Maratona Oscar: Zootopia/Lívia Lima

Maratona Oscar: Zootopia/Lívia Lima

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Apaixonante e revigorador.

Zootopia pode parecer apenas mais uma animação irrevente que chegou para estourar bilheterias com animais fofinhos e uma história comovente, mas é isso e muito mais.
A trama acontece em um mundo onde os animais vivem em harmonia, exercendo funções direcionadas para cada espécie. A história gira em torno da coelhinha Judy Hopps, que desde criança sonha em ser uma policial. Judy, até então completamente desvalorizada dentro de uma profissão de predadores, por um acidente, é designada para um caso de desaparecimento na cidade. Para isso, ela conta com a ajuda de Nick Wilde, uma raposa malandra que logo mostra ser muito mais do que o simples estereotipo das raposas.

Apesar da alusão utópica, a trama se aproxima da realidade atual de uma forma alegre e colorida, gerando reflexões importantes em tempos tão difíceis. Judy é uma mulher, fisicamente pequena e lida a todo tempo com preconceito e menosprezo de todos os lados por conta de sua escolha profissional.

A forma como a personagem principal maneja as pressões externas e o seu desejo de seguir o seu sonho é exemplar e magnifica, sem nenhum apelo ao amor romântico e focada plenamente em sua confiança, o que faz com que as lições expostas no filme sejam passadas através de reflexões necessárias.

Em tempos de discursos reacionários, é revigorante ver um filme infantil que combata, de forma sutil e descontraída, o machismo, o racismo, a homofobia e as tensões entre diferentes classes sociais.

Roteiro ótimo, diálogos consistentes e personagens cativantes e referências à grandes sucessos como Breaking Bad e O Poderoso Chefão são alguns fatores que contribuem para que o conjunto da obra seja tão bom.
Os diretores Rich Moore e Byron Howard também brincaram bem com o imaginário ao criarem uma cidade fictícia teoricamente adaptada a todos os animais possíveis.

É como um sopro de esperança ver um filme que sustenta a ideia de que devemos ser a mudança que queremos ver no mundo. Reforçar aos pequenos que atitudes positivas e benéficas são o caminho a se seguir, de forma que também toca o publico adulto, não é um trabalho fácil e Zootopia conseguiu exerce-lo plenamente.
Talvez o mundo fosse mais gentil se todos assistissem essa animação tão renovadora com muita atenção aos detalhes.

Cotação Poltrona de Cinema: 4 Poltronas

Por: Lívia Lima

Maratona Oscar: Moonlight/Lívia Lima

Maratona Oscar: Moonlight/Lívia Lima

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Duro e doce, bem como a vida.
Moonlight transporta, mesmo que não se trate de uma ficção irreal e extraordinária. Chiron, é um menino negro e periférico, e o filme retrata a sua jornada de autoconhecimento, enquanto tenta lidar com seus problemas familiares e fugir da criminalidade de Miami. A trama passa por sua infância até sua vida adulta, abordando conflitos comuns gerados por assuntos como sexualidade, bullying e consumo de drogas.

Moonlight não é um filme de amor, mas definitivamente é um filme sobre o amor. Chiron tenta lidar com questões como sua sexualidade e problemas familiares e é possível notar, com sutileza, o amor sendo encontrado, o que torna o longa muito humano e sensível.

Diálogos simples, porém sucintos, passam a confiança das reflexões com leveza. Fotografia impecável, assim como a trilha sonora, com certeza fazem o espectador se apaixonar pela produção. É importante também salientar que a sintonia entre os três atores que interpretam Chiron em suas três fases é visível e trás uma credibilidade real à história.

Em eras onde a homofobia ainda é presente, a importância de um filme tão empoderador quanto Moonlight consegue ser é imensurável. Apesar da pouca idade, Chiron já lida com agressões de colegas e com o passar dos anos e com a evolução do bullying, isso culmina em um sofrimento reprimido que é observado também em sua fase adulta.
Apesar de sentir falta de um melhor trabalho em relação aos traumas e ao sofrimento de Chiron, ao observar que o filme lida bem com a sutileza, em pequenas cenas, é possível ver que são nos diálogos delicados e simples que essas questões são trabalhadas, o que acaba por compensar essa falta.

Simples e Brilhante. Uma grande produção, com muito a ensinar sobre o amor, sobre o sofrimento e, principalmente, sobre a vida.

Cotação Poltrona de Cinema: 4 poltronas

Por Lívia Lima

Maratona Oscar: Até o Último Homem

Maratona Oscar: Até o Último Homem

2396_capaO filme de Mel Gibson é baseado em fatos reais. O longa foi indicado em seis categorias do Oscar. Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Edição.

Desmond Doss é um homem religioso e sofre junto com a sua família devido ao alcoolismo do pai, Tom Doss. A doença de Tom afeta diretamente a relação com sua esposa, Bertha Doss e com os filhos, Desmond e Harold.

