‘EU, QUE TE AMEI’ GANHA PRÉ-ESTREIA NO FESTIVAL DE CINEMA FRANCÊS DO BRASIL

‘EU, QUE TE AMEI’ GANHA PRÉ-ESTREIA NO FESTIVAL DE CINEMA FRANCÊS DO BRASIL

Com distribuição da Autoral Filmes, longa dramatiza o conturbado romance do casal Simone Signoret e Yves Montand

Eu_Que_Te_Amei_Moi_qui_taimais_-_crdito_Autoral_FilmesEu_Que_Te_Amei_Moi_qui_taimais_-_crdito_Autoral_FilmesMarina Foïs (Simone Signoret) e Roschdy Zem (Yves Montand) em ‘Eu, Que Te Amei’ – crédito: Autoral Filmes

Ela o amava mais do que tudo, ele a amava mais do que todas as outras. Simone Signoret e Yves Montand foram o casal mais famoso de seu tempo. Assombrada pelo caso de seu marido com Marilyn Monroe e ferida por todos os que vieram depois, Signoret sempre recusou o papel de vítima. 

Esta é a premissa da cinebiografia “Eu, Que Te Amei” (“Moi qui t’aimais”), de Diane Kurys, que retrata a turbulenta relação da dupla de atores, marcada por amores, traições e uma parceria que resistiu ao tempo e às adversidades. Diante das câmeras da diretora de “Por uma Mulher”, Marina Foïs (“As Bestas”) e Roschdy Zem (“Os Filhos dos Outros”) personificam as duas lendas do cinema.

A produção faz sua pré-estreia no Brasil dentro do Festival de Cinema Francês do Brasil, que acontece de 27 de novembro a 10 de dezembro de 2025, em mais de 50 cidades do Brasil. A lista de datas e locais, que incluem as capitais Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, pode ser conferida no site do evento.

O filme tem distribuição da Autoral Filmes e chega ao circuito comercial no dia 1º de janeiro de 2026.

A francesa Simone Signoret (1921-1985) foi o ponto de partida para a diretora escrever sobre o casal formado com o italiano-francês Yves Montand (1921-1991). “Há algo fascinante nela – uma força, uma determinação, misturadas com uma certa fragilidade, uma vulnerabilidade”, destaca Diane. “Bons personagens são sempre feitos desses contrastes. São suas sombras que definem seus contornos, como as fronteiras de certos países desconhecidos. Então, me baseei nela para descobrir o casal, embora eu já soubesse um pouco sobre Montand, como todo mundo”, elabora.

“Signoret e Montand passaram 30 anos se amando e se odiando. Achei muito mais interessante contar a história do fim do relacionamento deles do que do começo”, explica a cineasta. “Eles ainda se amam? Como, apesar das traições, das infidelidades e da passagem do tempo, esse casal consegue permanecer junto e, ao mesmo tempo, desmoronar lentamente diante de nossos olhos? Por que eles continuam juntos? Esse é o mistério que permeia o filme e que, sem dúvida, percorreu suas vidas”, questiona a realizadora.

O trabalho de pesquisa de Diane, que divide o roteiro com Martine Moriconi e Sacha Sperling, durou cerca de cinco anos. Ela também assina como produtora do filme, que tem realização da New Light Films. O elenco conta também com Thierry de Peretti, Vincent Colombe e Raphaëlle Rousseau. A trilha sonora fica a cargo de Philippe Sarde (“A Guerra do Fogo”). “Eu, Que Te Amei” teve sua première mundial na seleção “Cannes Classics” do Festival de Cinema de Cannes de 2025.

