Premiado terror de Anita Rocha da Silveira, MEDUSA estreia dia 16 de março

Premiado terror de Anita Rocha da Silveira, MEDUSA estreia dia 16 de março

Com produção da Bananeira Filmes, de Vania Catani, e da MyMama Entertainment, de Mayra Faour Auad, o filme lida com temas atemporais e universais ao abordar o papel da mulher no Brasil contemporâneo

Destaque na Quinzena dos Realizadores de Cannes, e no Festival Internacional de Cinema de Toronto, MEDUSA, de Anita Rocha da Silveira, chega aos cinemas no dia 16 de março. Desde sua primeira exibição, o longa fez uma trajetória de sucesso, recebendo prêmios em festivais como Sitges Film Festival (Melhor Direção), Tromsø Int. Film Festival (Melhor Filme), IndieLisboa (Prêmio Especial do Júri), Raindance Film Festival (Melhor Filme Internacional), Palm Springs Int. Film Festival (Menção Honrosa).

No Brasil, o filme foi o grande vencedor da Première Brasil do Festival do Rio, com os prêmios de Melhor Filme, além de ter recebido os prêmios de melhor direção e melhor atriz coadjuvante para Lara Tremouroux.

Anita, que também assina o roteiro, explica que o filme partiu de sua própria observação da sociedade brasileira dos últimos anos, que voltou a defender um modelo de mulher “bela, recatada e do lar”. Além disso, uma série de notícias de jornais de 2015 sobre ataques contra jovens consideradas “promíscuas” por agressoras também mulheres chamou a atenção da cineasta.

“Às vezes, o cabelo era cortado e cortes feitos na face, pois era essencial deixar essa mulher ‘feia’. Os motivos declarados para tamanha violência variavam entre a vítima ser considerada ‘bonita demais’, ter ‘dado em cima’ do namorado de uma das agressoras, ‘se exibir’ com roupas provocativas, ter likes de muitos rapazes em fotos no Instagram e ser tida como ‘fácil’ e ‘piranha’ – tudo isso em um mundo onde as redes sociais se tornaram a principal ferramenta de vigilância.”

Essas notícias, levaram Anita a recordar imediatamente do mito de Medusa: “Na versão mais conhecida do mito, Medusa era uma das mais lindas donzelas existentes, sacerdotisa do templo de Atena. Mas um dia ela cedeu às investidas de Poseidon, enfurecendo Atena, a deusa virgem, que transformou seu belo cabelo em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível que uma mera visão transformaria os que a olhassem em pedra. Medusa foi punida por sua sexualidade, por desejar, por não ser ‘pura’. Da junção entre mito e realidade me ocorreu que mesmo com o passar dos séculos, faz parte da construção da nossa civilização as mulheres quererem controlar umas às outras. E que talvez essa seja uma forma de mantermos o controle de nós mesmas. Afinal, crescemos com medo de ceder aos nossos impulsos, e até de sermos consideradas ‘histéricas’. O controle também passa pela aparência, pela beleza, pois está impregnada em nós a ideia de que este é o nosso principal atributo. Fazemos dietas para chegar ao peso ‘padrão’ e passamos por procedimentos estéticos dolorosos na esperança de sermos jovens para sempre.”

É também um mundo onde, como diz uma personagem, “aparência é tudo”. “Porém, ao meu ver, o culto ao corpo e a um determinado padrão estético diz respeito, antes de mais nada, a uma forma de controle. Já que é exigido desses jovens controlar seus desejos, o exercício do controle começa pelos seus próprios corpos e perpassa para os corpos alheios.”

A protagonista do filme é Mariana (Mari Oliveira), uma bela jovem que, ao lado de suas amigas, se esforça para não cair em tentação, formando um grupo chamado de Preciosas do Altar. Em uma tentativa de se manterem fiéis aos princípios da Igreja, elas vigiam e controlam suas próprias vidas e corpos, como também das mulheres que as cercam.

Anita já havia trabalhado com Mari em seu primeiro longa, “Mate-me Por Favor”, e escreveu a personagem especialmente para a atriz. Para a construção do elenco, foram testados mais de 200 jovens, entre atores e atrizes. “Alguns já contavam com experiências profissionais na televisão e cinema, como a Lara Tremouroux, o Felipe Frazão e o João Oliveira; mas a maior parte do elenco jovem vem de formações diversas em escolas de teatro, e estreia nas telas em MEDUSA. Além disso, tivemos a honra de contar com nomes consagrados no elenco, como Thiago Fragoso e Joana Medeiros, e com as participações super especiais de Bruna Linzmeyer e Inez Viana.”

Classificado pelo site Colider como um dos melhores filmes de terror de 2022, MEDUSA começou a ser pensado em 2015, e foi filmado antes da pandemia, em novembro de 2019, mas reflete muito sobre o Brasil dos últimos anos. “O Brasil é um país cuja história é marcada pelo fanatismo religioso. Com a chegada dos portugueses e em sequencia dos jesuítas, um genocídio foi feito em nome de um deus cristão. Quando comecei a desenvolver o filme em 2015, algo que percebi é que meu interesse principal era falar do avanço do fascismo, da extrema-direita e do conservadorismo – que no Brasil, devido a nossa história, está ligado à religião.

