Música no Oscar 2021

Música no Oscar 2021

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A cerimônia de entrega do Oscar ocorre neste domingo (25) e, como sempre, não se restringe às clássicas categorias de atuação, direção e produção. Como parte fundamental das obras, a música também marca presença na premiação da Academia, e agora trazemos uma breve prévia sobre o que esperar das categorias e apresentações musicais.

Em termos de indicações, o grande destaque é a dupla formada por Trent Reznor (vocalista do Nine Inch Nails) e Atticus Ross. Eles receberam duas nomeações na mesma categoria, Melhor Trilha Sonora: uma por “Mank” e outra por “Soul” (esta, incluindo também Jon Batiste). A animação tem sido apontada como uma das favoritas à estatueta, tendo vencido as categorias equivalentes em premiações como Globo de Ouro, BAFTA e Critics’ Choice.

Reznor e Ross já carregam um Oscar na bagagem, conquistado há dez anos pela trilha de “A Rede Social”.

Também concorrem nesta categoria as trilhas de “Da 5 Bloods” (Terence Blanchard), “Minari” (Emile Mosseri) e “News of the World” (James Newton Howard).

Já na categoria de Melhor Canção Original, a disputa parece estar mais aberta. Sam Ashworth e Leslie Odom Jr. despontam como fortes concorrentes com a faixa “Speak Now”, do longa “Uma Noite em Miami…”, pela qual conquistaram o Critics’ Choice Awards. O Globo de Ouro, porém, premiou a música “Io sì (Seen)”, de Laura Pausini e Diane Warren, do filme “The Life Ahead”, indicando que surpresas podem ocorrer.

Ainda disputam o prêmio as canções “Fight for You” (Judas e o Messias Negro, H.E.R), “Hear My Voice” (Os 7 de Chicago, Daniel Pemberton e Celeste) e “Husavik” (Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga, Rickard Göransson, Fat Max Gsus e Savan Kotecha).

As performances musicais, devido às restrições relacionadas à pandemia de Covid-19, ocorrerão em um programa pré-cerimônia dirigido por Questlove, baterista do The Roots. Todos os indicados a Melhor Canção Original marcarão presença. Divirta-se!

Festival de Berlim começa na segunda-feira

Festival de Berlim começa na segunda-feira

Berlinale |

O Festival de Cinema de Berlim 2021 (Berlinale) terá início na próxima segunda-feira, ainda impactado pelos efeitos da pandemia de Covid-19. Devido às restrições impostas por causa do coronavírus, a organização batizou o Berlinale deste ano como “um festival em duas etapas”, dividindo as exibições de filmes entre profissionais e o público.

Primeiro, entre 1º e 5 de março, o festival ocorrerá para profissionais da indústria cinematográfica e representantes credenciados da imprensa, em meio online. Depois, entre os dias 9 e 20 de junho, com expectativas de que as restrições já tenham sido flexibilizadas e a pandemia tenha perdido força, o Berlinale prepara o “Summer Special”, durante o qual os filmes serão exibidos para o público em cinemas selecionados de Berlim com a presença dos cineastas.

Foram selecionados 15 filmes para a competição, que premia com o tradicional Urso de Ouro:

  • Albatros (Xavier Beauvois, França, 2020)
  • Bad Luck Banging or Loony Porn (Radu Jude, Romênia/Luxemburgo/Croácia/República Tcheca, 2021)
  • Fabian – Going to the Dogs (Dominik Graf, Alemanha, 2021)
  • Ballad of a White Cow (Behtash Sanaeeha e Maryam Moghaddam, Irã/França, 2020)
  • Wheel of Fortune and Fantasy (Ryusuke Hamaguchi, Japão, 2021)
  • Mr Bachmann and His Class (Maria Speth, Alemanha, 2021)
  • I’m Your Man (Maria Schrader, Alemanha, 2021)
  • Introduction (Hong Sangsoo, Coreia do Sul, 2020)
  • Memory Box (Joana Hadjithomas e Khalil Joreige, França/Líbano/Canadá/Catar, 2021)
  • Nebenan (Daniel Brühl, Alemanha, 2021)
  • Una Película de Policías (Alonso Ruizpalacios, México, 2021)
  • Petite Maman (Céline Schiamma, França, 2021)
  • What Do We See When We Look at the Sky? (Alexandre Koberidze, Alemanha/Geórgia, 2021)
  • Forest – I See You Everywhere (Bence Fliegauf, Hungria, 2020)
  • Natural Light (Dénes Nagy, Hungria/Letônia/França/Alemanha, 2020)

O juri internacional será formado por seis vencedores do Urso de Ouro: Mohammad Rasulof (Irã), Nadav Lapid (Israel), Adina Pintilie (Romênia), Ildikó Enyedi (Hungria), Gianfranco Rosi (Itália) e Jasmila Žbanić (Bósnia-Herzegovina).

O Brasil estará representado por “Os Últimos Dias de Gilda” (Gustavo Pizzi), na categoria Berlinale Series; “A Última Floresta” (Luiz Bolognesi), na categoria Panorama; “Se hace camino al andar” (Paula Gaitán), na categoria Forum; e Esquí (Manque La Banca), uma coprodução com a Argentina, também na categoria Forum.

Mais informações podem ser encontradas no site oficial do festival (em inglês), clicando aqui.