“Eu, Que Te Amei” (“Moi qui t’aimais”), de Diane Kurys

Cinebiografia | 2025 | 118 minutos

Festival de Cinema Francês do Brasil: de 27 de novembro a 10 de dezembro de 2025 em mais de 50 cidades

Estreia comercial: dia 1º de janeiro de 2026

Ingressos: https://festivalcinefrances.com.br/filmes/eu-que-te-amei/

Instagram: @autoral_filmes

Sobre Diane Kurys

Diane Kurys começou sua carreira como atriz, encadeando papéis no teatro. Em 1977, ela se lançou na direção com “Diabolo Menthe”, um relato quase autobiográfico sobre a adolescência, do qual também assina o roteiro. O filme fez grande sucesso de público e recebeu o Prêmio Louis Delluc. Ainda em um registro semi-autobiográfico, Diane Kurys se interessa pelos jovens adultos da geração de 68 em “Cocktail Molotov”, conta a amizade particular entre duas mulheres nos anos cinquenta em Coup de foudre, e dirige uma família se despedaçando durante as férias em “La Baule-les-Pins”. Diane realizou então vários filmes sobre casais com relações tumultuadas e trágicas: “Depois do Amor” (1992), “A la folie” (1994) e “Os Filhos do Século” (1999), com Juliette Binoche e Benoît Magimel. Ela voltou à comédia com “Je reste!”, em 2003, encenando um trio amoroso composto por Sophie Marceau, Charles Berling e Vincent Perez, e o filme coral “Aniversário – O Acerto de Contas”. (2005). Ela retorna em 2007 com “Sagan”, um telefilme sobre a vida da romancista Françoise Sagan, que é lançado nos cinemas alguns meses antes de sua exibição na televisão. 

Sobre a Autoral Filmes

A Autoral Filmes, fundada no início de 2025, teve sua origem através dos sócios do Paradigma Cine Arte, Felipe Didoné e sua mãe, Marize Didoné, que desde 2010 mantém a sala de cinema que é uma instituição cultural em Florianópolis (SC).A Distribuidora vem do desejo dos sócios de ampliar as atividades no mercado do cinema, replicando na distribuição o mesmo conceito de filmes independentes e de arte que formam seu conceito na exibição.Como seu nome deixa claro, a Autoral Filmes terá seu foco no cinema de autor e em documentários de arte, focando em produções escolhidas a dedo, tanto nacionais como estrangeiras, prezando sempre a alta qualidade dos filmes.Para Felipe Didoné, diretor da distribuidora, “a Autoral Filmes é a realização de um sonho, de expandir os horizontes para além da distribuição, mantendo a curadoria elegante que sempre foi o diferencial do Paradigma Cine Arte”.
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DICA PARA AS FÉRIAS ESCOLARES: CONHEÇA “O DIÁRIO DE PILAR NA AMAZÔNIA”, NOVA AVENTURA INFANTIL QUE CHEGA AOS CINEMAS EM 15 DE JANEIRO DE 2026

Dos livros para as telonas, o trailer oficial do live-action inspirado na obra de Flávia Lins e Silva acaba de ser lançado, apresentando a aventura de Pilar e seus amigos pela floresta amazônica

Para quem busca uma programação especial nas férias escolares, O Diário de Pilar na Amazônia é uma ótima pedida. O filme infantil leva o público a uma aventura emocionante pela floresta amazônica, com uma história encantadora e uma mensagem importante sobre preservação.

O trailer oficial do longa, que estreia em 15 de janeiro de 2026, acaba de ser lançado e apresenta cenas inéditas da jornada de Pilar (Lina Flor) ao lado de Breno (Miguel Soares), Maiara (Sophia Ataíde) e Bira (Thúlio Naab) pela Amazônia.

Confira mais informações sobre O Diário de Pilar na Amazônia abaixo:

EXIBIÇÃO  ESPECIAL NA MOSTRINHA 2025

Antes de chegar às salas de cinema, o filme teve uma sessão antecipada durante a segunda edição da Mostrinha, iniciativa da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo voltada ao público infantil e juvenil. A exibição reuniu mais de 1 mil pessoas, principalmente crianças, na Sala São Paulo, e foi recebida com grande entusiasmo, marcando uma primeira apresentação pública muito bem recebida pelo público infantil.