MEDUSA foi também um exercício de pesquisar e entender o outro: quem é a jovem brasileira de extrema-direita, que já nasce em um ambiente ultraconservador? O que a move, quais são os seus medos? Mas, acima de tudo, MEDUSA foi para mim uma espécie de catarse, um modo de lidar com uma série de notícias cada vez piores e com o avanço da extrema-direita. Por isso que foi de extrema importância dar uma forma ficcional a todas essas inspirações reais, com espaço para o fantástico e o humor. Depois de anos tão difíceis, eu não queria que fosse pesado para a plateia brasileira assistir o filme, então por isso caprichamos numa estética que nos transporta para um universo paralelo, e mesmo sendo um filme cujo principal gênero é o horror, acredito que os elementos de comédia e musical que trouxe para a narrativa ajudam a tornar o filme um pouco mais leve.”

Anita acredita que, agora em 2023, o filme será visto ainda com mais leveza, e as partes de humor e fantasia terão mais evidência. “Além disso, é um filme que, antes de mais nada, parte de um mito de mais de dois mil anos, então muitas de suas questões são universais e perpassam gerações – em especial para as mulheres.”

O filme também conta com uma marcante trilha sonora da qual se destaca a inédita “Jesus é Meu Amor”, uma versão da música pop brasileira Sonho de Amor. “A Igreja de MEDUSA é pop, quer atrair fiéis, então nada como uma trilha sonora cativante. A escolha dos fonogramas passou muito pelo meu gosto pessoal, e por músicas que através de suas letras e ritmos ajudavam a transmitir as sensações das cenas do filme, como Cities In Dust (Siouxsie & The Banshees), Uma Noite e 1/2 (Renato Rocketh), na voz de Marina Lima, e Baby It’s You, que ganhou uma nova versão para o filme, na voz de Nath Rodrigues e produzida por Rafael Fantini. Já as músicas incidentais foram compostas por Bernardo Uzeda, e tiveram como influência John Carpenter, Tangerine Dream e Goblin.”

Em suas exibições, o longa recebeu diversos elogios. Marya E. Gates, por exemplo, que escreve para o site RogerEbert pontuou: “Com interpretações poderosas de suas duas protagonistas, e um visual arrebatador do diretor de fotografia João Atala, MEDUSA observa o mundo hipócrita e violento da cultura da pureza com uma honestidade inabalável”. Já Beatriz Loyaza diz, no The New York Times, que o filme “é um estudo de personagem bastante direto, lidando com questões como a epidemia dos padrões de beleza no ocidente e as dificuldades de se abandonar uma relação abusiva.”

Nicole Veneto, em The Arts Fuse, declara que “Com MEDUSA, Anita Rocha da Silveira encontra um lugar distinto para si no panteão de aclamados cineastas feministas internacionais como Lucrecia Martel, Claire Denis e Agnieszka Smoczyńska, moldando formas e tropas num tratado de uivo sobre o regresso da repressão feminina. Se nós mulheres somos verdadeiramente algo monstruoso, então Deus ajude aqueles que procuram destruir-nos.” E Michael Talbot-Haynes, em FilmThreat, define MEDUSA como “uma obra de arte eletrizante”.

Com produção da Bananeira Filmes, de Vania Catani, e da MyMama Entertainment, de Mayra Faour Auad, MEDUSA é uma distribuição da Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine, contemplado pelo PROAC 34/2022, programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Sinopse

A jovem Mariana pertence a um mundo onde deve manter a aparência de ser uma mulher perfeita. Para não cair em tentação, ela e suas amigas se esforçam ao máximo para controlar tudo e todas à sua volta. Ao cair da noite, elas formam uma gangue e, escondidas atrás de máscaras, caçam e punem aquelas que se desviaram do caminho correto. Porém, dentro do grupo, a vontade de gritar fica a cada dia mais forte.

Ficha Técnica
Direção e Roteiro: 
Anita Rocha da Silveira
Produção: Vania Catani, Mayra Faour Auad e Fernanda Thurann
Produção Executiva: Tarcila Jacob
Direção de Produção: Renata Amaral
Elenco: Mari Oliveira, Lara Tremouroux, Joana Medeiros, Felipe Frazão, Bruna G, Carol Romano, João Oliveira, Bruna Linzmeyer, Thiago Fragoso, Inez Viana.
Direção de Fotografia: João Atala
Direção de Arte e Cenografia: Dina Salem Levy
Figurino: Paula Stroher
Caracterização: Maria Inez Moura
Som direto: Evandro Lima
Desenho de som: Bernardo Uzeda
Mixagem: Gustavo Loureiro
Trilha sonora: Anita Rocha da Silveira e Bernardo Uzeda
Montagem: Marilia Moraes, edt.
Empresa Produtora: Bananeira Filmes
Empresas Coprodutoras: MyMama Entertainment, Telecine, Canal Brasil, Brisa Filmes, Cajamanga
País: Brasil
Ano: 2021
Duração: 127 min.

Sobre Anita Rocha da Silveira

Nascida no Rio de Janeiro, Anita Rocha da Silveira escreveu e dirigiu três curtas-metragens: “O Vampiro do Meio-Dia” (2008), “Handebol” (2010, Prêmio FIPRESCI no Int. Short Film Festival Oberhausen), e “Os Mortos-Vivos” (2012, Quinzena dos Realizadores de Cannes).

