Exibido em Cannes e indicado ao César, SOFTIE chega aos cinemas em 7 de dezembro

Exibido em Cannes e indicado ao César, SOFTIE chega aos cinemas em 7 de dezembro

Conduzido pelo premiado Samuel Theis, o filme se baseia em experiências do próprio diretor

Premiado diretor de “Party Girl” (Camera D’or em Cannes 2014), Samuel Theis está de volta com um filme que contempla elementos autobiográficos: SOFTIE. Além de ter sido nomeado ao Prêmio Queer Palm em Cannes, recebeu uma indicação ao César de melhor ator promissor para o protagonista Aliocha Reinert, que interpreta Johnny Jung, um garoto repleto de potencial. O longa chega aos cinemas brasileiros em 7 de dezembro, com distribuição da Pandora Filmes.

O filme é, em grande parte, autobiográfico, embora eu tenha tomado mais liberdades do que em ‘Party Girl’. SOFTIE se baseia na minha infância, mas com espaço para um pouco mais de ficção. Eu não queria estar tão ligado à realidade”, explica Theis, que assina o roteiro com Gaëlle Macé.

Johnny tem 10 anos e se destaca em sua família por sua sagacidade e sensibilidade. Ele observa, entre outras coisas, as dificuldades que sua mãe (Melissa Olexa) enfrenta o criando sozinha. Tudo muda com a chegada de um novo professor, o Sr. Adamski (Antonie Reinartz), que vê no garoto um grande potencial.

Johnny vem de uma família desfavorecida, sofrendo de problemas estruturais e atenção. Adamski pode lhe dar as duas coisas. Ele abre, no garoto, as portas da sensibilidade, bem como da consciência de si mesmo. Não há apenas o surgimento da inteligência de Johnny, mas também a percepção de seu papel social”, explica o cineasta.

Ao contrário de “Party Girl”, cujo elenco era formado por atores não-profissionais, Theis combinou em SOFTIE profissionais experientes com estreantes para, conforme disse, “criar um diálogo entre dois mundos”.

A questão da representação das classes trabalhadoras na tela é importante e, para mim, é difícil reconstituir esse ambiente específico com os atores. Eu sinto uma necessidade de filmar pessoas da região, com aqueles rostos, corpos e maneiras de falar, visando aumentar a visibilidade deles. No filme, os atores profissionais encarnam outra classe social. Achei divertido, numa meta dimensão, a interação em seus diferentes status.

Para encontrar o ator perfeito para o protagonista, Theis conta que fez muitos testes na região de Lorraine, até chegar em Reinert. “Eu queria um garoto com cabelo comprido, e de natureza delicada, já tocado por questões de sexualidade e de gênero. Aliocha apareceu. Ele tinha cabelo comprido, ele fazia balé. Contei aos pais dele o que acontece no filme, pois queria que ficasse claro. E, com muita sabedoria, eles me disseram que seria uma decisão de Aliocha. Ele pediu um tempo para pensar sobre isso, o que achei muito bonito. Ele me ligou alguns dias depois, dizendo que sentia que era capaz de fazer o personagem. (…) Tomar essa decisão foi muito corajoso da parte dele.

A crítica internacional tem destacado os pontos fortes da obra. A Revista Screen Daily escreveu que o filme “captura habilmente a confusão, o medo e a raiva do protagonista enquanto ele tenta lidar tanto com as dificuldades da vida quanto com sua crescente sexualidade”. Já o CineEuropa revelou que “o carisma de Aliocha Reinert desempenha um papel importante no sucesso de um filme que se mostra muito esclarecedor sobre o desejo de emancipação (…), criando uma obra que evita qualquer pensamento simplista em preto ou branco e vibra como se acompanhasse as batidas de um coração aprendendo a se controlar”.