UMA FRANQUIA QUERIDA AGORA NAS TELONAS

Com mais de 800 mil livros vendidos, adaptações para o teatro e uma série de animação, a franquia “Diário de Pilar” se consolidou como uma das mais populares entre crianças, famílias e educadores. Agora, o universo criado por Flávia Lins e Silva ganha seu primeiro live-action, produzido pela Conspiração, com coprodução e distribuição da The Walt Disney Company.

A autora assina o roteiro de O Diário de Pilar na Amazônia ao lado de João Costa Van Hombeeck e também atua como produtora associada, garantindo que os fãs encontrem nas telas a essência da obra original.

UMA AVENTURA SOBRE CONEXÃO, AMIZADE E A AMAZÔNIA

O trailer apresenta a jornada que conduz a trama de O Diário de Pilar na Amazônia: guiada pela rede mágica deixada pelo avô, Pilar viaja até a Amazônia com seu melhor amigo Breno. No caminho, eles conhecem Maiara, uma ribeirinha que teve sua comunidade destruída, e Bira, um garoto esperto que percorre os rios em busca de um pirarucu de quatro metros. Com a ajuda de seres folclóricos e acompanhados do gato de Pilar, Samba, os amigos embarcam em uma missão para reencontrar a família de Maiara e proteger a floresta do desmatamento.

ELENCO ADULTO SE DESTACA NA NARRATIVA

Além do quarteto protagonista, o longa reúne nomes de peso no elenco adulto. Nanda Costa interpreta Isabel, mãe de Pilar; Rocco Pitanga, o padrasto da protagonista; e Roberto Bomtempo dá vida ao Vô Pedro. Já o grupo de vilões da trama conta com Marcelo Adnet (Dr. Ernesto), Emílio Dantas (Serra), Rafael Saraiva (Zé Minhoca) e Babu Santana (Montanha).

UM FILME ASSINADO POR GRANDES TALENTOS DO CINEMA NACIONAL

O Diário de Pilar na Amazônia é dirigido por Eduardo Vaisman (Juntos e Enrolados) e Rodrigo Van Der Put (Vidente por Acidente), com produção de Juliana Capelini e Renata Brandão, produção executiva de Tania Pacheco e Claudio Peralta e produção associada de Pilar Produções e Eddie Vogtland.

O Diário de Pilar na Amazônia” estreia em 15 de janeiro de 2026 exclusivamente nos cinemas, com patrocínio master do Mercado Livre e apoio da RioFilme.

Poltrona Cabine: O Natal dos Silva/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Natal dos Silva/Cesar Augusto Mota

Reunir a família e celebrar o Natal no fim do ano não só significa manter uma tradição sagrada e milenar, como também é um período de agradecimento, amor, compaixão e generosidade.  Na série “O Natal dos Silva”, de Gabriel Martins, uma família mineira, cuja matriarca morreu recentemente, se reúne ainda em clima de luto e os conflitos parecem inevitáveis.

Bel (Rejane Faria), a filha mais velha, chama os irmãos para celebrarem o Natal na casa onde vivia com a mãe, que faleceu há poucos meses, porém estes têm a intenção de vender o imóvel. O sentimento de perda e saudade são latentes, porém a discordância sobre herança e direitos acabam por quebrar o clima que deveria ser de paz e harmonia na família Silva.

A escolha por rostos novos e atores de Minas Gerais foram propositais, pois o objetivo é ilustrar a realidade não só de uma, mas de várias famílias brasileiras. As cenas foram inspiradas em situações reais, com pessoas com instabilidade emocional alta, reféns dos próprios problemas e sem um rumo não para resolvê-los, mas para, pelo menos, administrá-los.

Na medida em que a sequência cronológica dos fatos vai se desenvolvendo, é possível perceber que os membros da família Silva têm dificuldades e não conseguem expressar seus sentimentos, com choros e gritos como válvulas de escape. O plano-sequência é variado, com cada integrante retratado individualmente e sob um prisma diferente, alguns são mais contidos, outros, mais explosivos.

