Adaptação de Clarice Lispector, O LIVRO DOS PRAZERES, estreia em setembro

Adaptação de Clarice Lispector, O LIVRO DOS PRAZERES, estreia em setembro

Coprodução entre Brasil e Argentina, filme de Marcela Lordy traz Simone Spoladore e Javier Drolas nos papeis principais
Teaserhttps://youtu.be/QzayiojqrPE

Quando resolveu adaptar o romance “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, de Clarice Lispector, a roteirista e diretora Marcela Lordy estava diante de grandes desafios de transformar/transpor? a prosa da escritora para a tela, mas também da alegria de levar para o cinema um dos maiores nomes da literatura nacional. “O livro mostra que ainda é preciso criar espaços de poder para as mulheres e que este espaço começa dentro da gente; e, para o mundo de hoje, ele nos convida a puxar o freio de mão na forma como descartamos nossas relações afetivas.” Com distribuição da Vitrine Filmes, uma produção da bigBonsai e da Cinematográfica Marcela, O LIVRO DOS PRAZERES chega aos cinemas em 22 de setembro.

Simone Spoladore interpreta a protagonista, Lóri, uma professora carioca com dificuldade de estabelecer elos afetivos mais profundos, até conhecer Ulisses (Javier Drolas), um professor de filosofia argentino, com quem viverá um relacionamento intenso.

Mesmo tendo sido publicado há mais de 50 anos, Lordy reconhece a atualidade do romance, que é um dos mais adorados da bibliografia da escritora que transformou a literatura nacional. “A Clarice coloca a mulher no centro da narrativa, algo raro no país tanto na literatura quanto no cinema da época. O lugar secundário destinado às mulheres já não nos serve mais, estamos ganhando força atualmente graças a autoras que tiveram a Clarice abrindo portas. Ela é uma referência fundamental na nossa formação.”

Algumas adaptações foram necessárias, no sentido de trazer a trama para o presente, mas a ideia foi manter o espírito da obra original intacto em O LIVRO DOS PRAZERES. “As questões abordadas por ela sobre a posição feminina dentro e fora da gente seguem mais fortes do que nunca. Portanto não tivemos muito trabalho nesta atualização em relação ao conteúdo. Amenizamos o lado careta do Ulisses e a submissão excessiva da Lóri, que não cabiam mais nos dias de hoje. Deixamos os dois personagens mais livres em relação ao corpo e à própria sexualidade.”

Nesse sentido, Lordy, que também assina o roteiro com Josefina Trotta, explica que, para adaptar uma narrativa introspectiva foi preciso criar novas ações, inventar novas histórias. “Nos inspiramos na obra dela como um todo e na nossa própria história. Fugimos da voz em off, que seria o caminho mais óbvio e fácil, para irmos em direção à ação e aos sentidos, à construção minuciosa de uma dramaturgia cinematográfica. O texto foi outro ponto crucial. Atualizamos tudo, do vocabulário ao conteúdo, sem nos afastarmos da essência do original.”

O filme fez sua estreia na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em 2020, quando o evento aconteceu exclusivamente online, e ficou no top 3 dos mais vistos e bem votados da edição. Depois disso, o longa viajou o mundo em festivais presenciais e virtuais, recebendo diversos prêmios como no 22˚ BAFICI (Competição Americana – Prêmio de Melhor Atriz para Simone Spoladore e Menção Honrosa para o longa); 26 ̊ Festival de Cinema de Vitória (Prêmio de Melhor Roteiro, Melhor Interpretação para Simone Spoladore e Menção Honrosa para Fotografia de Mauro Pinheiro Júnior, ABC); e Festival do Rio 2021.

“Estou muito feliz em exibir o filme na tela grande por aqui. A primeira vez em que exibimos ele foi de forma online na Mostra de SP, e, apesar de ser um dos filmes mais vistos do festival, esgotando em poucos dias, senti falta da troca com público. O mundo virtual não me satisfaz. Este é um filme para ser visto no cinema, um filme sensorial, no qual a narrativa vai penetrando lentamente nos poros do espectador. Ele só se completa na sala escura, com o som vindo de todos os lados e a sensação de intimidade e solidão que o cinema proporciona para o espectador.”

Sinopse

Professora do ensino fundamental, livre e melancólica, Lóri vive só. Uma rotina monótona entre as tarefas da escola e relacionamentos furtivos afastando qualquer possibilidade de conexão. Num acaso, ela conhece Ulisses, um professor de filosofia egocêntrico e provocador, que desperta uma profunda mudança em Lóri. É com ele que Lóri aprende a amar enfrentando sua própria solidão.