Sinopse
Johnny tem dez anos e só se interessa por histórias adultas. Numa habitação social em Lorraine, ele observa com curiosidade a vida sentimental agitada de sua jovem mãe. No colégio, frequenta a turma do Sr. Adamski, um professor novato que acredita em seu potencial e com quem descobrirá um novo mundo.

Ficha Técnica
Direção: 
SamuelTheis
Roteiro: 
SamuelTheis, Gaëlle Macé
Produção: Caroline Bonmarchand
Elenco: Aliocha Reinert, Antonie Reinartz, Melissa Alexa, Ilia Higelin
Direção de Fotografia: Jacques Girault
Desenho de Produção: Mila Preli
Trilha Sonora: Ulysse Klotz
Montagem: Nicolas Desmaison, Esther Lowe
Gênero: drama
País: França
Ano: 2021
Duração: 93 minutos

Sobre a Pandora Filmes 
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL estreia dia 14 de dezembro

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL estreia dia 14 de dezembro

Comédia com José Rubens Chachá e Totia Meirelles acaba de ganhar pôster e promete emoção, aventura e humor em lançamento para todo o Brasil

O aguardado filme de Natal brasileiro, UMA CARTA PARA PAPAI NOEL já tem data de estreia, 14 de dezembro, e chega aos cinemas de todo o país com distribuição da Pandora Filmes. A produção é da Okna Produções. 

No longa, Papai Noel (José Rubens Chachá) recebe uma carta de Jonas (Caetano Rostro Gomes), um menino órfão de 8 anos que vive em uma casa de acolhimento. Na correspondência, Jonas pergunta sobre como é a vida de Noel quando não está entregando presentes e revela que ele e seus amigos nunca receberam presentes no Natal. Emocionado com o interesse do menino e intrigado, Noel viaja ao Brasil para descobrir este mistério. O roteiro é assinado pelo próprio diretor e Gibran Dipp.

Dedicado a entreter toda a família, não apenas as crianças, o longa investe em um universo de aventura e fantasia, mas também busca se aproximar da nossa realidade. Repleto de efeitos especiais, o filme levará às telas um imaginário conhecido de todos, mas em um contexto bem brasileiro, afinal o Papai Noel vem ao Brasil. “De um simples brilho que acompanha um personagem a algo mais complexo, como uma viagem interplanetária, os efeitos especiais realmente são uma marca no filme”, explica o diretor. 

Filmado em estúdio e nas cidades de Porto Alegre, Viamão e Santa Tereza, todas no Rio Grande do Sul, o diretor aponta que o clima alegre durante as filmagens contribuiu para a excelência no resultado. “Por aqui mantemos o astral, fizemos um set divertido para que todos se sintam valorizados e curtam esse momento”, comenta Spolidoro.

O elenco infantil é liderado por Caetano Rostro Gomes, como Jonas, e a preparação das crianças é de Adriano Basegio, que dedicou meses a essa etapa. Os principais personagens infantis são interpretados também por Mariana Lopes, Lívia Borges Meinhardt, Cecilia Guedes e Theo Goulart Up. Já o elenco adulto inclui, além de José Rubens Chachá, as atrizes Totia Meirelles, Polly Marinho, e Elisa Volpatto. A equipe artística conta com nomes como Bruno Polidoro (“A Primeira Morte de Joana”), na direção de fotografia; Tiago Retamal, na direção de arte; Pablo Riera (“A Teoria dos Vidros Quebrados”), na montagem. A produção é de Aletéia Selonk, que também assina a produção executiva com Graziella Ferst, Marlise Aúde e Gina O’Donnell.

A trilha sonora conta com uma música original, composta por Arthur de Farias e Fernanda Takai, escrita especialmente para o filme, que será interpretada por Fernanda. Além disso, UMA CARTA PARA PAPAI NOEL traz uma versão inédita de “Sobre o Tempo”, da banda Pato Fu, da qual Fernanda faz parte. A canção é parte do projeto do grupo voltado para o público infantil, Música de Brinquedo. 