A dificuldade em separar as situações e buscar um equilíbrio é o ponto alto dessa obra, pois mostra o quão a mente é complexa e pode o ser humano tomar rumos inimagináveis. As cenas são vibrantes, os personagens transmitem uma alta dramaticidade e as performances são naturais, fazendo o público se identificar. O Natal não deixa de ser destacado, mas o destaque fica na vulnerabilidade humana, tanto por problemas sociais, como a dificuldade de se lidar com o luto.

Uma série com potencial, de explorar a natureza humana sob diferentes prismas e ilustrar que os protagonistas são como gente como a gente, com problemas e sentimentos,

Cotação: 5/5 poltronas. 

Disney+ | Chris Hemsworth: Uma Viagem Para Recordar – Trailer Disponível 

Disney+ | Chris Hemsworth: Uma Viagem Para Recordar – Trailer Disponível 

 documentário acompanha Chris e seu pai em uma jornada ao passado, explorando os fundamentos científicos por trás da conexão social e da terapia de reminiscência como métodos para estimular a atividade mental, evocar memórias e melhorar o bem-estar – todas ferramentas usadas na luta contra a perda de memória e o declínio cognitivo. O trailer do especial já se encontra disponível

Link do trailer: https://youtu.be/ddezKLTNbIk

Atualmente, mais de 57 milhões de pessoas no mundo inteiro vivem com demência, sendo a doença de Alzheimer a causa mais comum. E a cada ano, 10 milhões de novos casos de demência são diagnosticados globalmente, o que traz a pergunta: o que pode ser feito para ajudar os afetados? Essa questão motivou Chris Hemsworth a embarcar em sua missão mais pessoal até hoje: o especial Chris Hemsworth: Uma Viagem para Recordar. Deixando de lado sua própria saúde desta vez, um tema explorado na série Sem Limites com Chris Hemsworth: Vivendo Melhor, neste especial profundamente emocionante, Chris embarca em uma jornada íntima de motocicleta pela Austrália com seu pai, Craig, que foi recentemente diagnosticado com a doença de Alzheimer, para reviver memórias e fortalecer seu vínculo, explorando os fundamentos científicos da conexão, da comunidade e da nostalgia – ferramentas fundamentais e muitas vezes subestimadas para proteger a saúde cerebral.

O documentário de uma hora de duração, que é produzido pela Protozoa, do indicado ao Oscar® Darren Aronofsky, Nutopia, de Jane Root, e Wild State de Chris Hemsworth e Ben Grayson, estreia em 24 de novembro no Disney+.

Nesta emocionante e inspiradora jornada, Chris e seu pai visitam pessoas e lugares de sua história, dos subúrbios de Melbourne à vasta região selvagem do Território do Norte da Austrália, para explorar os fundamentos científicos por trás da conexão social. Através das paisagens deslumbrantes e extensas da Austrália, a jornada de Chris e Craig se torna uma exploração comovente e bem-humorada do vínculo entre pai e filho, demonstrando que o amor, a comunidade e as experiências compartilhadas podem ser um poderoso remédio.

A aventura dos dois, parte filmada pelo próprio Chris, é guiada pelo Dr. Suraj Samtani, um especialista em demência e psicólogo clínico do Centro de Envelhecimento Cerebral Saudável da Universidade de Nova Gales do Sul, que trabalhou com os produtores em colaboração com a família Hemsworth ao longo de um ano.

A pesquisa do Dr. Samtani, juntamente com um estudo internacional recente envolvendo mais de 40 mil pessoas em 14 países, descobriu que aqueles que mantinham interações sociais regulares reduziam pela metade o risco de desenvolver demência, e há evidências de que fortes laços sociais podem até mesmo retardar o declínio cognitivo após o diagnóstico. Essa descoberta fundamental dá sustentação científica aos temas centrais da jornada:

  • Terapia de reminiscência: Reviver experiências passadas conversando com alguém sobre elas, usando objetos do passado (como fotos ou vídeos), ou visitar lugares antigos é uma excelente maneira de estimular a cognição.
  • Conexão social: As interações regulares, como conversar com um amigo ou ter um confidente, demonstram reduzir o risco de morte prematura.
  • Conexão com a comunidade: Participar de atividades comunitárias maiores, como fazer trabalho voluntário ou participar de caminhadas em grupo, está associado a uma menor velocidade de declínio cognitivo.