Ficha Técnica

Direção: Marcela Lordy

Elenco: Simone Spoladore (Lóri), Javier Drolas (Ulisses), Felipe Rocha (Davi), Gabriel Stauffer (Carlos), Martha Nowill (Luciana) e Teo Almeida (Otto)

Participação Especial: Leandra Leal, Julia Leal Youssef e Ana Carbatti

Produção: Deborah Osborn, Marcela Lordy, Felipe Briso e Gilberto Topczewski

Coprodução: Hernán Musaluppi, Natacha Cervi e Marcello Ludwig Maia

Produtoras Associadas: Camila Nunes, Simone Spoladore

Roteiro: Josefina Trotta e Marcela Lordy

Direção de Fotografia: Mauro Pinheiro Jr, ABC

Montagem: Rosário Suárez, SAE

Desenho de Som e Música Original: Edson Secco

Direção de Som: Federico Billordo

Direção de Arte: Iolanda Teixeira

Produção Executiva: Marcello Ludwig Maia, Deborah Osborn, Camila Nunes e Rocío Scenna

Direção de Produção: Manuela Duque

Assistência de Direção: Renata Braz

Produção de Elenco: Marcela Altberg e Gustavo Chantada

Preparação elenco: Tomás Rezende

Empresas Produtoras: bigBonsai e Cinematográfica Marcela

Empresas Coprodutoras: Rizoma, República Pureza e Canal Brasil

Distribuidora: Vitrine Filmes

Sobre a Diretora

Marcela lordy é diretora, roteirista, produtora. Amante da literatura, já teve um sanduíche em sua homenagem na Mercearia São Pedro. Graduada em cinema na FAAP, estudou direção de atores na EICTV, em cuba, e trabalhou com importantes autores do cinema brasileiro. Sua produção transita entre o cinema, a televisão, o teatro e as artes visuais como revelam seus filmes ‘Sonhos de Lulu’ (2009), ‘A Musa Impassível’ (2010), ‘Aluga-se’ (2012), ‘Ouvir o Rio: uma escultura sonora de Cildo Meireles’ (2012) e ‘O Amor e a Peste’ (2022), premiados em diversos festivais mundo afora. Seu curta ‘Ser O Que Se É’ (2018) virou um fenômeno digital com 5 milhões de views em 1 mês. Para a televisão dirigiu episódios da série infanto-juvenil ‘Julie e os Fantasmas’, vencedora do APCA 2011 e indicada ao International Emmy Awards 2012, ‘Passionais’ (2014) veiculada na Globosat e ‘Turma da Mônica’ (2022) da Globo filmes. Em 2012, fundou a Cinematográfica Marcela, uma produtora independente, de caráter cultural, com a finalidade de coproduzir os filmes de sua autoria. Professora, júri e parte da comissão de seleção de festivais e editais, este ano lança ‘O Livro dos Prazeres’, seu 1º longa-metragem de ficção. Segundo a revista americana Variety, o filme faz parte da safra de primeiros filmes de uma nova geração de jovens cineastas brasileiras que é um dos fenômenos mais interessantes vistos atualmente no cinema da América Latina.

Filmografia

:: O Amor e a Peste, 2021, Brasil, 60’, ficção, Hd

:: O Livro Dos Prazeres, 2020, Brasil, 1h40, Ficção, Dcp

:: Ser O Que Se É, 2018, Brasil, 7′, Ficção, Hd

:: Aluga-se, 2012, Brasil, 15’, Ficção, Dcp

:: Ouvir O Rio, 2011, Brasil, 79’, Documentário, Dcp

:: A Musa Impassível, 2010, Brasil, 52′, Ficção, Hd

:: Sonhos De Lulu, 2009, Brasil, 15’, Ficção, Hd

 www.marcelalordy.com

Sobre a Produção

“O LIVRO DOS PRAZERES” é uma coprodução internacional entre o Brasil e a Argentina. O filme é o primeiro longa-metragem de ficção da bigBonsai, que já possui vasta experiência na produção de documentários, conteúdo para marcas e programas de TV, e da Cinematográfica Marcela, produtora criada pela diretora para coproduzir os filmes de sua autoria. A Rizoma Films é uma das mais importantes produtoras argentinas da atualidade, sendo responsável por filmes de forte repercussão internacional como “Medianeras” (Gustavo Taretto) e “Whisky” (Pablo Stoll e Juan Pablo Rebella). Já a coprodutora carioca República Pureza é conhecida como uma das mais importantes produtoras de cinema autoral do país. O filme também conta com a coprodução do Canal Brasil.

Sobre a Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de quatro milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão ‘O Som ao Redor’, ‘Aquarius’ e ‘Bacurau’ de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, de Daniel Ribeiro, e ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou ‘Divinas Divas’, dirigido por Leandra Leal e ‘O Processo’, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Além do cinema nacional, a Vitrine Filmes vem expandindo o seu catálogo internacional ao longo dos anos, tendo sido responsável pelo lançamento dos sucessos ‘O Farol’, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia; ‘Você Não Estava Aqui’, dirigido por Ken Loach, e ‘DRUK – Mais uma rodada’, de Thomas Vinterberg, premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional 2021.

Em 2022, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, cinco novos longas da Sessão Vitrine: ‘Como Matar a Besta’, de Augustina San Martín; ‘Seguindo Todos os Protocolos’, de Fábio Leal; ‘Tantas Almas’, de Nicolás Rincón Gille; ‘Virar Mar’, de Philipp Hartmann e Danilo de Carvalho; e ‘A Morte Habita à Noite’, de Eduardo Morotó. Além dos filmes do Sessão Vitrine, estão confirmados para 2022  ‘A Viagem de Pedro’, de Laís Bodansky; e ‘O Livro dos Prazeres’, de Marcela Lordy, entre outros títulos.