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL conta com recursos públicos geridos pela Agência Nacional do Cinema – ANCINE e com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA administrados pelo BRDE. Ainda na etapa de desenvolvimento o projeto foi um dos dez selecionados para participação no pitching no Mercado de Ideias Audiovisuais – INTERNACIONAL – em 2018, em São Paulo.

Sinopse

Jonas, um menino órfão de 8 anos que vive em uma casa de acolhimento, nunca ganha presente no Natal. Preocupado, ele escreve uma carta para Papai Noel, mesmo que seus amigos Beca, Pri, Alana e Cabeleira debochem da sua ingenuidade: “Só o Jonas pra acreditar que esse ano ia ser diferente”. Ao receber a carta do menino perguntando sobre o que Noel gosta de fazer, de comer e como é sua vida quando não é Natal, Noel se emociona. Jonas conta que nunca recebe presente no Natal e, então, Papai Noel entra em ação para descobrir o motivo. Noel se disfarça de Leon – o Conserta-Tudo e, junto com Maria Noel e com a ajudante Tata, parte para investigar o mistério. Enquanto explora a casa de acolhimento, Noel começa a ser vigiado por Léia, a diretora do lugar. Léia começa a desconfiar de Noel criando dificuldades para ele e a garotada. Noel e as crianças criam um forte laço de amizade, mas a construção dessa cumplicidade será repleta de obstáculos. Nessa jornada, todos irão redescobrir o verdadeiro significado do Natal.

Ficha técnica

Roteiro: Gibran Dipp e Gustavo Spolidoro

Direção: Gustavo Spolidoro

Produção: Aletéia Selonk

Produção Executiva: Aletéia Selonk, Graziella Ferst, Marlise Aúde e Gina O’Donnell

Direção de Produção: Tito Mateo

Direção de Fotografia: Bruno Polidoro

Direção de Arte: Tiago Retamal

Preparação de Elenco: Adriano Basegio

Produção de Elenco Nacional: Andrea Imperatore

Montagem: Pablo Riera

Supervisão de Efeitos Visuais: Pedro de Lima Marques

Trilha Sonora: Arthur de Farias

Edição de Som e Mixagem e Mixagem: Kiko Ferraz, Ricardo Costa e Chrístian Vaisz

Elenco: José Rubens Chachá, Totia Meirelles, Polly Marinho, Elisa Volpatto, Caetano Rostro Gomes, Lívia Borges Meinhardt, Mariana Lopes, Cecilia Guedes, Theo Goulart Up.

Sobre Gustavo Spolidoro

Dirigiu e roteirizou 21 curtas e médias e 5 longas, tendo recebido mais de 70 prêmios no Brasil e exterior e participado de festivais como Berlim, Rotterdam e Sundance. Seu primeiro curta, VELINHAS, participou da Mostra Panorama, no Festival de Berlim (1999). Recebeu duas vezes o GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO (considerado o Oscar do cinema nacional), pelos curtas OUTROS (2000) e DE VOLTA AO QUARTO 666 (2010 –que tem como “ator” o diretor alemão Wim Wenders). Seu curta INÍCIO DO FIM (2005) recebeu 16 prêmios e participou de festivais como Rotterdam e Sundance.

É diretor e roteirista do premiado longa, AINDA ORANGOTANGOS (2007). Desde 2015, seus principais trabalhos são pensados para um público jovem e para a família: a série ERNESTO, O EXTERMINADOR DE SERES MONSTRUOSOS, no ar na TV Brasil; a série A VELHA HISTÓRIA DO MEU AMIGO NOVO, na TV Brasil; e a série FORMIGAS, na TVE. Em 2021, estreou o filme OS DRAGÕES.