Seu primeiro longa-metragem, “Mate-me Por Favor” (2015), estreou na Mostra Orizzonti do Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu o Bisato d’Oro de Melhor Atuação, concedido pela crítica independente italiana. Participou de festivais como SXSW, New Directors/New Films, AFI Fest, Bafici, Indie Lisboa, Filmfest Munchen, tendo recebido prêmios de Melhor Direção e Melhor Atriz no Festival do Rio, e Melhor Filme no Festival Int. de Cine de Cali e no Panorama Int. Coisa de Cinema.

“Medusa” (2021) é seu segundo longa-metragem e estreou na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Depois, participou de festivais tais como TIFF, Sitges Film Festival (Melhor Direção), Tromsø Int. Film Festival (Melhor Filme), IndieLisboa (Prêmio Especial do Júri), Festival do Rio (Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante), Raindance Film Festival (Melhor Filme Internacional), Palm Springs Int. Film Festival (Menção Honrosa), Viennale, Jeonju Int. Film Festival e IFFR. “Medusa” já teve lançamento comercial em países como Estados Unidos, França e Alemanha, e terá sua estreia nos cinemas brasileiros em março de 2023.

Atualmente, Anita desenvolve uma série e seu terceiro longa-metragem.

Sobre a Bananeira Filmes

Convidada em junho de 2018 para integrar como membro a Academy of Motion Picture Arts and Sciences – AMPAS (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood), Vania Catani fundou a Bananeira Filmes no ano 2000, e se tornou uma das mais prestigiadas produtoras do Cinema Brasileiro. Somadas, suas produções receberam mais de 270 prêmios e foram exibidas em mais de 500 festivais como Cannes, Veneza, Rotterdam, Berlinale em mais de 60 países. Ao longo de 22 anos produziu e coproduziu vários curtas e mais de 30 longa-metragens, dentre os quais estão os premiados “Narradores de Javé” (2003), da diretora Eliane Caffé; “A Festa da Menina Morta” (2008), estreando Matheus Nachtergaele como diretor, com première mundial no Festival de Cannes; “Feliz Natal” (2008) experiência bem sucedida com Selton Mello que se repetiu em “O Palhaço” (2011), visto por cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil somente em salas de cinema e escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012. Em 2017 Vania Catani e Selton Mello retomaram a parceria com “O Filme da Minha Vida”. Os longas “Mate-me Por Favor” (2015), de Anita Rocha da Silveira, e “Zama” (2017), da premiada diretora Lucrecia Martel, tiveram estreia no Festival de Veneza. Zama foi o escolhido para representar a Argentina na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2018 e em 2019 foi considerado o 9º melhor filme do século pelo prestigiado jornal britânico The Guardian e o melhor filme latino-americano da década pela Remezcla. Também são destaques suas coproduções “La Playa” (Colômbia), “El Ardor” (Argentina) e “Jauja” (Argentina) que tiveram estreia internacional no Festival de Cannes, sendo “La Playa” o escolhido pela Colombia para representar o país na disputa por uma vaga no Oscar de 2013.

Em 2021, estreou “Medusa”, segundo filme com a diretora Anita Rocha da Silveira, no Festival de Cannes, vencedor do Melhor Filme no Festival do Rio do mesmo ano. Em 2022, estreou “Fogaréu” no Festival de Berlim, primeiro longa-metragem de Flávia Neves, ficando em 3º Lugar no Prêmio do Público como Melhor Filme. Também em 2022, estreou, junto a Paramount+, uma série documental sobre o ídolo rubro negro, “Adriano Imperador”, e “Serial Kelly”, longa-metragem de René Guerra protagonizado por Gaby Amarantos. Estreará no Brasil “O Baile dos 41”, longa de David Pablos, coprodução internacional junto a Canana Films (México) e Manny Films (França). Em produção, está o “Incondicional – O Mito da Maternidade”, documentário de Patrícia Froes. Já em finalização, há “Toda Essa Água”, documentário sobre o primeiro disco solo do cantor mineiro Lô Borges, dirigido por Rodrigo de Oliveira. Se prepara para gravar “Super Poderes”, longa-metragem de Anne Pinheiro Guimarães, e desenvolve “Casa Assassinada”, de José Luiz Villamarim.

Sobre a MyMama Entertainment

Duas vezes vencedora do Emmy Internacional (“Hack the City” e “Nosso Sangue, Nosso Corpo”), a MyMama Entertainment é uma produtora reconhecida internacionalmente. Os filmes da MyMama foram premiados em grandes festivais de cinema como Cannes, TIFF, Sundance, SXSW, Berlinale, Veneza e no Festival do Rio. Em 2022 lançou os longas-metragens “Fogaréu” (Prêmio da Audiência – Panorama no Festival de Berlim), “Odilon, Réu de Si Mesmo” (HBOMax) e a série “The Beat Diaspora” (YouTube Originals).

Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, desde 2010, já distribuiu mais de 200 filmes e alcançou milhares de espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional; e “Druk – Mais Uma Rodada”, de Thomas Vinterberg, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.

Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as iniciativas, o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas metragens na Europa; o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021; a Vitrine Produções, para o desenvolvimento e produção de títulos brasileiros; e, em 2022, a criação do selo Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo.

Na produção, o primeiro lançamento, “Amigo Secreto” (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, que teve mais de 15 mil espectadores no Brasil; o romance adolescente “Jogada Ensaiada”, de Mayara Aguiar, em desenvolvimento; “O Nosso Pai”, curta de Anna Muylaert exibido no Festival de Brasília; e “Caigan Las Rosas Blancas” (White Roses, Fall!), de Albertina Carri, a continuação de “Las Hijas del Fuego”, distribuído pela Vitrine Filmes em 2019.

Em 2023, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para os próximos meses a animação “Perlimps”, de Alê Abreu; “Bem-vinda, Violeta!”, de Fernando Fraiha; e o vencedor do Festival de Gramado, “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho.

Já a Sessão Vitrine, projeto inovador de formação de público e distribuição coletiva de produções e coproduções brasileiras em salas de cinema comerciais, terá, em 2023, o patrocínio do PROAC. O filme “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio e no Festival de Brasília, abrirá esta edição, que terá também “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e premiado no Festival do Rio; “Sol Alegria”, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira; e “Rio Doce”, de Fellipe Fernandes.

O Grande Mauricinho estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta

O Grande Mauricinho estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta

Baseado em livro de Terry Pratchett, a versão nacional da animação conta com Marcelo Adnet e Sophia Valverde como dubladores
A obra de um dos escritores ingleses mais queridos de fantasia, Terry Prachett, acaba de ganhar uma nova adaptação. O Grande Mauricinho tem como protagonista um gato falante que viaja de cidade em cidade oferecendo seus serviços como exterminador de ratos. Com direção de Toby Genkel, o longa chega aos cinemas nacionais nesta quinta-feira, dia 02 de fevereiro, trazendo as vozes de Marcelo Adnet como o gato Mauricinho e Sophia Valverde, interpretando a menina Marina.Com roteiro assinado por Terry Rossio, roteirista de sucessos como Aladdin e Shrek, o filme conta a história do gato viajante e falador, que com ajuda seu parceiro Kinho, um menino que toca flauta muito bem, leva os ratos a marchar para longe da cidade, para o alívio dos habitantes. Mauricinho pega o dinheiro da recompensa e vai até uma distância segura para contar e dividir os ganhos com Kinho… e com os ratos!Assista ao Spot
Esses não são ratos comuns – eles falam, usam roupas e sonham com uma ilha paradisíaca onde ratos e humanos vivem juntos em paz. Tudo vai bem com o “golpe dos ratos”, até que eles chegam à cidade de Bad Blintz, onde conhecem uma garota obcecada por livros, Marina, que os leva em uma aventura para resolver um grande mistério da cidade.Genkel contou em entrevista ao Animation Scoop que, quando foi convidado para dirigir o longa, não pensou duas vezes. “É pura genialidade e uma história incrível, e tudo o que você quer fazer é colocá-la na tela. Logo a seguir, tive oportunidade de ler o roteiro do Terry Rossio. Não é fácil transformar Pratchett em filme, e Rossio fez um ótimo trabalho. Temos que admitir que o nome Pratchett tem um certo peso, mas também é uma grande emoção e honra adaptá-lo”.O cineasta também destaca as personagens, que são tipos aos quais não estamos acostumados. “Eu realmente tentei mantê-los o mais originais possível. Por que mudá-los se eles são perfeitos? Quando eu comecei a ler o romance e o que tem que ter no filme, eu comecei a marcar linhas nas páginas… e você acaba marcando páginas e páginas e páginas porque é muito bom! Estávamos realmente apoiados na obra de um gigante, Terry Pratchett. Mantivemos o espírito dele e de alguma forma tentamos colocá-lo na tela. Maurice é bastante sarcástico e mesquinho.”Assista ao Trailer

O Grande Mauricinho combina imagens geradas por computador e outras em técnicas mais clássicas, desenhadas a mão. Genkel explica que não havia outra forma de fazer o filme, se não fosse dessa mistura. “O estilo foi definido pela história. E foi ótimo abrir o filme em um estilo completamente diferente. Nos primeiros minutos, recebemos três tapas diferentes na cara. Começa com desenho convencional e super romântico, uma doçura tipo a da Disney. E então, de repente, faz Boom! e estamos em um mundo com dimensões e profundidade nesta sala estranha com uma garota que fala muito.”

O filme fez sua estreia mundial em janeiro, no prestigioso Festival de Sundance. Já no Brasil, O Grande Mauricinho será lançado em fevereiro, pela Imagem Filmes.

Sinopse:
Mauricinho (Marcelo Adnet) é um gato muito esperto que inventa um golpe para ganhar dinheiro fácil. Ele faz amizade com um grupo de ratos falantes e passa a viajar de cidade em cidade oferecendo-se para resolver misteriosos problemas de infestação… de ratos! Tudo vai bem com o golpe, até que Mauricinho e os roedores chegam à cidade de Bad Blintz e conhecem Marina (Sophia Valverde), uma menina muito inteligente que pode fazer o plano ir por água abaixo.