Com Gabriel Leone, MEU ÁLBUM DE AMORES, de Rafael Gomes estreia dia 18 de agosto

Com Gabriel Leone, MEU ÁLBUM DE AMORES, de Rafael Gomes estreia dia 18 de agosto

Ator canta e dança em novo filme do diretor de “Música para Morrer de Amor”, interpretando o protagonista e seu pai, um cantor de música popular nos anos de 1970

QUANTOS AMORES DA VIDA CABEM EM UMA VIDA? Combinando elementos românticos e muita música, MEU ÁLBUM DE AMORES é o novo filme de Rafael Gomes (“Música para Morrer de Amor” e “45 Dias sem Você”), que chega aos cinemas no dia 18 de agosto. O longa é protagonizado por um dentista cuja vida parece estar toda no lugar, até que, prestes a se casar, a mulher com quem namora há 5 anos resolve se separar dele. Na mesma época, descobre que seu verdadeiro pai é um cantor de sucesso dos anos de 1970, que acabou de morrer, deixando uma herança e um meio-irmão que ele desconhecia – e que é em tudo diferente do protagonista. A produção é assinada pela Biônica Filmes, e a distribuição é da Pandora Filmes.

Gomes, que assina o roteiro com Luna Grimberg e Vinicius Calderoni, define o longa como “uma comédia romântica que busca algumas profundidades, assim como as músicas de amor”, e conta que as origens do projeto estão “na vontade de fazer um romance com canções originais e compostas para a trama”. 

Júlio é interpretado por Gabriel Leone, que também faz Odilon Ricardo, seu pai biológico, cuja existência ele desconhecia, e que morreu há pouco. Ele é procurado por Felipe (Felipe Frazão), um meio-irmão, e fica sabendo que o pai lhes deixou uma casa. A jornada de autodescoberta do protagonista começa aqui, em busca de um novo amor, e de reestruturar sua identidade a partir dessa revelação e da convivência com o novo irmão.

Como Odilon Ricardo, Leone protagoniza diversos números musicais, bem ao estilo da música popular dita ‘brega’, ao qual o longa homenageia, com letras sentimentais e descontraídas, que falam dos amores do personagem. “Ele é um ator muito, muito cheio de recursos. E, além de tudo, um enorme conhecedor de música e de referências e iconografias de todo o tipo. Então colocá-lo em um papel duplo como são estes do filme, e até pelo tom e pela natureza da trama, não é algo que requer investigações exaustivas. Foi uma questão de elencarmos as peças à disposição e irmos fazendo escolhas para montar o quebra-cabeças.” Para a criação do personagem, o ator contou com a colaboração de Fabricio Licursi, que, além de preparar o elenco, também foi responsável pelas coreografias.

As músicas, por sua vez, nasceram de uma parceria inusitada formada por Odair José, que compôs as canções, e Arnaldo Antunes, responsável pelas letras. Gomes já conhecia Arnaldo por conta de um clipe, que assinou em 2009. “Conforme o tempo passou e o projeto avançou, o Marcus Preto e o Pupillo assumiram a direção musical do filme, e veio do Marcus a ideia de envolver o Odair José na criação – já que o Odair é o próprio artista expoente do gênero que queríamos homenagear. Assim, pra nossa sorte, nasceu essa parceria inédita entre Arnaldo e Odair.”

Os números musicais de Odilon Ricardo são, também, um show à parte em MEU ÁLBUM DE AMORES. Leone gravou as músicas previamente, e depois dublava a si mesmo em cena – exceto na música “Escutar a sua voz”, um dueto inédito com Laila Garin, em que ambos cantam em cena, ao vivo. “Visualmente, a ideia era aludir à estética dos clipes dos anos 70 (e as referências são várias, de ‘Wuthering Heights’, da Kate Bush, a ‘Detalhes’ e ‘Eu quero apenas’, do Roberto Carlos), deixando bastante explícita à citação, mas ao mesmo tempo quebrar a ilusão, ou seja, propor um jogo com o fato de que aquilo tudo era um cenário e uma simulação. Nesse sentido, assumindo uma espécie de ‘teatro’ dentro do filme.”

MEU ÁLBUM DE AMORES encerra a Trilogia dos Corações Sentimentais, composta pelos dois longas anteriores do diretor, ‘45 dias sem você’ (2018) e ‘Música para morrer de amor’ (2019). Os três filmes abordam personagens entre os 20 e os 30 anos, em parte ou inteiramente identificados com a comunidade LGBTQIA+, vivendo em ambientação urbana, às voltas com questões amorosas, e com suas educações emocionais influenciadas por manifestações artísticas (notavelmente a música). Além de contarem com diversos atores e atrizes recorrentes entre as três produções.

Eu não desejo fazer um filme que seja óbvio, na medida em que sempre vou aspirar a oferecer ao espectador uma experiência que eu gostaria de ter – ou seja, de uma trama que o comova e surpreenda. Mas, por outro lado, tratar daquilo que tomamos como “óbvio”, ou encarar os clichês como parte da experiência, é algo que me interessa na construção de dramaturgia e nestes três filmes em especial. Como se a questão fosse: o que fazemos daquilo que os clichês fazem da gente? Ou, posto de outra forma: com quantos clichês se faz uma sentimentalidade?