Sobre a produtora Aletéia Selonk

Aletéia Selonk é produtora e diretora da Okna Produções e está a frente da realização do projeto Uma Carta para Papai Noel. Fundou a Okna em 2006 e tem em seu currículo importantes produções nacionais como os longas “A Primeira Morte de Joana”, “Mulher do Pai”, “Ponto Zero”, e a animação “As Aventuras do Avião Vermelho”. Jornalista, pós-graduada em Produção Audiovisual e doutora em Comunicação Social pela PUCRS, com passagem pela Sorbonne, Aletéia atua no setor audiovisual desde 1995. É professora de produção audiovisual na PUCRS, onde foi responsável pela implantação do Tecna, um centro de produção audiovisual no RS. É Presidenta do Forcine – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual e integra o + Mulheres Audiovisual.

Sobre a Okna Produções

Produtora de conteúdo dedicada à realização de projetos para cinema, televisão e plataformas digitais. Especializada na produção e produção executiva, realiza não apenas o gerenciamento de projetos mas de talentos criativos. Em 2023, a empresa completa 17 anos de atuação. Em seu catálogo constam mais de 50 obras, sendo 10 longas metragens, 19 médias, 21 curtas e 6 séries de TV. Suas produções foram selecionadas e premiadas em importantes festivais no Brasil e no exterior. São obras que unem características autorais ao potencial de se comunicar com as audiências, trazem uma diversidade de abordagens temáticas dedicadas a diferentes perfis de públicos e foram realizadas a partir de coproduções que valorizam talentos nacionais e internacionais.

OS SEGREDOS DO UNIVERSO ganha data de estreia nos cinemas

OS SEGREDOS DO UNIVERSO ganha data de estreia nos cinemas

Produzido por Lin-Manuel Miranda, o longa está sendo aclamado pela crítica ao redor do mundo e conta com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes
Grande sucesso da literatura juvenil, “Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo” chega aos cinemas pelas mãos da cineasta e roteirista Aitch Alberto. OS SEGREDOS DO UNIVERSO é uma produção do ator, dramaturgo e músico Lin-Manuel Miranda (“A Pequena Sereia” e “Hamilton”) e tem sua estreia nacional confirmada para o dia 30 de novembro.No longa, os jovens Aristóteles Mendoza (Max Pelayo) e Dante Quintana (Reese Gonzales) são unidos pelo acaso e, embora sejam completamente diferentes um do outro, iniciam uma amizade especial, daquelas que duram uma vida inteira. Dante é tudo o que Aristóteles deseja ser: expressivo, inteligente e autoconfiante. Ele vira o seu mundo de cabeça para baixo, apresentando-o à música, poesia e lições sobre o céu, mostrando ao novo amigo que o universo é cheio de segredos. E que tudo fica muito mais fácil com alguém ao seu lado para desvendá-los com você.A diretora de OS SEGREDOS DO UNIVERSOconta que a leitura do romance, originalmente publicado em 2012, mudou radicalmente sua própria vida. “Eu era uma pessoa diferente, li do começo ao fim de uma vez, e isso me afetou profundamente. Na época, eu não entendia a jornada que faria, mas, às vezes, você simplesmente entra porque a vida está te convidando.”
Assista ao Trailer

Há anos, ela investigava sobre questões de gênero, e o livro, os personagens e a necessidade de contar essa história fazem parte dessa jornada. “Ari tem sido um espelho e um guia para me ajudar a desvendar meus próprios equívocos e estereótipos internalizados em torno da masculinidade. Dante, com a sua ingenuidade e coragem – inspirou-me a abraçar e a tornar-me plenamente quem sou. Na verdade, ser honesta sobre quem sou e dar permissão aos jovens para fazerem o mesmo tornou-se a minha missão.”

O produtor Lin-Manuel conheceu o livro pouco depois de ser publicado, e foi convidado para ser o narrador da versão em audiolivro do romance. “Ao lê-lo pela primeira vez, apaixonei-me imediatamente por Ari e Dante à medida que a química deles saltava da página. Foi uma honra dar voz aos pensamentos e sentimentos de Ari e Dante enquanto eles se encontravam. Esta foi uma história que eu gostaria que meus amigos e eu tivéssemos lido enquanto crescia.”

