Poltrona Cabine: X Men Apocalipse/Anna Barros

Poltrona Cabine: X Men Apocalipse/Anna Barros

x menO filme é muito bom. Só que é bem dependente dos demais. Quem não conhece a saga X men ou pelo menos os DC da Marvel não vai entender a dinâmica dos personagens.

E o interessante é que fala  de Egito Antigo, do Holocausto, mostra a Polônia e a Alemanha Oriental. É de lá onde vem o meu segundo personagem favorito( o que mais gosto é Wolverine, que aparece em segundos do filme – Desculpem-me pelo spoiler): o Noturno.

É estranho ver Jennifer Lawrence em X Men como Raven/Mística, mas ela vai bem, não compromete.

Não reconheci Oscar Isaac como Apocalipse. Achei a maquiagem forte demais, descaracterizando-no e seu desempenho é fraco, estereotipado como o vilão da Antiguidade que ressurge das cinzas.

A meu ver, quem rouba  a cena pela beleza e firmeza é  Michael Fassbender que faz Eric, o jovem Magneto. Também gosto do professor Xavier de James Mcvoy.

Dá para entender mais a história de Magneto e porque ele resolver debandar para o lado do mal.

Os momentos mais hilariantes são protagonizados por Mercúrio, vivido por Evan Peters.

Também gostei da ação se passar nos anos 80 com referências a Eurythimics e até  a Michael Jackson e  seu moonwalk.

Wolverine, vivido pelo ótimo e sensual ator Hugh Jackman, deveria ter uma participação maior. Mas Jean consegue acalmar a fera e explicar alguns passos dos outros filmes.

É volta de Bryan Singer que nunca deveria ter deixado a franquia.

Vale a pena esperar os créditos para ver uma cena inédita e também em 3D. A experiência é marcante!

Dou 4/5 poltronas e super recomendo!

 

Sinopse: Desde o início da civilização, ele era adorado como um deus. Apocalipse, o primeiro e mais poderoso mutante do universo X-Men da Marvel, acumulou os poderes de muitos outros mutantes, tornando-se imortal e invencível. Ao acordar depois de milhares de anos, ele está desiludido com o mundo em que se encontra e recruta uma equipe de mutantes poderosos, incluindo um Magneto desanimado, para purificar a humanidade e criar uma nova ordem mundial, sobre a qual ele reinará. Como o destino da Terra está na balança, Raven, com a ajuda do Professor Xavier deve levar uma equipe de jovens X-Men para parar o seu maior inimigo e salvar a humanidade da destruição completa.

 

 

 

Poltrona Cabine: Angry Birds/Juliana Góes

Poltrona Cabine: Angry Birds/Juliana Góes

angry birds movie
Produzir filmes baseados em livros já não é uma tarefa simples, e, quando se trata de game, o trabalho é ainda mais complexo. Transformar a animação ‘Angry Birds’ em filme foi muita responsabilidade para os roteiristas, já que não havia uma narrativa propriamente dita no jogo. Por isso, o longa teve a vantagem de ser produzido por um roteiro criativo, e o resultado deu super certo.
Angry Birds é uma série de jogos desenvolvidos pela finlandesa Rovio Entertainment que foi lançado para Apple iOS em Dezembro de 2009, e logo virou sucesso mundial. O objetivo do jogo é lançar os pássaros sem asa com o estilingue e acabar com os porcos que querem roubar os ovos. Os roteiristas souberam usar essa simples estratégia para cria a narrativa.
Em uma ilha inteiramente habitada por muitos pássaros que são felizes, mas que não podem voar, vivem: Red (no original Jason Sudeikis,  e no Brasil Marcelo Adnet), um pássaro vermelho, de sobrancelhas chamativas, mas com problemas de temperamento, que vive praticamente isolado do resto dos amigos em uma casinha perto do mar, Chuck (no original Josh Gad, e no Brasil Fábio Porchat) um pássaro amarelo hiperativo – na minha opinião é o mais engraçado – e o inconstante Bomba, um grande pássaro tímido, que explode (literalmente) sempre que fica com raiva.  Eles vão em busca de coragem e sabedoria para descobrir o plano de um grupo de porcos verdes que invadiram a ilha.
O roteiro de Jon Vitti (Os Simpsons: O Filme)  explorou perfeitamente a personalidade dos personagens, ajudando o público a entender melhor a historia de cada passarinho do jogo. O gráfico é bem produzido e impressiona pelo jogo de cores nos cenários. A trilha sonora também ganha destaca pelas canções de sucesso que colaboram com determinada cena. Além disso, a animação ressalta a amizade, o poder da fé, e sentimentos complicados como a raiva.
Quanto a dublagem do filme, Marcelo Adnet e Fábio Porchat são os grandes destaques, dando as vozes aos dois protagonistas. O elenco de dubladores ainda conta com Dani Calabresa, na voz  da zen Matilda.
Angry  Birds – O Filme tem tudo para ser um grande sucesso nos cinemas brasileiros pelo humor contagiante do início ao fim. É uma animação brilhante, recomendo!
4 /5 poltronas
Estreia em 12 de maio.
FICHA TÉCNICA
Roteiro: Jon Vitti
Título Original: The Angry Birds Movie
Gênero: Comedia, Aventura
Duração: 1h 38min
Ano: 2016
Classificação etária: Livre
Trailer:
Poltrona Cabine: Memórias Secretas/Lívia Lima