O elenco de MEU ÁLBUM DE AMORES ainda inclui Maria Luisa Mendonça, Olivia Torres, Carla Salle, Clarice Abujamra, Regina Braga, Bella Camero, Lorena Comparato, Mayara Constantino e Ícaro Silva. A equipe artística do longa conta com Jacob Solitrenick, na direção de fotografia; Glauce Queiroz, como diretora de arte; e a produção é de Bianca Villar, Fernando Fraiha e Karen Castanho.

Sinopse

Júlio é um jovem dentista careta e conservador. Após ser abandonado pela namorada de muitos anos, recebe a notícia de que é filho de Odilon Ricardo, um popular e mulherengo cantor dos anos 70. E conhece também um meio-irmão em tudo diferente de si, com quem nunca conviveu. A convivência com estes novos afetos e sentimentos fará Júlio repensar suas aspirações românticas e descobrir quantos amores da vida cabem em uma vida.

Ficha Técnica

Direção: Rafael Gomes

Roteiro: Luna Grimberg, Rafael Gomes e Vinicius Calderoni

Elenco: Gabriel Leone, Felipe Frazão, Carla Salle, Olivia Torres, Maria Luisa Mendonça, Clarice Abujamra, Regina Braga, Laila Garin, Bella Camero, Lorena Comparato, Mayara Constantino, Ícaro Silva.

Músicas Originais: Odair José e Arnaldo Antunes.

Produção:  Bianca Villar, Fernando Fraiha e Karen Castanho

Produção Executiva: Bianca Villar

Direção de Fotografia: Jacob Solitrenick

Direção de arte: Glauce Queiroz

Figurino: Yuri Kobayashi

Maquiagem: Gabriela Guimarães

Sobre Rafael Gomes

Atua há quase duas décadas como roteirista, dramaturgo e diretor de cinema, televisão e teatro. Foi um dos criadores de “Tapa Na Pantera”, fenômeno de público na internet, com dezenas de milhões de visualizações. Como roteirista, assinou os filmes “De Onde Eu Te Vejo” (2016) e “45 do Segundo Tempo” (2022). Em 2019, lançou “45 Dias Sem Você”, seu primeiro longa-metragem, filmado em cinco diferentes países. Em 2020, foi a vez do segundo longa, o drama romântico “Música para morrer de amor”. Criou, roteirizou e dirigiu a premiada série infanto-juvenil “Tudo O Que É Sólido Pode Derreter” (2009), colaborou nas séries “Família Imperial” (2012) e “Louco Por Elas” (2012-2013), e foi criador e roteirista-chefe das séries “3 Teresas” (2013-2014) e “Vizinhos” (2015). No teatro, destacou-se junto ao público e a crítica, ganhando alguns dos principais prêmios do país com montagens como “Um Bonde Chamado Desejo”, “Gota D’Água a Seco” e “Música para cortar os pulsos”. Na seara musical, criou e dirigiu o projeto virtual Música de Bolso, com mais de 360 vídeos de artistas como Vanessa da Mata, Zélia Duncan, Arnaldo Antunes e Marcelo Camelo, e trabalhou com direção de videoclipes, shows (5 a Seco) e DVDs (Gal Costa – A Pele do Futuro).

Sobre a Biônica Filmes

A Biônica Filmes foi fundada em 2012 por Bianca Villar, Fernando Fraiha e Karen Castanho. Produziu PSI, série da HBO indicada ao Emmy em 2015 na categoria Melhor Série Dramática; e os longas Os Homens São De Marte… E é Pra Lá Que Eu Vou! (2014), visto por mais de 1,8 milhão de espectadores e ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de melhor comédia; Reza a Lenda (2016), uma das cinco maiores bilheterias de 2016; e a comédia TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva (2017), com Tatá Werneck.

A Biônica é coprodutora do documentário Divinas Divas, de Leandra Leal, vencedor do Prêmio do Público – Global no festival SXSW /South by Southwest; e de La Vingança, de Fernando Fraiha, coprodução Brasil – Argentina, vencedora do prêmio de diretor estreante no Brooklin Film Festival (EUA).

Em 2018, a Biônica lançou a comédia Uma Quase Dupla, estrelada por Tatá Werneck e Cauã Reymond, vista por 600 mil pessoas no cinema; e produziu Turma da Mônica – Laços, de Daniel Rezende, o primeiro live action baseado nas histórias da Turma da Mônica, que levou 2 milhões de espectadores aos cinemas. Em 2019, produziu Meu Álbum de Amores, de Rafael Gomes, uma comédia romântica musical com trilha original de Odair José e Arnaldo Antunes; e A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky, coprodução Brasil-Portugal, estrelada por Cauã Reymond, com estreia em festivais em 2021.

Outros projetos em andamento são o longa-metragem com produção internacional Brasil-Argentina “Bem Vinda Violeta”, com direção de Fernando Fraiha, baseada no livro “Cordilheira” de Daniel Galera; um documentário sobre a maior estrela do rock brasileira Rita Lee; e o filme “Pedágio”, da premiada diretora Carolina Markowicz, em filmagem no momento.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Documentário QUEM TEM MEDO? estreia nos cinemas dia 4 agosto

Documentário QUEM TEM MEDO? estreia nos cinemas dia 4 agosto

Filme acompanha a ascensão da extrema direita no Brasil a partir da perspectiva de artistas que tiveram obras censuradas

“QUEM TEM MEDO”, dirigido por Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr, foi exibido no 27º Festival É Tudo Verdade e agora chega aos cinemas, com distribuição da Embaúba Filmes no dia 4 de agosto. O documentário, filmado desde 2017, acompanha diverso(a)s artistas e performers que foram censurado(a)s e como esse processo ganhou ainda mais força com a eleição de Jair Bolsonaro.