Poucos anos depois, ele recebeu o roteiro adaptado por Aitch, e ficou impressionado com como ela foi capaz de captar a jornada de autodescoberta e desenvolvimento de Aristóteles. “Eu imediatamente quis ajudar este filme a ser feito. Quando ficou claro que Aitch iria dirigir também, fiquei muito animado com o que estava por vir. Aitch sempre teve uma visão incrível para este filme e uma profunda compaixão por esses personagens. Eu sabia que sua estreia na direção seria uma obra de arte linda, sincera e mágica”, conta o produtor.

O elenco conta ainda com Eugenio Derbez, que também assina como produtor, Eva Longoria, Veronica Falcón, Kevin Alejandro. OS SEGREDOS DO UNIVERSO será lançado no Brasil pela Imagem Filmes.

Sinopse:
Em um verão inesquecível, os jovens Aristóteles e Dante são unidos pelo acaso e, embora sejam completamente diferentes um do outro, iniciam uma amizade especial, daquelas que duram uma vida inteira. Dante é tudo o que Aristóteles deseja ser: expressivo, inteligente e autoconfiante. Juntos, eles embarcam em uma emocionante jornada pela adolescência e começam a questionar todos os segredos do universo.

Elenco:
Max Pelayo
Reese Gonzales
Eugenio Derbez
Eva Longoria
Veronica Falcón
Kevin Alejandro

Ficha Técnica:
Direção: Aitch Alberto
Roteiro: Aitch Alberto
Produção: Lin-Manuel Miranda, Valerie Stadler, Dylan Sellers, Chris Parker, Ben Odell, Eugenio Derbez
Direção de Fotografia: Akis Konstantakopoulos
Desenho de Produção: Denise Hudson
Trilha Sonora: Isabella Summers
Montagem: Stefanie Visser, Harry Yoon
Gênero: drama,
País: EUA
Ano: 2022
Duração: 98 min.

Dirigido por Marcos Pimentel, PELE estreia nesta quinta

Dirigido por Marcos Pimentel, PELE estreia nesta quinta

Com distribuição da Embaúba Filmes, filme combina política e poesia mostrando um retrato do Brasil por meio da arte urbana
Trailer: https://youtu.be/pb73xDbYhCo

As cidades, vibrantes em suas cores e arte, se tornam figuras centrais em PELE, documentário de Marcos Pimentel que chega com exclusividade aos cinemas nesta quinta-feira, 26 de outubro, com distribuição da Embaúba Filmes. As praças que receberão o filme são AracajuBalneário CamburiúBelo HorizonteBrasíliaCórrego FundoFortalezaGoiâniaPorto AlegreRio de Janeiro e Salvador. Em São Paulo, as exibições são previstas para acontecer a partir de 2 de novembro. A classificação indicativa é 12 anos.

A produção executiva é de Luana Melgaço e a produção é assinada pela Tempero Filmes. O longa fez sua estreia mundial no IDFA/Envision Competition, no qual foi premiado com a Menção Especial do Júri, e no Brasil, foi exibido na Mostra Competitiva do É Tudo Verdade. Na Rússia, recebeu o Grande Prêmio da Crítica no Festival Message to Man, em São Petersburgo, e já foi exibido também na França, Canadá, Itália, China, Nova Zelândia, Rússia, Indonésia, Áustria, Alemanha e Colômbia.

O cineasta conta que o filme nasceu do seu interesse pela experiência de se viver em cidades inchadas – cheias de pessoas, conflitos e contradições – que temos no Brasil e na América Latina e pela pulsão da arte urbana encontrada nelas. “Eu sempre gostei de caminhar pelas cidades prestando atenção no que está presente nos muros, paredes e estruturas de concreto. Incontáveis grafites, pichações, publicidades, letras, declarações de amor, palavras de ordem, hieróglifos, mensagens políticas, palavrões… É possível encontrar de tudo ali, numa caótica composição visual que diz muito do nosso tempo e dos lugares que habitamos.”