Meu pai e eu sempre conversávamos sobre fazer uma viagem ao Território do Norte, onde minha família e eu morávamos anos atrás, mas nunca tínhamos tempo”, disse Chris. “Recentemente, a ideia de fazer essa viagem ressurgiu com ainda mais urgência. O resultado foi uma jornada mais profunda, mais emocionante e mais surpreendente do que eu jamais poderia ter imaginado”.

Em agosto, o National Geographic lançou a série Sem Limites com Chris Hemsworth: Vivendo Melhor, na qual Chris enfrentou grandes desafios para mostrar como todos podemos viver melhor no presente. No episódio “O Poder do Cérebro”, o desafio para estimular o cérebro foi tocar a música “Thinking Out Loud” no palco ao lado de Ed Sheeran diante de 70 mil fãs em Bucareste, um momento que desde então acumulou quase 35 milhões de visualizações nas redes sociais de Chris, Ed e do Nat Geo. Um sucesso global, a primeira temporada da série Sem Limites é o segundo título mais assistido do National Geographic em streaming, com quase metade de sua audiência formada por espectadores internacionais.

Chris Hemsworth: Uma Viagem para Recordar é uma produção da Protozoa, Nutopia e Wild State para o National Geographic. Tom Watt-Smith, Peter Lovering, Arif Nurmohamed e Jane Root são os produtores executivos pela Nutopia. Os criadores Darren Aronofsky e Ari Handel, da Protozoa, retornam como produtores executivos, e Chris Hemsworth, Ben Grayson e Brandon Hill são os produtores executivos pela Wild State. Tom Barbor-Might dirige o documentário. Pela National Geographic, Bengt Anderson e Simon Raikes são os produtores executivos.

Festival de Cinema Francês do Brasil promove sessões com artistas franceses e mostra de realidade virtual gratuita em sua 16ª edição

Festival de Cinema Francês do Brasil promove sessões com artistas franceses e mostra de realidade virtual gratuita em sua 16ª edição


Isabelle Huppert participa de três encontros com o público (foto: divulgação)

O melhor da produção francesa recente chega aos cinemas a partir do dia 27 de novembro: é o 16º Festival de Cinema Francês do Brasil, que ganha às telonas de todo o país, exibindo 20 longas-metragens que integraram a programação de importantes festivais, como Cannes e Veneza, e um clássico. Únicoevento francês de âmbito nacional e simultâneo, realizado em cidades de maior e menor porte, incluindo as capitais, contabiliza mais de dois milhões de espectadores desde sua criação. Até 10 de dezembro, o público poderá conferir uma programação com histórias e personagens inspiradores, temáticas ricas e gêneros variados.

Entre as produções, poderão ser vistas obras de diretores consagrados como O Estrangeiro, de François Ozon e Jovens Mães, dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne; de cineastas reconhecidos como Vizinhos Bárbaros, de Julie Delpy; Mãos à Obra, de Valérie Donzelli – vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza 2025; O Apego, de Carine Tardieu e 13 Dias, 13 Noites, de Martin Bourboulon. Ou da nova geração como O Segredo da Chef, de Amélie Bonnin – que abriu o Festival de Cannes 2025 – e Os Bastidores do Amor, de Victor Rodenbach.

Os filmes trazem atuações memoráveis de artistas como Isabelle Huppert – convidada de honra do festival – em A Mulher Mais Rica do Mundo; Omar Sy e Vanessa Paradis em Fora de Controle; Bastien Bouillon em Mãos à Obra e O Segredo da Chef; Pio Marmaï em O Apego; Roschdy Zem em 13 dias e 13 noites Eu, Que Te Amei; Pierre Richard em Sonho, Logo Existo, filme que também dirige. Ator, cineasta e roteirista, Richard será o homenageado desta edição por sua carreiraapóster sido celebrado em Cannes, em maio último. Ele ganha uma retrospectiva com outros quatro filmes nos quais trabalhou.