Através de entrevistas com o(a)s artistas, registro das obras censuradas e discursos de deputados e senadores, o documentário acompanha os casos de Wagner Schwartz (SP), Renata Carvalho (SP), Maikon K (PR), José Neto Barbosa (RN) e das montagens de “Caranguejo Overdrive” (Aquela Cia de Teatro, RJ) e “RES PUBLICA 2023 (A Motosserra Perfumada, SP).

Segundo Dellani Lima, “filmamos no calor dos acontecimentos, sentíamos que o medo e a raiva passavam a ser afetos mobilizados pela extrema direita e a violência começou a atravessar a vida de nós artistas”. Ricardo Alves Jr ressalta o foco nos corpos que foram perseguidos: “a extrema direita tem como um dos principais alvos os  corpos LGBTQIA+, tentando, de formar criminosa, associar a arte e os artistas à pedofilia. Essa ação é planejada para ativar o ódio da sociedade contra esses grupos”. Já Henrique Zanoni ressalta o crescimento da censura: “de acordo com a plataforma MOBILE, de 2016 a 2018 foram 16 casos de censura; já nos três primeiros anos do Governo Bolsonaro, o número explodiu para 211 casos, sendo 72% realizados pelo poder executivo federal. Esse processo de “bolsonarização” veio para ficar”.

Ao longo do filme, acompanhamos como os mecanismos de censura deixaram de ser explícitos e foram “atualizados”: assédio judicial, enfraquecimento de mecanismos de controle, aparelhamento ideológico, estrangulamento financeiro, campanhas de difamação, entre outros. Além disso, nos aproximamos das terríveis consequências nas vidas desses artistas decorrentes da violência a que foram submetidos. Mas, também, como arte será sempre um espaço de resistência. Como diz Renata Carvalho: “já me tiraram de todos os lugares, mas do teatro vocês não vão me tirar”.

Sinopse

O longa-metragem documental narra a ascensão da extrema direita no Brasil a partir da perspectiva de artistas que tiveram obras censuradas. Com suas vozes, o filme compõe um mosaico das consequências nefastas da presente escalada do fascismo no país.

Ficha Técnica

Direção – Dellani Lima, Henrique Zanoni e Ricardo Alves Jr.

Dellani Lima – Direção, Fotografia, Roteiro, Montagem e Trilha Sonora

Henrique Zanoni – Direção, Roteiro e Montagem

Ricardo Alves Jr. – Direção, Roteiro e Montagem

Daniel Pech – Produção

Ricardo Zollner – Edição de Som, Mixagem e Trilha Sonora

Lucas Barbi – Correção de cor

Brasil, 2022, 71′

Classificação indicativa – 14 anos

Sobre a Embaúba Filmes

A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 30 títulos, em pouco mais de 4 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

MARTE UM, de Gabriel Martins, divulga teaser pôster

MARTE UM, de Gabriel Martins, divulga teaser pôster

O longa, que teve estreia mundial no Festival de Sundance será exibido no Festival de Gramado e estreia nos cinemas dia 25 de agosto

MARTE UM, novo filme de Gabriel Martins, divulga seu pôster teaser. O mais novo filme da produtora mineira Filmes de Plástico, teve estreia mundial no aclamado Festival de Sundance desse ano, e já rodou o mundo, onde foi exibido em mais de 25 Festivais. No Brasil o filme será exibido no Festival de Gramado, e estreia nos cinemas do país dia 25 de agosto.

A imprensa internacional classificou MARTE UM como: “Um filme sincero, e profundamente afetivo com seus personagens, […] que procuram encontram um chão em comum, e compartilhar a esperança”, escreve Jessica Kiang, na Variety. E “É um filme vívido, com atuações brilhantes […] aumentando o escopo de representação da cultura preta brasileira”, comenta Jonathan Romney, na ScreenDaily.

SOBRE O FILME

MARTE UM é o segundo longa do cineasta (o primeiro solo, sem a parceria de Maurilio Martins, com quem fez “No coração do mundo”), e tem, como um de seus temas centrais, a realização de um sonho infantil.

O filme traz o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais. O garoto Deivid (Cícero Lucas), o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet.

O pai, Wellington (Carlos Francisco, de “Bacurau”, e da Companhia do Latão de teatro), é porteiro em um prédio de elite, e há um bom tempo está sem beber, uma informação que compartilha com orgulho em sessões do AA. Tércia (Rejane Faria, da série “Segunda Chamada”) é a matriarca que, depois um incidente envolvendo uma pegadinha de televisão, acredita que está sofrendo de uma maldição. Por fim, a filha mais velha é Eunice (Camilla Damião), que pretende se mudar para um apartamento com sua namorada (Ana Hilário), mas não tem coragem de contar aos pais.