Morando em Belo Horizonte, ele explica que começou a perceber ali mesmo as interações espontâneas que as pessoas têm com a arte urbana. “Mesmo sem nos darmos conta, a todo momento nossos corpos estão dialogando com os conteúdos que ‘vestem’ os muros. Ali, nesta espécie de pele, os ‘habitantes dos muros’ interagem com os ‘habitantes das cidades’, produzindo leituras bastante interessantes que, infelizmente, nem sempre temos tempo de contemplar.”

O filme foi rodado em 2019, em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, e filmar nas ruas, para Pimentel, foi um desafio, mas também uma alegria. “A rua é um ambiente que me encanta justamente pela falta de controle quando se filma um documentário. Nunca é fácil, mas também poucos espaços são tão ricos e prazerosos para um documentarista como as ruas das cidades. Não tínhamos controle de nada e nunca nos propusemos a isso. Então, era um filme onde precisávamos esperar muito e filmar pouco. Eram horas esperando até que determinada situação acontecesse espontaneamente diante de algum grafite ou pichação.”

Como foi rodado sem captação de som direto, o som de PELE foi todo construído na pós-produção, por Vitor Coroa, que, além de reproduzir o som do que se vê na tela, trouxe também várias camadas e possibilidades de interpretação a partir do som de cada sequência. Assim, o documentário tenta reproduzir a experiência urbana e a urgência dos discursos presentes nas ruas do país também através do som, perseguindo uma atmosfera sonora que permite uma outra experiência de cidade.

Pimentel, que em sua filmografia tem longas como “Fé e Fúria” e “Os Ossos da Saudade”, conta que trata grafites, pichações e intervenções nos muros e paredes como gritos silenciosos emitidos pelos habitantes de algum lugar. “As narrativas urgentes das ruas estão sempre ali, estampadas nos muros, que são encarados como espaços onde os artistas e os moradores das cidades podem gritar para o mundo tudo o que pensam e também extravasar as muitas opressões a que são submetidos no cotidiano. Fica tudo depositado ali, até as pessoas e o tempo agirem sobre estes conteúdos, modificando-os uma vez mais.”

Ele aponta que essa arte tem muito a dizer sobre o tempo e o lugar onde vivemos. “No filme PELE, nós articulamos esses elementos e acabamos por narrar boa parte da história recente do país. Encontramos lá os Jogos Olímpicos do Rio, a Copa do Mundo de 2014, o Passe Livre e os protestos de junho de 2013, o golpe dado pelo Temer, a Lava Jato, a prisão do Lula, a Vaza Jato, o Lula Livre, o #elenão, os muitos escândalos do governo Bolsonaro, o Fora Bozo, o assassinato na Marielle, racismo, fascismo, misoginia, intolerância religiosa, muitos protestos que ganharam as ruas ao longo dos últimos anos… A história recente do país está narrada ali.”

Parceiro do montador Ivan Morales Jr há 20 anos, Pimentel conta que a montagem era o desafio de se valer do material filmado e o transformar numa narrativa sobre o Brasil contemporâneo. PELE é um filme que não possui entrevistas, narrador, voz em off… O filme todo é construído somente pelo registro dos conteúdos dos muros, a observação entre a interação entre os corpos que habitam a cidade e os grafites e pichações e algumas sequências de intervenções artísticas pelo ambiente urbano. Portanto, a montagem foi essencial para articular estes elementos e fazer surgir um filme a partir deles.”

PELE é um filme que, claramente, dialoga com as outras obras de Pimentel, especialmente com “Polis”, “Urbe” e “Taba”, sem deixar de lado a observação mais contemplativa de seus filmes, como “Sopro”, “A Parte do Mundo Que Me Pertence” e “A Arquitetura do Corpo”.