Star+ | Estreias de janeiro

Star+ | Estreias de janeiro

ESTREIAS DE JANEIRO NO STAR+ INCLUEM FILMES EXCLUSIVOS, SÉRIES ACLAMADAS E ANIMAÇÕES DE COMÉDIA

Mais de 40 títulos chegam à plataforma neste mês

2023 mal começou e o Star+ já inicia o ano cheio de novidades! Entre os lançamentos de destaque estão as novas séries exclusivas “Kaçis: Fuga Terrorista” e “Bem-vindos ao Wrexham”; longas-metragens como o recém-lançado nos cinemas “O Menu” “Darby- A Jovem Sensitiva”, além das animações “Koala Man” e “A Ilha das Sombras”. Confira, abaixo, a lista completa.

FILMES

O Menu

Estreia em 18 de janeiro, exclusivamente no Star+

Grupo de pessoas posando para foto em frente a mesa

Descrição gerada automaticamente

Um casal, Margot (Anya Taylor-Joy) e Tyler (Nicholas Hoult), viaja para uma ilha na costa do Noroeste do Pacífico para jantar em um sofisticado restaurante, Hawthorne, onde o recluso e renomado chef Julian Slowik (Ralph Fiennes) prepara um menu luxuoso para um pequeno grupo de clientes especiais. Com o passar da noite, a tensão aumenta em todas as mesas enquanto segredos são revelados e pratos inesperados são servidos.

“O Menu” é uma comédia de terror produzida pela Hyperobject Industries/Gary Sanchez e dirigida por Mark Mylod. Com as performances de Ralph Fiennes, Anya Taylor-Joy, Nicholas Hoult, Hong Chau, Janet McTeer, Reed Birney, Judith Light, Paul Adelstein, Aimee Carrero, Arturo Castro, Rob Yang, Mark St. Cyr e John Leguizamo, o roteiro é de Seth Reiss e Will Tracy. Os produtores do filme são Adam McKay, Betsy Koch e Will Ferrell, o diretor de fotografia é Peter Deming, ASC, com design de produção de Ethan Tobman e edição de Christopher Tellefsen, ACE. Colin Stetson é o compositor da trilha sonora e o figurino é de Amy Westcott.

Darby – A Jovem Sensitiva

Estreia em 27 de janeiro, exclusivamente no Star+

Grupo de pessoas posando para foto

Descrição gerada automaticamente

Depois de passar por uma experiência de quase morte quando pequena, Darby Harper (Riele Downs) ganha a habilidade de ver os mortos. Com isso, ela acaba se tornando introvertida e se afastando de seus colegas, preferindo passar o tempo aconselhando espíritos solitários que têm assuntos pendentes na terra. Mas tudo muda quando Capri (Auli’i Cravalho), a “abelha rainha” do grupo mais popular do colégio, morre inesperadamente em um estranho acidente com a chapinha, resultando no cancelamento de sua festa de 17 anos. Porém, do outro lado, Capri implora a Darby para intervir e convencer seus amigos a seguirem em frente com a festa conforme planejado. Para apaziguar a ira da diva dos mortos, Darby deverá sair do autoexílio e se reinventar, permitindo que ela encontre uma nova alegria na terra dos vivos.

“Darby – A Jovem Sensitiva” é estrelado por Riele Downs (“HenryDanger”), Auli’i Cravalho (“MOANA”), Chosen Jacobs (“IT – A Coisa”), Asher Angel (“Shazam!”), Wayne Knight (“Seinfeld”), com Derek Luke (“13 Reasons Why”) e Tony Danza (“Who’s the Boss?”), e é dirigido por Silas Howard (“Dickinson”). O roteiro é de Becca Greene (“Good Vibes”), baseado em uma história de Wenonah Wilms (“Fem 101”), e os produtores são Adam Saunders (“Quando Nos Conhecemos”) e Eddie Rubin (“Blue Bayou”), com Michele Weisler (“A Barraca do Beijo”) e Mac Hendrickson como produtores executivos. 

##

ANIMAÇÕES DE COMÉDIA

Koala Man

Estreia da primeira temporada (completa) em 9 de janeiro, exclusivamente no Star+

Interface gráfica do usuário

Descrição gerada automaticamente com confiança média

“Koala Man”acompanha Kevin, um pai de meia-idade, e sua identidade não tão secreta, cujo único superpoder é uma paixão ardente por seguir as regras e acabar com os pequenos crimes na cidade de Capto. Embora possa parecer como qualquer outro subúrbio australiano, as forças do mal, tanto cósmicas quanto as criadas pelo homem, estão à espera para atacar os daptonianos desavisados. Em uma missão para limpar sua cidade natal, e muitas vezes envolvendo sua família frustrada em suas aventuras, o Koala Man está pronto. Ele fará o que for preciso para derrotar os gênios do mal, os terrores sobrenaturais ou, pior ainda, os idiotas que não colocam o lixo para fora nos dias certos.