“O filme foi desenvolvido entre 2015 e 2018, um período de muitas mudanças abruptas nos campos social e político do país. Vários movimentos nos fizeram confrontar com o que pensávamos sobe raça, gênero, economia e muitos aspectos da sociedade. Produzimos o filme graças a um fundo para diretores negros, e isso sempre me trouxe um senso de responsabilidade muito grande, com honestidade e compreensão de que esse filme pode ser uma forte representação de uma cultura da qual faço parte.”

Produtor do filme, Thiago Macêdo Correia, da Filmes de Plástico, lembra que Gabriel o procurou com a ideia para MARTE UM quando o país ainda sob o comando de Dilma Rousseff, um período de prosperidade, e incentivo e investimentos na cultura. “O filme foi produzido graças a um fundo público de 2016 voltado para diretores negros e narrativas de temática negra com o intuito de levar às telas cineastas de grupos minoritários. Obviamente, esse fundo não existe mais. Rodamos o longa em outubro de 2018, durante as eleições, o que acabou influenciando também a narrativa. Não tínhamos ideia do que viria depois.

“Rodamos MARTE UM pouco depois da eleição de 2018, que mudou tudo no Brasil. Embora se passe num contexto político turbulento – sendo a eleição de Bolsonaro um ponto baixo para nós –, esse não é um filme que tenta chega a um veredito sobre o estado político do país. Por outro lado, é inevitável que o público o interprete como um chamado para não nos deixarmos abater pelas agitações sociais que estamos enfrentando.”

MARTE UM é assinado pela produtora mineira Filmes de Plástico, fundada por Gabriel, Thiago, André Novais Oliveira e Maurilio Martins, em 2009, e que tem em sua filmografia longas premiados como “Temporada”, “Ela volta na quinta”, “No coração do mundo” e “Contagem”. Suas produções também foram destaque em festivais com Cannes, Roterdã, Brasília e Tiradentes.

Sinopse

Os Martins são sonhadores e otimistas, e levam tranquilamente às margens de uma grande cidade brasileira depois da decepção da eleição de um presidente de extrema-direita. Uma família negra de classe média baixa, eles sentem a tensão da nova realidade enquanto baixa a poeira política. Tércia, a mãe, reinterpreta seu mundo depois de um encontro inesperado que a deixa em dúvida se foi amaldiçoada. Seu marido, Wellingon, coloca todas suas esperanças na carreira como jogador de futebol do filho caçula, Deivinho, que acompanha a ambição do pai com relutância, pois sonha em estudar astrofísica e colonizar Marte. Enquanto isso, a filha mais velha, Eunice, se apaixona por uma jovem de espírito livre, e se questiona se não está na hora de sair de casa.

Ficha Técnica

Direção: Gabriel Martins

Roteiro: Gabriel Martins

Produção: André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia

Elenco: Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião, Cícero Lucas, Ana Hilário, Russo APR, Dircinha Macedo, Tokinho e Juan Pablo Sorrin

Direção de Fotografia: Leonardo Feliciano

Desenho de Produção: Rimenna Procópio

Figurino: Marina Sandim

Som: Tiago Bello e Marcos Lopes

Montagem: Gabriel Martins e Thiago Ricarte

Música: Daniel Simitan

Gênero: drama

País: Brasil

Ano: 2022

Duração: 114 min.

Bio Gabriel Martins

Gabriel Martins (22/12/1987) é cineasta, roteirista, montador e diretor de fotografia conhecido por seu trabalho na Filmes de Plástico, empresa que fundou em 2009 ao lado de André Novais Oliveira, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia.

Seu primeiro filme, NO CORAÇÃO DO MUNDO, codirigido por Maurilio Martins, estreou na Tiger Competition do Festival de Roterdã em 2019, e depois foi exibido em diversos festivais, e lançado comercialmente em vários países, como a França, onde foi aclamado pela crítica.

Entre seu curtas estão NADA, exibido na Quinzena dos Realizadores de Cannes, em 2017, e DONA SÔNIA PEDIU UMA ARMA PARA SEU VIZINHO ALCIDES, exibido no Festival de Clermont-Ferrand. Ele também participou do programa especial de Roterdã “Soul in the Eye”, no qual ministrou uma masterclass.

Gabrielescreveu diversos filmes, como o sucesso ALEMÃO. MARTE UM é seu segundo longa, e primeira direção solo.

Sobre a Filmes de Plástico

Criada em 2009, a Filmes de Plástico é uma produtora mineira de Contagem, hoje sediada em Belo Horizonte, formada pelos diretores André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurílio Martins e pelo produtor Thiago Macêdo Correia.

Juntos seus filmes já foram selecionados em mais de 200 festivais no Brasil e no mundo como a Quinzena dos Realizadores em Cannes, Festival de Cinema de Locarno, Festival de Rotterdam, FID Marseille, Indie Lisboa, BAFICI, Festival de Cartagena, Los Angeles Brazilian Film Festival, Festival de Cinema de Brasília e Mostra de Cinema de Tiradentes, ganhando mais de 50 prêmios.

Entre os próximos projetos da produtora estão além de Marte Um, O Último Episódio, dirigido por Maurilio Martins e E os meus Olhos ficam Sorrindo, dirigido por André Novais Oliveira.