Os diretores e curadores do Festival de Cinema Francês do Brasil, Christian e Emmanuelle Boudier, destacam a relevância do evento diante do atual cenário geopolítico global: “Nesses tempos de crises políticas, guerras e conflitos, que nos desafiam todos os dias, esperamos que os filmes da seleção possam abrir perspectivas, levantar questões e, talvez, trazer respostas”, afirma Christian. E complementa Emmanuelle: “Seja de forma leve ou mais séria, nosso objetivo é criar oportunidades de intercâmbio e participar de uma sociedade democrática por meio da experiência cinematográfica em comum”.
 

ENCONTROS COM OS ARTISTAS FRANCESES E MOSTRA GRATUITA EM REALIDADE VIRTUAL

O público carioca vai poder encontrar com atores e diretores que estarão na cidade para participar do Festival de Cinema Francês do Brasil. No dia 26 de novembro, antes mesmo do festival começar, foram programadas três sessões seguidas de debates com os artistas: os diretores Fabienne Godet, Valérie Donzelli e Victor Rodenbach e os atores Salif Cissé Bastien Bouillon. E entre 27 e 30 de novembro e 1 e 5 de dezembro, novos momentos com esses e outros nomes vão permitir que se conheça um pouco mais sobre cada produção. Os encontros serão nos cinemas do Estação: NET Rio, NET Gávea e NET Botafogo, no Cinesystem Belas Artes Botafogo e no Cine Arte UFF, em Niterói. Não perca!

As sessões com debates dos filmes Voz de Aluguel, com a diretora Fabienne Godet e o ator Salif Cissé; Os Bastidores do Amor, com o diretor Victor Rodenbach; Mãos à Obra, com a diretora Valérie Donzelli e o ator Bastien Bouillon, serão entre os dias 26 e 29. A atriz Isabelle Huppert participa de três encontros sobre seu filme “A Mulher Mais Rica do Mundo”, entre 28 e 30. Já as datas do diretor de Fanon, Jean-Claude Barny, são 29 e 30 de novembro e 1 dezembro. O ator e diretor Pierre Richard, homenageado do Festival, conversa com o público entre os dias 3 e 5 de dezembro sobre seu longa Sonho, Logo Existo, trabalho de retorno à direção 30 anos após seu último filme e, em 4 de dezembro, após a sessão do clássico A Cabra. Já Jornada de Bicicleta, deMathias Mlekuz,servirá de ponto de partida para um debate sobre como “Lidar com o luto materno e paterno”, com a participação da psicóloga Márcia Noleto e do filósofo Marco Casanova no dia 10 de dezembroConfira a programação dia a dia: Aqui

O Festival de Cinema Francês do Brasil promove ainda uma mostra gratuita de filmes em realidade virtual na capital paulista, com exibição de cinco obras em 360º, desenvolvidas por líderes em inovação audiovisual na França. Com curadoria de Michel Reilhac, fundador da Venice VR, as sessões serão realizadas em cadeiras giratórias e óculos de realidade virtual e ocorrem no Estação Net Rio Cinesystem Belas Artes Botafogo. Para mais informações, acesse AQUI.

O FESTIVAL

Como em outros anos, uma delegação artística formada por atores e diretores estará em São Paulo e no Rio de Janeiro. São eles, a atriz Isabelle Huppert e os atores Bastien Bouillon e Salif Cissé; as diretoras Fabienne Godet e Valérie Donzelli e os diretores Victor Rodenbach e Jean-Claude Barny e o ator e diretor Pierre Richard. Veja quem são eles Aqui.

Comédia, suspense, drama ou animação estão entre os 20 filmes inéditos, um clássico e quatro da mostra em homenagem à Pierre Richard. Os filmes da programação trazem histórias diversas que abordam questões familiares, retratam situações e momentos difíceis que irão impactar seus personagens e podem inclusive transformar suas vidas.

Vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2025, o novo filme dos irmãos Dardenne – conhecidos por suas produções realistas e socialmente engajadas – Jovens Mães (Jeunes Mères), da Vitrine Filmes, aborda o desafiador cotidiano de cinco adolescentes e seus filhos pequenos em um abrigo. Estrelada por Babette Verbeek, Elsa Houben e Janaïna Halloy Fokan, a produção acompanha a luta das jovens em busca de uma vida melhor para si mesmas e seus filhos, enquanto lidam com questões como conflitos financeiros e familiares. O roteiro do longa, que também ganhou o Prêmio Ecumênico, também é assinado pelos irmãos belgas.

Já o drama 13 Dias, 13 Noites (13 jours, 13 nuits), da California Filmes, é ambientado em Cabul, no Afeganistão, em agosto de 2021, e inspirado em uma história real. Enquanto as tropas americanas se retiram, os Talibãs tomam a capital e milhares de afegãos buscam refúgio na Embaixada da França, protegida pelo comandante Mohamed Bida e seus homens. Cercado, ele negocia com os Talibãs para organizar, com a ajuda de Eva, uma humanitária franco-afegã, um último comboio em direção ao aeroporto. Dirigido por Martin Bourboulon, a produção é estrelada por Roschdy Zem, Lyna Khoudri e Sidse Babett Knudsen.

Eu, Que Te Amei (Moi qui t’aimais), distribuído pela Autoral, tem direção de Diane Kurys, e acompanha a atribulada história do icônico casal do cinema francês Yves Montand (Roschdy Zem) e Simone Signoret (Marina Foïs). Assombrada pelo caso de seu marido com a atriz Marilyn Monroe e ferida por todos os que vieram depois, Signoret sempre recusou o papel de vítima: o que eles sabiam é que nunca se separariam.
 

O Estrangeiro, de François Ozon, que inspira a identidade visual desta edição do festival, tem como protagonistas Benjamin Voisin e Rebecca Marder. Distribuído pela California Filmes, o drama, em preto e branco, é baseado no livro de Albert Camus, publicado em 1942. O ator vive Meursault, um francês que vive na Argélia e que parece indiferente à vida, às convenções sociais e à morte, e que, após matar um árabe sem motivo aparente, é julgado e condenado. Seu julgamento vai questionar tanto o crime como a sua natureza, tudo isso no contexto da França colonialista da primeira metade do século XX. O livro “cult” de Camus é considerado quase inadaptável ao cinema. Desde Luchino Visconti, em 1967, ninguém mais se arriscou a adaptá-lo.
 

Dirigido por Carine Tardieu, O Apego traz uma mulher independente e sem vínculos que acaba compartilhando da intimidade do vizinho. O fato irá mudar sua vida. Distribuído pela Bonfilm, o longa conta com Valeria Bruni Tedeschi, Pio Marmaï, Vimala Pons no elenco. Também da Bonfilm, o thriller Mercato, os donos da bola, de Tristan Séguéla, mergulha nos bastidores do futebol para falar da indústria que fatura milhões. Os atores principais são Jamel Debbouze, Monia Chokri e Hakim Jemili. Outro suspense, Operação Maldoror, de Fabrice du Welz, tem Antony Bajon e Sergi Lopez como protagonistas. Da California Filmes, traz a história do desaparecimento de duas jovens na Bélgica, que abala a população e desencadeia um frenesi midiático sem precedentes.

A comédia Vizinhos Bárbaros, de Julie Delpy, conta como a vida tranquila de moradores de uma cidade é abalada após um gesto de solidariedade: a chegada de refugiados. Com Julie Delpy, Sandrine Kiberlain e Laurent Lafitte, a produção é da Synapse Distribution. Premiado com o Valois de Música de Filme no Festival do Cinema Francófono de Angoulême, Uma Jornada de Bicicleta, de Mathias Miekuz, traz uma história de amizade. Dois amigos refazem o percurso de bicicleta do Atlântico ao Mar Negro, onde o filho de um deles desapareceu tragicamente. Distribuído pela Bonfilm, estão no elenco Mathias Mlekuz, Philippe Rebbot e Josef Mlekuz.