A sérieé do criador e animador australiano Michael Cusack (“YOLO: Crystal Fantasy”, “Smiling Friends”), que também dá voz ao herói protagonista, e o cocriador de “Solar Opposites”e “Rick and Morty”,Justin Roiland, é o produtor executivo ao lado de Dan Hernandez e Benji Samit, roteiristas de “Pokemon: Detetive Pikachu”, também responsáveis pelo roteiro da animação. Michael Cowap também atua como produtor executivo. “Koala Man”é uma produção da 20th Television Animation.

A Ilha das Sombras

Estreia da primeira temporada (completa) em 11 de janeiro, exclusivamente no Star+

Imagem digital fictícia de personagem de desenho animado

Descrição gerada automaticamente com confiança média

“A Ilha das Sombras” é uma história de ficção científica repleta de suspense ambientada em uma pequena ilha à qual Shinpei Ajiro retorna após a morte de seu amigo de infância, Ushio Kofune. Seu amigo Sou Hishigata suspeita que algo está por trás da morte de Ushio e que mais mortes podem acontecer pelos eventos que começam a ocorrer a sua volta.

##

SÉRIES

Kaçis: Fuga Terrorista

Estreia da primeira temporada (completa) em 4 de janeiro, exclusivamente no Star+

Composta de oito episódios de 60 minutos, “Kaçis: Fuga Terrorista” segue a história de Mehmet, um fotógrafo de guerra que nunca atingiu o sucesso que desejava, seu amigo Ilker, um repórter, e Zeynep, uma ativista, que se juntam a um grupo da Alemanha e cruzam ilegalmente a fronteira turca para investigar uma aldeia Ezidi. A aldeia é invadida por uma organização terrorista radical e eles são capturados. Alguns membros da equipe são assassinados, enquanto Zeynep e os outros são feitos reféns. Zeynep, por ser mulher, e Ilker, por não ser um homem como eles, são submetidos a todo tipo de crueldade. Enquanto isso, Mehmet consegue evitar o sequestro e tenta sobreviver sozinho. Mehmet tem apenas uma opção para salvar a si e a seus amigos: se infiltrar na organização e se passar por um deles.

Bem-Vindos ao Wrexham

Estreia da primeira temporada (completa) em 18 de janeiro, exclusivamente no Star+

Foto editada de grupo de pessoas posando para foto

Descrição gerada automaticamente

Rob McElhenney (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”) enfrentam os desafios de administrar o terceiro clube de futebol mais antigo do mundo. “Bem-vindos ao Wrexham”é uma série documental que revela os sonhos e problemas de Wrexham, uma cidade operária no norte do País de Gales (Grã-Bretanha), quando duas estrelas de Hollywood tomam posse do histórico clube de futebol da cidade.

Em 2020, Rob e Ryan se uniram para comprar o time da quinta divisão dos Dragões Vermelhos com a esperança de levar o clube adiante e mostrar ao mundo uma história de superação de todas as expectativas. O problema? Rob e Ryan não têm experiência em futebol ou trabalhando juntos. De Hollywood ao País de Gales, do campo ao vestiário, do escritório ao pub, “Bem-vindos ao Wrexham” mostra o curso intensivo de administração de clubes de futebol que Rob e Ryan devem fazer e os destinos inseparáveis e entrelaçados de um time e uma cidade que contam com dois atores para trazer esperança e mudança para uma comunidade que precisa delas.

##

OUTRAS ESTREIAS

Séries com estreias de novos episódios semanalmente

– Bem-vindos ao Clube da Sedução (Temporada 1)

– Ahneun Hyungnim (Temporada 1)

– Black Rock Shooter Dawn Fall (Temporada 1)

– Big Bet (Temporada 1)

– Gannibal (Temporada 1)

4 de janeiro

Séries

– Bleach (Temporadas 1 a 16)

– Les Amateurs (Temporada 2)

– Real Housewives of New Jersey (Temporada 16 )

– Small and Mighty (Temporada 1)

6 de janeiro

Especiais

– Pride: To Be Seen – A Soul of a Nation Presentation

– Soul of a Nation: Mi Gente: Groundbreakers and Changemakers

Filmes

– Bisping: The Michael Bisping Story

– Brian Wilson: Long Promised Road

– Miracles from Heaven

– Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros

– Jurassic Park III

– Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

– O Mundo Perdido – Jurassic Park

11 de janeiro

Séries

– The Files of Young Kindaichi

12 de janeiro

Séries

– How I Caught My Killer (Temporada 1)

13 de janeiro

Filmes

– Colombiana

– Godzilla (1998)

– Kajillionaire

– The Closet

18 de janeiro

Séries

– Bride & Prejudice (Temporada 1)

– Shades of Blue (Temporada 1 a 3)

– The Come Up (AKA Day To Night) (Temporada 1)

20 de janeiro

Filmes

– Echo Boomers

– Salt

– Tales From The Hood 3

– The Patriot

– Welcome to Sudden Death

25 de janeiro

Séries

– Extraordinary (Temporada 1)

– Hirowareta Otoko (AKA Lost Man Found) (Temporada 1)

27 de janeiro

Filmes

– About Last Night (2014)