Sobre o Canal Brasil

O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com 365 longas-metragens coproduzidos. No ar há mais de duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.

Sobre a Embaúba Filmes

A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 30 títulos, em pouco mais de 4 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

TRAILER de CARRO REI dirigido por Renata Pinheiro com Matheus Nachtergale

TRAILER de CARRO REI dirigido por Renata Pinheiro com Matheus Nachtergale

Filme pernambucano vencedor do Festival de Gramado estreia nos cinemas dia 30 de junho

Assista ao trailer >>> https://youtu.be/0UXF2iCNHFs

Grande vencedor do Festival de Gramado 2021 dos Kikitos de Melhor Filme, Melhor Direção de Arte, Melhor Som, Melhor Trilha Sonora, e também do Prêmio Especial do Júri para a memorável atuação de Matheus Nachtergaele, Carro Rei fez sua estreia mundial no prestigiado Festival de Roterdã – 2021 e, desde então, tem acumulado ótimas críticas e participações em mais de 30 festivais nacionais e internacionais.

CARRO REI é uma fábula sobre a condição humana num mundo cada vez mais antinatural e tecnológico. Quando nossa realidade parece se tornar cada vez menos verossímil, talvez não seja de todo absurdo a possibilidade de se vislumbrar no fantástico uma forma potente de fabulação crítica da realidade. O estranho, bizarro ou improvável, e também o que desperta o riso, são os principais aspectos políticos do meu filme”, é assim que a diretora Renata Pinheiro (“Amor, Plástico e Barulho”) define seu longa, que chega aos cinemas em 30 de junho, com distribuição da Boulevard Filmes.

Passando pelos festivais Raindance – Inglaterra (Melhor Roteiro), Feratum – México 2021 (Melhor Filme de Ficção Científica Latino-americano), CineFantasy – Brasil (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Filme Juri Popular), Fantasia (Canadá) e Fantastic Festival  (EUA), entre muitos outros, Carro Rei vem acumulando em sua carreira, até o momento, 16 prestigiosos prêmios.

CARRO REI aborda o transhumanismo dentro de uma narrativa Pop, que mistura Sci-Fi, comedia e forte critica social. Um jovem chamado Uno (Luciano Pedro Jr), nome dado pelos seus pais em homenagem ao carro em que ele nasceu a caminho da maternidade. O nascimento dentro da máquina lhe deu um dom fantástico : ele consegue se comunicar com carros. Durante a infância, Uno e o carro eram melhores amigos, até que um evento trágico muda seu destino: um acidente mata a mãe de Uno e o carro é exilado no ferro-velho da família.

Dez anos se passam; Uno, com 19 anos, tem aversão a automóveis. Ele é um ciclista apaixonado pela natureza. Junto com sua amiga (e crush) Amora ingressam na faculdade de Agroecologia para o desgosto do seu pai que deseja tê-lo ao seu lado na empresa de táxi. Tudo estava indo bem na vida de Uno, até que uma nova lei é implementada na cidade: os carros com mais de 15 anos não podem mais circular, ameaçando a frota de táxi do seu pai. Uno precisa tomar uma decisão. Ele vai para o ferro-velho onde vive seu tio Zé Macaco (interpretado por Matheus Nachtergaele), um estranho mecânico de automóveis, e repleto de ideias mirabolantes. Juntos, eles modificam a aparência do antigo melhor amigo de Uno, transformando-o em um super carro que agora pode falar com todos, o Carro Rei.

O táxi Carro Rei consegue burlar a fiscalização com seu visual arrojado e aparência de novo.  O negócio da família sobrevive, mas Carro Rei se torna cada vez mais inteligente e ambicioso. Proprietários de carros velhos da classe trabalhadora começam a chegar pedindo ajuda. Carro Rei (voz de Tavinho Teixeira), se torna um mito. Com palavras de ordem contra a injustiça, exalta uma estranha revolta, além de também se apaixonar por Mercedes (interpretada pelo ator transgênero – não binário – Jules Elting), uma artista feminista que vandaliza símbolos de poder masculino. Uma gangue é formada, roubando carros para manter a linha de montagem improvisada. Carro Rei atrai mais e mais seguidores. Uno lamenta ter criado um monstro. Ele tenta escapar do esquema, mas é tarde demais. Carro Rei tem um plano para ele … planos para todos.

Renata destaca em CARRO REI sua já longa parceria com Sérgio Oliveira, diretor e roteirista com quem ela trabalhou desde seu primeiro curta (“Superbarroco”), e com quem co dirigiu vários trabalhos, entre eles o longa Açúcar e os documentários Praça Walt Disney e Estradeiros. E também com o Diretor de Fotografia Fernando Lockett, com quem trabalha desde seu primeiro longa (“Amor, Plástico e Barulho”).

CARRO REI é um filme sobre a luta de classes, que se utiliza da fantasia para adentrar numa realidade de um país destroçado por um governo de extrema direita. O automóvel é o personagem chave dessa narrativa, presente nos sonhos de consumo da sociedade brasileira e de seus governantes que insistem em planejar os espaços urbanos priorizando sempre os automóveis privados. Nos meus filmes qualquer coisa pode se transformar em personagem e a linguagem visual é tão importante quanto o diálogo. Aqui, esses objetos inanimados, os carros, são trazidos para a vida real, ao lado dos humanos. Mas seus sonhos são maiores do que seu espaço de armazenamento.”