Tom é um ex – soldado do Exército americano que sempre deixou claro para os seus filhos que não seguissem a carreira militar devido aos grandes traumas psicológicos que ele sofreu durante as guerras em que participou, mas os seus filhos não seguiram o seu conselho. Harold virou soldado do Exército e Desmond médico.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Exército precisava de mais homens para a Batalha de Okinawa e nessa abertura dos militares para a inscrição de civis, Desmond Doss se habilita á serviço dos Estados Unidos da América. Desmond é direcionado para a companhia de atiradores. Doss que segue os princípios de sua religião passa por quase todos os testes antes da guerra, mas se recusa a pegar numa arma para atirar e isso revolta os comandantes do Exército que fazem de tudo para tirar o rapaz religioso do serviço militar.

Doss acaba sendo preso por não seguir todas as normas estabelecidas pelo Exército e é julgado. Demond Doss ganha o julgamento e consegue a permissão para ir a Batalha de Okinawa como médico e sem ter uma arma.

Por: Vitor Arouca

Maratona Oscar: A Chegada / Luis Fernando Salles

Maratona Oscar: A Chegada / Luis Fernando Salles

A Chegada é um filme de ficção científica estadunidense, dirigido Denis Villeneuve e escrito por Eric Heisserer. O longa conta com Amy Adams (indicada ao prêmio Globo de Ouro de melhor atriz de 2017) e Jeremy Renner.

A história do filme foi inspirada no conto Story of Your Life (1999), de Ted Chang. Nela, 12 naves alienígenas pousam em diversos locais do globo causaposter-a-chegadando apreensão dos governos e pânico na população. Apesar do alvoroço, os visitantes não parecem ser nossos inimigos, pois, apesar das mobilizações militares ao longo da Terra, eles se mantêm em postura pacifica.

Uma das naves se encontra, obviamente, nos Estados Unidos, e o exército norte – americano recorre a Dr. Louise Banks (Amy Adams) uma linguista renomada e o físico Ian Donely (Jeremy Renner) para que eles possam  entrar em contato com os extraterrestres e descobrir o verdadeiro motivo de sua visita.

Dr. Banks e seu parceiro começam a se comunicar com os alienígenas e tentam, a partir da combinação de sinais e análise numérica, a dialogar com os recém chegados.  Porém, como era de se esperar, as coisas mudam quando alguns governos resolvem que os visitantes não são mais bem-vindos e planejam atacá-los.

O longa concorre ao Oscar de Melhor Filme de 2017 e a outras seis categorias. Além de tentar retratar como seria uma situação a qual o ser humano se coloca a prova com o desconhecido e a incerteza da sua sobrevivência.

Maratona Oscar: Ryan Gosling e Emma Stone de La la Land/Anna Barros

Maratona Oscar: Ryan Gosling e Emma Stone de La la Land/Anna Barros

la-la-land-2La la Land já teve sua resenha publicada aqui e hoje vamos falar das interpretações de Ryan Gosling e Emma Stone que concorrem ao prêmio de Melhor Ator e Melhor Atriz. Não é à toa que os dois estão arrebatando vários prêmios por aí. Eles estão simplesmente sensacionais. Emma está sensível, delicada e totalmente inserida na atmosfera nostálgica e sublime de La La Land, favoritaço a ganhar o Oscar de Melhor Filme e de Melhor Direção para Damian Chazelle. Seu desempenho é simplesmente espetacular e sua simbiose com Ryan Gosling é perfeita.

Ryan também arrebentou, mas tem em seus calcanhares Denzel Washington por Fences e Casey Afleck por Manchester à beira-mar. A meu ver, Denzel incomoda mais. Ryan está perfeito, em estilo próprio, mal-humorado compondo um músico que ama jazz e que quer levar seu sonho de um jazz club adiante. Ele aprendeu a tocar piano, passa veracidade ao tocar o instrumento, dança, canta, enfim incorpora de maneira doce e cativante um Fred Astaire.

Emma empresta seus olhos azuis grandões a uma mocinha batalhadora e sonhadora, que acaba tendo a ajuda do amado para realizar tudo que sempre sonhou a vida toda. Mia é o protótipo da heroína moderna.

La La Land é um filme de metalinguagem que resgata clássicos como Casablanca e Juventude Transviada e extravasa toda a paixão dos musicais. A cena inicial dos motoristas cantando no engarrafamento é simplesmente antológica e  ali que os protagonistas se encontram, de maneira fugaz e inesperada. Sebastian ainda reluta e a refuga e depois acaba se entregando ao amor de Mia.

Eu vou torcer por Ryan Gosling e Emma Stone. Chorei muito na sessão. O filme me tocou profundamente. Talvez por amar musicais, esse é daqueles típicos, mesmo. Talvez pela perda da minha querida mãezinha no último dia 20 de janeiro.

Enfim, as atuações de Emma e Ryan são luminosas! Iluminem-se logo e corram para assistir La La Land. Para ontem!

 

Esse post é in memoriam à Maria de Lurdes Faria de Barros, que ia pouco ao cinema, mas quando ia amava filmes nacionais! Seu filme predileto era Ghost! Descanse em paz, mamãe!

Por Anna Barros