“Acho que em PELE dei um passo a mais em relação a estes trabalhos anteriores, caminhando na direção de algo que venho perseguindo nos últimos tempos, que é conseguir equilibrar e alternar poesia e política ao longo da construção da obra. Ando bastante instigado por filmes que possuem camadas poéticas na construção de sua linguagem, mas que não se dissociam da construção política do discurso. É uma obra na qual política e poesia caminham de mãos dadas o tempo todo, fazendo com que o filme seja uma experiência sensorial pelas ruas das cidades e pelas artes e intervenções encontradas ao longo do caminho sem nunca perder de vista um discurso político bem marcado, que está entrelaçado na construção de praticamente todas as sequências do filme.”

Sinopse
Documentário sobre a interação entre os habitantes das cidades e o que está expresso em seus muros e paredes. Grafites, pichações, símbolos indecifráveis, palavras de ordem, pensamentos políticos, hieróglifos, declarações de amor… Fragmentos de memória e gritos silenciosos que revelam os desejos, medos, fantasias e devaneios de quem habita os centros urbanos. As letras e desenhos interagindo com os diferentes corpos que transitam pelo espaço público. As narrativas urgentes das ruas que expressam as subjetividades dos mais variados discursos visuais que “vestem” as cidades brasileiras.

Ficha Técnica
Direção: 
Marcos Pimentel
Produção Executiva:
 Luana Melgaço
Roteiro:
 Marcos Pimentel, Ivan Morales Jr.
Fotografia:
 Giovanna Pezzo
Som Direto:
 Giordano Lima
Montagem:
 Ivan Morales Jr.
Desenho de Som e Mixagem:
 Vitor Coroa
Direção de Produção e Assistente de Direção:
 Vinícius Rezende Morais
Produção de Set:
 Marcelo Lin
Assistente de Produção:
 Evandro Laina
Pesquisa:
 Vinícius Rezende Morais, Marcelo Lin, Milena Manfredini, Marcos Pimentel
Empresa Produtora:
 Tempero Filmes
Classificação Indicativa: 12 anos

Sobre Marcos Pimentel
Documentarista formado pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba) e especializado em Cinema Documentário pela Filmakademie Baden-Württemberg, na Alemanha. Também é graduado, no Brasil, em Comunicação Social (UFJF) e Psicologia (CES-JF).

Diretor, roteirista e produtor independente, realizou filmes que ganharam 94 prêmios por festivais nacionais e internacionais e foram exibidos em mais de 700 festivais em todos os cantos do mundo.

Desde 2009, é professor titular do departamento de documentários da Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba), onde ministra aulas para alunos do curso regular, da maestria documental e dos talleres internacionales. Desde 2017, dá aulas no curso de cinema da Escola de Design de Altos de Chavón, na República Dominicana. Já deu cursos de narrativa e estética documental, roteiro e direção de documentário em distintas instituições no Brasil, Portugal, Holanda, Espanha, Cuba, Colômbia, México, República Dominicana, Cabo Verde e Angola, além de atuar como roteirista e consultor de dramaturgia e desenvolvimento de projetos.

Desde 2012, é coordenador audiovisual da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, sediado em Cataguases, sendo responsável pelos projetos da área de formação audiovisual.

Vive e trabalha em Belo Horizonte.