Poltrona Cabine: Memórias Secretas/Lívia Lima

imagesTensão define.
Memórias Secretas traz às telas, o nonagenario e sobrevivente de Auschwitz, Max, interpretado por Martin Landau, que promete ao seu parceiro de asilo, que, assim que sua esposa falecesse, ele iria buscar vingança indo atrás do homem responsável pelo extermínio de suas famílias. O grande problema é que Max sofre de Alzheimer e isso dificulta a sua jornada, fazendo com que ele necessite carregar uma carta de seu “asilomate” explicando a situação, caso seja necessário a retornar à lembrança.
O homem que Max busca se chama Rudy Kurlander, e existem quatro pelo país que podem ser o procurado.
O diretor do filme é Atom Egoyan, armênio que fez O Doce Amanhã, filme que já foi premiado com uma Palma de Ouro no festival de Cannes.
Entretanto, Memórias Secretas está longe de merecer um prêmio tão renomado.
O filme cria uma tensão surreal: uma missão perigosa feita por um senhor de idade, com leves problemas, causa uma tensão natural em qualquer ser humano digno de compaixão. É impossível não sentir por Max e torcer para que ele consiga ficar bem no final.
O longa cumpre bem o seu papel neste quesito, por conseguir prender a atenção, conseguir segurar o espectador na sala de cinema e criar uma necessidade de saber o que vai acontecer com o protagonista.
Mas se faz necessário muito mais do que isso para poder criar um filme de alta qualidade e a impressão que fica é de que o diretor perdeu a mão de como fazer um filme digno de um prêmio de alto escalão.
Egoyan fez uso de um tema que poderia render um filme completamente rico, bem explorado, e que poderia até gerar um filme em homenagem à memoria dos sobreviventes, mas tornou o longa apenas sobre vingança e a busca incessante pela mesma. Mais do mesmo.
Todos ingredientes certos estão lá: o suspense, a tensão e o tema que pode ser muito bem explorado. O grande pecado foi forma como todos os acima foram utilizados: de forma rasa e supérflua.

Cotação Poltrona: 3 poltronas

Poltrona Cabine: Heróis da Galáxia/Bruno Valadão

Poltrona Cabine: Heróis da Galáxia/Bruno Valadão

herois da galáxiaHeróis da Galáxia: Ratchet e Clank. 3/7

Cotação: Duas poltronas/Cinco

 

Chegando aos cinemas no dia 5 de Maio, Heróis da Galáxia conta a história de um mecânico de naves espaciais, Ratchet, que quer se tornar um patrulheiro galáctico, apesar de ser meio estabanado, e tem sua vida moldada em torno de seu grande herói, o Capitão Qwark. Sua vida muda drasticamente quando, por acidente, Ratchet descobre nos destroços de um veículo espacial, um pequeno robozinho, Clank, que possuía os planos de invasão e destruição de todo um corrupto governo galáctico liderado pelo presidente Drek, que pretende roubar pedaços de planetas para construir o que seria o planeta perfeito e lucrar em cima desse novo empreendimento. Cabe apenas a Ratchet, junto a seu novo amigo Clank, a se reunir com a tropa do Capitão Qwark para deter os planos do vilão Drek.