Estrelado por Omar Sy – rosto conhecido do Festival de Cinema Francês do Brasil desde o estrondoso sucesso de “Intocáveis” (2011) – Fora de Controle, deAnne Le Ny, explora temas universais como o amor, o ciúme e as consequências das escolhas, mergulhando na vida do casal em crise, Julien (Omar Sy) e Marie (Elodie Bouchez), após 15 anos de casamento. Na trama, quando o grande amor de juventude de Julien, Anaëlle (Vanessa Paradis) reaparece, Marie entra em pânico. Com ciúmes e um comportamento de autodepreciação, ela se envolve com Thomas (José Garcia), que se revelará manipulador e perigoso. A distribuição no Brasil é da Califórnia Filmes.
 

A comédia dramática Era Uma Vez Minha Mãe, também da Califórnia Filmes, apresenta uma história real sobre o amor incondicional de uma mãe por seu filho. Adaptado do romance autobiográfico de Roland Perez, o longa acompanha a trajetória do jovem Roland, que nasce com pé torto e não consegue andar. Contra a opinião de todos, sua mãe Esther lhe promete uma vida normal e maravilhosa, e luta a vida inteira para cumprir essa promessa.

O animado Maya, Me Dê Um Título, de Michel Gondry, conta a história de pai e filha que vivem em dois países diferentes. Para manter o vínculo com ela, o pai pede que a menina conte uma história todas as noites. A produção também será trabalhada em sessões educativas. Distribuído pela Bonfilm, Sonho, Logo Existo, de Pierre Richard, conta com o diretor no elenco, além de Timi-Joy Marbot e Gustave Kervern. De gerações diferentes, dois homens se veem unidos pela amizade, pelo amor à natureza e por um grande afeto por um urso que escapou de um circo. Já o drama La Pampa, de Antoine Chevrolier, mostra dois adolescentes inseparáveis. Quando o segredo de um deles é descoberto, a família dos dois amigos se despedaça. A distribuição é da Encripta.
 

Festival de Cinema Francês do Brasil tem apoio de Varilux – marca do grupo Essilor Luxottica – como “patrocinador master” e patrocínios do banco BNP PARIBAS, da EDENRED, da VOLTALIA, do FAIRMONT e da AIR FRANCE, além do Ministério da Cultura – por meio da Lei Rouanet, e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros essenciais são as Alianças Francesas, a Embaixada da França no Brasil, além das distribuidoras dos filmes, os exibidores de cinema independente e as grandes redes de cinema comercial.
 

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AS CIDADES:

Até dia 19.11 estavam confirmadas as seguintes cidadesparticipantes: Aracaju (SE), Araguaína (TO), Araraquara (SP), Balneário Camboriú (SC), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Búzios (RJ), Brasília (DF), Campinas (SP), Caxias do Sul (RS), Cotia (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Garanhuns (PE), Gurupi (TO), Indaiatuba (SP) Itajubá (MG), João Pessoa(PB), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Londrina (PR), Maceió (AL), Manaus (AM), Maringá (PR), Maricá (RJ), Monte Claros (MG), Natal (RN), Niterói (RJ), Nova Friburgo (RJ) Palmas (TO), Pelotas (RS), Petrópolis (RJ), Poços de Caldas (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Resende (RJ), Ribeirão Preto (SP), Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Bárbara do Oeste (SP), Santos (SP), São Carlos (SP), São José dos Campos (SP), São Luís do Maranhão (MA), São Paulo (SP), Vitória (ES) e Volta Redonda (RJ).

SOBRE A BONFILM

Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival de Cinema Francês do Brasil (antigo Festival Varilux de Cinema Francês) que, nos últimos 15 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas em todo o Brasil e somou um público de mais de um 2 milhões de espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e contou com uma edição recente em São Paulo em 2024. A produtora Bonfilm também é idealizadora, em São Paulo, do Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual, integralmente dedicado a exposições culturais em realidade virtual, como ‘Uma Noite com os Impressionistas’ e ‘Mundos Desaparecidos’.