chadiano Mahamat-Saleh Haroun. Drama sobre uma adolescente grávida no Chade, onde o aborto é proibido.
“Nitram”, do australiano Justin Kurzel. Um filme que através da lembrança de um massacre com dezenas de mortos em 1996 aborda a venda de armas.
“Par ce demi-clair matin”, do francês Bruno Dumont. Léa Seydoux encarna uma famosa jornalista cuja vida muda totalmente após um acidente.
Por Anna Barros

Conversando com mamãe: No papel da mamãe do título está a uruguaia China Zorrilla (1922–2014), a inesquecível Elsa, de “Elsa & Fred”. O diretor argentino Santiago Carlos Oves (1941-2010) realizou seu primeiro longa em 1987, “Revancha de Un Amigo”, estrelado por Ricardo Darín. No Brasil, “Conversando com Mamãe” teve uma elogiada adaptação teatral, em 2014, com Beatriz Segall e Herson Capri nos papéis de mãe e filho.
O corcunda de Notre Dame: O único filme exibido no primeiro Festival de Cannes (o restante do festival foi cancelado quando Adolf Hitler invadiu a Polônia em 1 de setembro de 1939). Este foi o primeiro trabalho da irlandesa Maureen O’Hara nos Estados Unidos, e ela foi convidada após o ator Charles Laughton, que já havia trabalhado com ela em Londres, insistir que a atriz seria a Esmeralda perfeita para o filme. Para interpretar de forma convincente um personagem ensurdecido pelo toque dos sinos da catedral, Charles Laughton teve seus ouvidos tampados com cera para que ele não reagisse a nenhum som inesperado.
Yves Montand: uma vida imaginada: Penúltimo trabalho do grande diretor francês Jacques Demy (1931–1990), realizador do clássico “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964), Palma de Ouro no Festival de Cannes. Para Jacques Demy, o filme foi bastante familiar: o figurino foi feito por sua filha adotiva Rosalie Varda, filha de sua esposa Agnès Varda e de seu ex-amante Antoine Bourseiller, que também desempenha um papel no filme; o filho de Agnès e Jacques, Mathieu Demy e um enteado de Antoine chamado Christophe Bourseiller, junto com Katy Varda, sobrinha de Agnès, fizeram parte do elenco. A trilha musical foi assinada por Michel Legrand (1932–2019), o mesmo de “Os Guarda-Chuvas do Amor, compositor francês 3 vezes ganhador do Oscar.
O médico e o charlatão: a atriz Marisa Merlini (1923–2008) trabalhou em filmes de grande sucesso do cinema italiano, entre eles “Pão, Amor e Fantasia” (1953), de Luigi Comencini. O diretor Mario Monicelli foi duas vezes indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, por “Os Companheiros” (1963) e “Casanova 70” (1965). O roteiro foi coescrito por Ennio De Concini (1923–2008), ganhador do Oscar de Melhor Roteiro por “Divórcio à Italiana” (1961), prêmio compartilhado com Alfredo Giannetti e Pietro Germi.