 

Baseado na franquia de jogos homônima, o longa animado de Ratchet e Clank conta a mesma história de origem que vemos no jogo lançado nesse mesmo ano de 2016 pela produtora original, a Insomniac Games, para o PlayStation 4. Esse reconta em um novo formato, gráficos atualizados e história repaginada dos acontecimentos do game original de 2002 para a plataforma PlayStation 2. Apesar da linha de raciocínio dos personagens principais ser praticamente a mesma entre os jogos, os acontecimentos da nova versão quanto as motivações do personagem de Ratchet é um pouco diferente, no geral, tem sua história diluída e mais elaborada, talvez pela adição de novos personagens secundários.

 

Lançado nos EUA em 29 de abril, Heróis da Galáxia pode não ter um enredo tão impressionante, mas tem um visual bem colorido e bem humorado, demostrando uma adaptação bem fiel ao conteúdo original dos jogos. Arrisco a dizer que não deixará nada a desejar aos fans da franquia, especialmente quanto às referências a outros títulos da Insomniac Games. Mesmo assim, o filme parece ter sido mal recebido, tanto pelo público, quanto pela crítica especializada no exterior. Na versão original, conta com as vozes talentosas de Paul Giamatti, John Goodman, Bella Thorne, Rosario Dawson e Sylvester Stallone no elenco de apoio e também James A. Taylor com David Kaye reprisando seus papéis do jogo nas vozes dos personagens principais.

 

 

Poltrona Cabine: Maravilhoso Bocaccio/Lívia Lima

Poltrona Cabine: Maravilhoso Bocaccio/Lívia Lima

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Bucólico, romântico, sonhador.

Maravilhoso Bocaccio relata, com sensibilidade ímpar, a história de 7 mulheres e 3 homens que buscam refúgio em uma casa de campo, próximo a cidade de Florença, que está sendo devastada e devorada pela peste negra, no século XIV. Em uma tentativa de sobrevivência, os jovens contam uns com os outros e criam entre si o passatempo de partilhar histórias; histórias distintas mas que tem em comum uma única característica: todas falam sobre o amor.

O longa é uma obra de arte estética: possui uma atenção e importância singular aos detalhes, fotografia impecável e paisagens que remetem exatamente a idéia que se tem da Europa na época retratada, não só pelos panoramas geográficos verdes e extensos, mas também pelas construções presentes, que agregam muito valor a esse quesito.

Em contrapartida, apesar do trabalho visual impecável, as atuações não carregam a preocupação de se assimilar a realidade. Tanto o trabalho dos atores principais quanto dos personagens das histórias contadas são extremamente teatrais e parece que essa foi exatamente a intenção.

O humor se faz presente de forma simples e direta, acrescentando muito aos contos e tornando o filme leve e divertido de uma forma bem sutil.

O filme dos irmãos Taviani parece querer reforçar o poder do amor, mostrando que, por mais que a doença aflija os personagens, existe algo que resgata as forças e a esperança que ainda possa existir. A sobrevivência dos jovens, além de física, é emocional.

As histórias contadas falam também de traição, de amizade, de vingança, de religião, mas o elemento principal e, talvez, mais forte que todos os outros, é o amor.

A obra em sua essência, é simples. Não pode se esperar uma incrível surpresa ou reviravolta, mas é possível entender porque o longa conquistou a Palma de Ouro no festival de Cannes. É uma viagem no tempo: cores, cheiros, odores, texturas e sentimentos parecem saltar à tela e proporcionam, de fato, uma viagem digna do termo ‘sinestesia’.
De maravilhoso, não só o título: também a experiência.

Cotação Poltrona de Cinema: 3,5