CARRO REI constitui um verdadeiro objeto não-identificado em sua fusão de fábula e comentário político-ecológico que situa uma possibilidade de resistência às máquinas modificadas e inteligentes num aditivo retirado da agricultura orgânica”, escreve Neusa Barbosa, no Cineweb. Já Carlos Alberto Mattos, na Carta Maior, diz que o filme “é uma fábula arretada que ecoa toda uma mística cinematográfica sobre a relação fetichista e erótica entre gente e carros.”

“Entre seu visual visionário e a esperança por uma eco-utopia igualitária, o filme alardeia os prazeres do choque, sem sacrificar seu rigor visual”, diz William Repass, na revista Slant. “CARRO REI é um choque cheio de beleza e sequencias doidas, tudo trazido à vida por um elenco fantástico”, escreveu Bobby LePire na Film Threat.

Sinopse 

Uno tem um dom fantástico: ele consegue se comunicar com carros. Quando uma nova lei proíbe a circulação de carros velhos, e coloca a empresa de táxi do seu pai em perigo, o rapaz busca orientação com seu melhor amigo de infância, um carro de inteligência extraordinária. Junto com seu tio, um mecânico inventivo, eles armam um plano para burlar a lei, transformando carros velhos em “novos”. O carro renasce e seu nome é Carro Rei – um carro que pode falar, pode ouvir, pode até se apaixonar. Um carro que tem planos para todos.

Ficha Técnica 

Direção: Renata Pinheiro

Produção:  Sergio Oliveira

Produtora: Aroma Filmes

Produção Executiva: Carol Ferreira, Sergio Oliveira

Roteiro: Sergio Oliveira, Leo Pyrata, Renata Pinheiro

Direção de Fotografia: Fernando Lockett

Direção de Arte: Karen Araújo

Edição: Quentin Delaroche

Edição de Som: Guile Martins

Trilha Original: Dj Dolores

Diretor Assistente: Sergio Oliveira

Preparação de Elenco: Raissa Gregori

Casting: Marcelo Caetano

Elenco Principal: Matheus Nachtergaele, Luciano Pedro Jr, Jules Elting, Clara Pinheiro, Adélio Lima, Ane Oliva

Voz do Carro Rei: Tavinho Teixeira

Gênero: fantasia, drama

País: Brasil

Ano: 2021

Duração: 97 min.

Sobre Renata Pinheiro

RENATA PINHEIRO é cineasta e artista brasileira. Graduada em artes visuais pela UFPE, foi artista residente na John Moore University, Inglaterra; e estudou no INA (Institut Nacional de L’Audivisuel), França. Partindo da premissa da universalidade da linguagem visual, Renata tem como característica de suas obras a criação de narrativas emocionais elaboradas a partir de construções imagéticas ousadas e vigorosas.

Em 2022 dirige a serie de TV, NOVELA para a Amazon Prime que será lançada no segundo semestre deste ano.

Em 2020 lança o curta MANSÃO DO AMOR na Mostra de Tiradentes. O curta é premiado com melhor direção no Bangalore Film Festival, Índia 2020.

Em 2018, Renata, em codireção com Sergio Oliveira, estreou o longa AÇÚCAR no IFFR (Festival de Roterdã, Holanda). Recebeu prêmio de Melhor filme pelo júri da crítica no Festin Lisboa, Pt, 2018 (Festival de Cinema da Língua Portuguesa).

Seu primeiro longa, AMOR, PLÁSTICO E BARULHO (2013), estreou no Festival de Brasília recebendo três prêmios. O filme também foi exibido no IndieLisboa (Portugal) e ABRAFFTY Fest (Canadá), onde ganhou os prêmios de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz e atriz coadjuvante.

PRAÇA WALT DISNEY recebeu prêmio de melhor filme no San Diego Film Fest, EUA, além de mais de 50 prêmios em festival do mundo

SUPERBARROCO, seu primeiro curta, estreou no Festival de Cannes – Quinzena dos Realizadores, 2009, e recebeu mais de 45 prêmios ao longo da sua carreira. Seu último trabalho como diretora de arte foi para ZAMA, de Lucrecia Martel, pelo qual ganhou diversos prêmios como Fênix e Platino. Renata Pinheiro vive e trabalha em Recife, Brasil.

Sobre a Boulevard Filmes

A Boulevard Filmes, criada em 2013, é uma produtora e distribuidora audiovisual que busca o equilíbrio entre projetos autorais e demandas de mercado, focando em estratégias de produção e de distribuição compatíveis com cada projeto. A empresa  se dedica principalmente à produção (curtas e longas) e distribuição (longas) de cinema brasileiro independente. A versatilidade e a busca pela diversidade são suas principais características, firmando parcerias com diretores e produtoras do norte ao sul do país.

Enquanto distribuidora, é responsável pelo lançamento comercial de filmes como Raia 4, Histórias que o nosso cinema (não) contava, Proibido Nascer no Paraíso, Libelu – Abaixo a Ditadura, Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes, Legalidade, Amor, Plástico e Barulho, Açúcar, entre outros.