Sobre a Tempero
Tempero é um espaço de criação e produção audiovisual, que reúne as obras dos realizadores Ana Valeria González, Ivan Morales Jr, Leo Ayres e Marcos Pimentel. Voando juntos ou separados, eles desenvolvem projetos com foco no cinema autoral e na produção independente, atuando em diferentes lugares, principalmente Brasil, Alemanha e México. Seus filmes foram exibidos e premiados em importantes festivais internacionais, como Rotterdam, IDFA (Holanda), Veneza (Itália), Tampere (Finlândia), Cinema du Réel, Toulouse, Nantes, Lussas, Centre Georges Pompidou, Biarritz (França), Visions du Réel (Suíça), Documenta Madrid, Huesca, MECAL, L´Alternativa, CinemaJove, Granada (Espanha), Parnu (Estônia), Doc Lisboa, Indie Lisboa, Santa Maria da Feira (Portugal), Gulf Film Festival (Dubai/Emirados Árabes), La Habana (Cuba), Chicago, Hollywood Film Festival, (EUA), Guadalajara, DOCS DF, Morelia (México), Cartagena (Colômbia), Atlantidoc (Uruguai), EDOC (Equador), DOCKANEMA (Moçambique), FIC Luanda (Angola), Norwegian Short Film Festival (Grimstad/Noruega), FIDOCS (Chile), Zagreb (Croácia), Tokyo, Sapporo, Con-can, JVC Film Festival (Japão), Pequim e SCTVF (China), e nos mais importantes festivais brasileiros, como É Tudo Verdade, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival de Gramado, Cine-PE, Cine Ceará, Mostra Internacional do Filme Etnográfico, Festival Internacional de Curtas de SP, Festival Internacional de Curtas de BH, ForumDoc, Mostra de Cinema de Tiradentes, Janela Internacional de Cinema do Recife, Indie BH, Mostra do Filme Livre, entre vários outros.

Sobre a Embaúba Filmes
A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 40 títulos, em menos de 5 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

Paris Filmes | Drama “O Livro dos Sonhos” estreia nesta quinta!

Paris Filmes | Drama “O Livro dos Sonhos” estreia nesta quinta!

Longa conta com participação especial deMaria Fernanda Cândido e distribuição da Paris Filmes
Uma mãe esperançosa segue na trilha dos sonhos do filho, que se encontra em coma. Esta saga em busca de realizar desejos e enxergar o melhor que a vida pode proporcionar é o tema principal de filme “O Livros dos Sonhos” (The Book of Wonders), que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 19 de outubro.
Para assistir ao trailer, clique aqui.

Com direção de Lisa Azuelos, a produção traz Alexandra Lamy, Muriel Robin e Hugo Questel no elenco, que ainda conta com participação especial da atriz brasileira Maria Fernanda Cândido. O roteiro é de Julien Sandrel, com adaptação de Juliette Sales e Fabien Suarez. Jerico, SND Films, M6 Films assinam a produção.

Sinopse: Depois que o filho entra em coma após sofrer um atropelamento, sua mãe encontra seu diário que contém uma lista de dez coisas que ele queria fazer antes do fim do mundo. Com a intenção de cumprir os desejos do filho, ela começa a seguir a lista na esperança que o menino enxergue – mesmo em coma – como a vida é linda. 

Sobre a Paris Filmes

A Paris Filmes é a maior distribuidora brasileira independente e atua no mercado de distribuição de filmes no Brasil e na América Latina, destacando-se pela alta qualidade cinematográfica. Além de ter distribuído grandes sucessos mundiais como as sagas “Crepúsculo” e “Jogos Vorazes”, o premiado “O Lado Bom da Vida”, que rendeu o Globo de Ouro®️ e o Oscar®️ de Melhor Atriz a Jennifer Lawrence em 2013 e “Meia-Noite em Paris”, que fez no Brasil a maior bilheteria de um filme de Woody Allen, a distribuidora também possui em sua carteira os maiores sucessos do cinema nacional, como as franquias “De Pernas Pro Ar”, “Até Que a Sorte nos Separe”, “DPA – O Filme” e “Turma da Mônica”. Nos últimos anos a empresa esteve à frente de importantes lançamentos como “John Wick”, “La La Land – Cantando Estações”, “A Cabana”, “Extraordinário” e “Marighella”. Para os próximos lançamentos, a empresa aposta em um line-up diversificado, que inclui títulos como “Os Três Mosqueteiros”, “Minha Irmã e Eu”, “Tá Escrito”, e as sequências “John Wick 4: Baba Yaga”, “Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”, “Pássaro Branco – Uma história de Extraordinário”, “Jogos Mortais x”, entre outros.