– Darby and the Dead

– The Full Monty

The Requin

The Silencing

Tremors: Shrieker Island

Underworld Evolution

Wander Darkly

Sobre Star +

Star+ é um serviço de streaming de entretenimento geral e esportes lançado em 31 de agosto de 2021 na América Latina, sendo complementar, mas independente, do serviço Disney+ nesta região. O serviço oferece estreia exclusiva de filmes de entretenimento em geral e séries de televisão dos estúdios de conteúdo da The Walt Disney Company, incluindo Disney Television Studios, FX, 20th Century Studios, Star Original Productions, National Geographic Original Productions e muito mais, bem como a transmissão de esporte ao vivo da ESPN, a marca mais respeitada e reconhecida para os fãs de esportes da região. De dramas a comédias (incluindo todas as temporadas de Os Simpsons) a thrillers adultos, Star+ também apresenta programação original exclusiva da marca de entretenimento geral Star, juntamente com uma coleção de produções regionais originais da América Latina. Visite www.starplus.com para obter mais informações sobre o serviço e sobre o Combo+, a oferta comercial permanente que disponibiliza a contratação de Star+ e Disney+, plataformas independentes, a um preço único e atrativo que dá acesso que à mais ampla oferta de streaming com entretenimento para todas as idades.

Isabelle Huppert interpreta uma prefeita em crise no drama BELAS PROMESSAS

Isabelle Huppert interpreta uma prefeita em crise no drama BELAS PROMESSAS

Dirigido por Thomas Kruithof, longa exibido no Festival de Veneza, estreia nos cinemas em 12 de janeiro

As maquinações políticas estão sempre em pauta, e são o tema de BELAS PROMESSAS, dirigido por Thomas Kruithof, e que traz Isabelle Huppert e Reda Kateb. Exibido na mostra Horizonte do Festival de Veneza, o longa estreia no Brasil no dia 12 de janeiro, com distribuição da Pandora Filmes.

Huppert interpreta Clémence Collombet, ex-médica e prefeita de uma cidade empobrecida nos arredores de Paris. Sua carreira está perto do final, logo serão as eleições, e ela espera abandonar a política. Ela é honesta e competente, mas sem grandes ambições. Porém, um convite para integrar um ministério pode mudar seus planos e sua visão de mundo. Já Yazid Jabbi (Reda Kateb) é seu chefe de gabinete, e  começa a bater de frente com ela.

Diretor do filme “Mecânica das Sombras”, Kruithof explica que a política é onde tudo acontece, e, por isso, esse tema o atrai. “Depois das eleições presidenciais de 2017, me interessei pela coragem política, e me pareceu que era ao nível local que ainda podíamos acreditar nela, mesmo que a trama do filme atravesse todos os estratos do espectro político

Ele explica que o foco de seu filme não são, na verdade, as ideologias, mas o cotidiano das figuras políticas e suas ações concretas. “Em vez de contar histórias passadas das personagens, queria que estivéssemos logo com elas, queria as apresentar conforme a narrativa avança. Quando o público descobre o problema que têm de resolver, percebemos por pequenas pistas quem são, de onde vêm, um pouco como na vida quando conhecemos alguém.”

Kruithof assina o roteiro com Jean-Baptiste Delafon (“16 anos… Ou quase”), e aponta que a maioria dos filmes e séries sobre política está mais interessada na disputa de poder, na ascensão, mas em BELAS PROMESSAS, eles buscavam investigar a ação política concreta. “O que é muito difícil em filmes sobre política é a representação das pessoas. Ali queria que víssemos os moradores da cidade empenhados, ativos na defesa dos seus interesses. As cidades suburbanas são as mais jovens da França e a maioria dos filmes rodados ali são sobre essa juventude. Sabíamos que falaríamos menos sobre os jovens, e mais sobre seus pais ou avós.”

Ele afirma também que a escolha de Huppert e Kateb para os papeis centrais foi algo natural, pois há nos estilos de atuações deles algo que parece corresponder aos personagens. “Porque são personagens que nunca falam sobre suas vidas, que guardam suas emoções para si. E a admiração que Yazid pode ter por Clémence é a de qualquer ator por Isabelle Huppert, mesmo um ator do nível de Reda Kateb.”

Os dois gostaram do roteiro, se conheceram, e imediatamente senti uma química entre eles, gostei da música de suas duas vozes. Há muito tempo que os imaginava fisicamente: um filme com Reda muito elegante, com um rosto ligeiramente liso e plácido, e depois Isabelle, a tensão, a autoridade que emana dela, na sua silhueta e no seu caminhar”, conclui.

Gary M. Kramer, na revista Salon.com, define BELAS PROMESSAS como “um retrato fascinante da ambição e lealdade.” Lovia Gyarkye, na Hollywood Reporter, escreve que “esse drama conciso e emocionante consegue dissecar uma série de questões filosóficas sobre integridade e cargos públicos sem perder de vista as histórias constituintes mais silenciosas e específicas que tornam urgente respondê-las.”

BELAS PROMESSAS será lançado no Brasil pela Pandora.

Sinopse

Clémence é a prefeita de uma pequena cidade que trava com Yazid, seu chefe de gabinete, uma dura batalha para salvar o distrito de Bernardins, cidade marcada pela insalubridade e pelos locatários abusivos. Esta será sua última luta antes de passar o cargo na próxima eleição. Mas quando ela é cotada a se tornar ministra, sua ambição põe em risco todos os seus planos. Clémence pode abandonar sua cidade, as pessoas próximas a ela, e renunciar às suas promessas?

Ficha Técnica

Direção: Thomas Kruithof

Roteiro: Thomas Kruithof e Jean-Baptiste Delafon

Produção:  Thibault Gast, Matthias Weber.

Elenco: Isabelle Huppert, Reda Kateb, Naidra Ayadi, Jean-Paul Bordes, Hervé Pierre, Lauren Poitrenaux, Walid Afkir, Soufiane Guerrab, Vincent Garranger, Stefan Crepon

Direção de Fotografia: Alex Lamarque

Trilha Sonora: Grégoire Auger

Montagem:  Jean-Baptiste Beaudoin

Gênero: drama

País: França

Ano: 2021

Duração: 98 min.

SOBRE A PANDORA FILMES

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Com distribuição da Califórnia Filmes, A BALEIA chega aos cinemas em 23 de fevereiro

Com distribuição da Califórnia Filmes, A BALEIA chega aos cinemas em 23 de fevereiro

Novo filme de Darren Aronofsky rendeu a Brendan Fraser sua primeira indicação ao Globo de Ouro
Filme

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor ator em filmes dramáticos, por A BALEIA, Brendan Fraser interpreta Charlie, um professor de 270 Kg, que não consegue sair do sofá, e repleto de problemas emocionais. No Festival de Veneza, em setembro passado, ele também recebeu quase 10 minutos de aplausos na sessão de gala do longa, e o ator é um dos mais cotados para o Oscar. Dirigido por Darren Aronofsky (mãe!, Réquiem para um sonho), o filme chega aos cinemas nacionais em 23 de fevereiro com distribuição da Califórnia Filmes.

Fraser se transformou fisicamente para viver o personagem: um homem com obesidade severa que não consegue sair do sofá. Professor de literatura, ele precisa se confrontar com seu passado, que envolve uma filha adolescente (Sadie Sink) e sua ex-mulher (Samantha Morton). O roteiro é escrito por Samuel D. Hunter, baseado em sua peça homônima.

O que eu gosto sobre A BALEIA é como nos convida a ver a humanidade dos personagens, que não são totalmente bons ou maus, eles têm nuances como qualquer pessoa, e vivem vidas muito ricas”, conta Aronofsky, que se interessou em adaptar a peça desde que a viu, mais de dez anos atrás.  

Fraser, por sua vez, conta que teve uma entrega total ao personagem, como nunca fizera antes, para mostrar toda a força e vulnerabilidade de Charlie. “Ele tem uma melancolia que o paralisa que vem do fato de nunca poder ter sido a pessoa que queria ser. Ele carrega muitos sentimentos de culpa”, explica o ator.

Fraser também defende o personagem, que, para ele, não é mesquinho ou calculista, mas vítima de suas próprias escolhas. “Charlie feriu as pessoas por não ser direto, não ser autêntico, e agora vive uma batalha consigo mesmo. Ele deixou de lado de acertar as contas com as pessoas que amava, e agora pode ser tarde demais para fazer isso. Quando diz aos seus alunos que precisam encontrar uma maneira de dizer a verdade, no fundo, ele está falando isso para si mesmo.”

Aronofsky confessa que sempre esteve próximo de Fraser durante todo o processo, a fim do proteger, pois sabia que, ao entrar no personagem, o ator também ficaria muito fragilizado emocionalmente. “Há uma espécie de casamento entre o poder das palavras do roteiro e a coragem da interpretação de Brendan. Conversamos muito sobre como queríamos aproximar, mas também afastar o público do personagem.”

Preconceito contra obesidade é uma das últimas fronteiras das maneiras de uma pessoa menosprezar a outra. Muitas vezes, as pessoas do tamanho de Charlie são invisíveis, vistas apenas por suas famílias e cuidadores. É uma forma de silenciamento. Conversando com essas pessoas, percebi que, como qualquer um, elas querem ter suas histórias contadas, e serem tratadas de maneira justa e honesta. Isso tudo foi um impulso para me levar à autenticidade do personagem”, conclui Fraser.

A equipe artística de A BALEIA inclui também o diretor de fotografia Matthew Libatique (Cisne Negro, Homem de Ferro 2); o compositor Rob Simonsen (Foxcatcher: Uma história que chocou o mundo); o montador Andrew Weisblum (A Crônica francesa); a diretora de arte Jurasama Arunchai (Amor Sublime Amor); e o figurinista Danny Glicker (Milk: A voz da igualdade).

A BALEIA será lançado no Brasil pela Califórnia Filmes.

Sinopse

Charlie é um professor de inglês com obesidade severa, que tenta se reconectar com sua filha adolescente como uma última tentativa de redenção. Baseado na peça homônima de Samuel D. Hunter.

Ficha Técnica

Direção: Darren Aronofsky

Roteiro: Samuel D. Hunter, baseado em sua peça

Produção:  Jeremy Dawson, Ari Handel, Darren Aronofsky

Elenco: Brendan Fraser, Sadie Sink, Hong Chau, Ty Simpkins, Samantha Morton

Direção de Fotografia: Matthew Libatique

Música: Rob Simonsen

Montagem: Andrew Weisblum

Gênero: drama

País: EUA

Ano: 2022

Duração: 117 min.