Gerd Wenzel nas telas

Gerd Wenzel nas telas

paulo junior on Twitter: "Meu Amigo Alemão no ar, de graça, na programação  do CINEfoot de agora até a tarde de terça. Um salve pela colaboração de  tantas amigas e amigos num

Conheci a dona deste espaço, a Anna Barros, há uns dez anos, porque ambos éramos fãs de esporte da ESPN Brasil, participando assiduamente das transmissões – alguns de nós, que povoávamos o saudoso “mural”, acabamos desenvolvendo uma boa relação também fora de lá. Digo isso porque uma das estrelas daquele canal era o comentarista Gerd Wenzel, hoje na OneFootball, que sempre achei que merecia um livro ou um documentário para contar sua história. E agora, finalmente, ele ganhou um curta!

“Meu Amigo Alemão: As Vidas de Gerd Wenzel”, dirigido por Paulo Junior, estreou na última semana no CINEFoot e conquistou a medalha de prata como curta-metragem. Em 18 minutos, narra um pouco da história de Wenzel além das transmissões esportivas – um rapaz que nasceu na Alemanha, enfrentou os terrores da Segunda Guerra, migrou para o Brasil, estudou teologia, se tornou pastor, foi perseguido pela ditadura militar e tem muita, muita história para contar.

Recomendo a matéria da Trivela sobre o curta, publicada no último dia 20, que detalha um pouco mais o que envolve a produção.

Minha já enorme admiração pelo Wenzel apenas aumentou quando o entrevistei, em 2011, para um blog que mantinha com o companheiro Almir Júnior, o “Revista dos Esportes”. Wenzel foi de gentileza e atenção ímpares comigo, que tinha só 13 anos, e respondeu a todas as perguntas em detalhes.

Alguns meses depois daquela conversa, com viagem marcada para Munique, indo pela primeira vez para a Europa, arrisquei mandar um e-mail a ele perguntando algumas coisas sobre a Alemanha, pedindo algumas dicas, sem esperar qualquer resposta. Mas Wenzel respondeu, mais uma vez, com enorme atenção e gentileza.

Foi conhecer melhor sua história, à época, que me fez pensar que ele merecia muito um livrou ou filme para contá-la – agora, aconteceu. Cumprimento a ele e ao Paulo Junior pelo curta e convido os leitores do “Poltrona” a assisti-lo assim que possível.

Sinopse: Meu amigo alemão
Gerd Wenzel nasceu em Berlim, e ainda garoto chegou ao Brasil como refugiado da Alemanha Oriental. Aqui, foi pastor, se descobriu comentarista de futebol e, hoje, recuperou a militância social e política. Aos 75 anos, depois de fugir da Segunda Guerra, superar o nazismo, ser perseguido pela ditadura militar e nunca se cansar da luta pela liberdade… Gerd, um bom amigo, tem uma história a contar.

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Lashana Lynch como 007

Lashana Lynch como 007

COULD 'NAOMI' BE THE NEW 007? - Zoomer Radio AM740

O anúncio de que Lashana Lynch será a nova 007 tem ocupado as páginas de cinema nesta semana. A atriz revelou à Harper’s Bazaar que substituirá Daniel Craig no papel, diante da aposentadoria de James Bond após o próximo filme, “No Time to Die”, do qual Lynch já fará parte como a agente Naomi.

Lynch será a primeira mulher e a primeira pessoa negra a assumir o código 007. Idris Elba, também negro, chegou a ser cotado para substituir Craig como intérprete de James Bond, mas isso não passou de uma especulação.

As falas de Lynch vêm bem a calhar, em momento em que os Estados Unidos elegem Kamala Harris a primeira mulher negra vice-presidente do país. Não dá para deixar de fazer a conexão.

“Eu tenho que lembrar a mim mesma de que a discussão está acontecendo e de que sou parte de algo que será muito, muito revolucionário”, disse Lynch, que também já atuou em “Capitão Marvel”, à Harper’s Bazaar.

Apple TV+ lança “On the Rocks”

Apple TV+ lança “On the Rocks”

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A Apple TV+ lançou nesta sexta-feira (23) o novo filme de Sofia Coppola, “On the Rocks”, mais uma grande novidade de um serviço de streaming neste ano turbulento, o que é sempre bem bacana, considerando a inviabilidade das idas ao cinema.

“On the Rocks” acompanha Laura Keane e Felix Keane, pai e filha, na cola de Dean, marido de Laura, que anda desconfiada no casamento. É mais um filme de Coppola que conta com Bill Murray como protagonista, interpretando Felix.

Eles trabalharam juntos com muito sucesso em “Encontros e Desencontros” (2003), um dos grandes clássicos dos anos 2000, que rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Original a Coppola e uma indicação à estatueta de Melhor Ator a Murray (que venceu o Globo de Ouro pelo papel). Uma dobradinha que deve sempre ser prestigiada.

Além de Murray, “On the Rocks” ainda tem no elenco Rashida Jones, que interpreta Laura. Jones, filha do gênio da música Quincy Jones, é muito conhecida por aqui por papeis como Ann Perkins, da divertidíssima série “Parks & Recreation”, e Karen Filippelli, da igualmente divertida “The Office”.

Exibido pela primeira vez em setembro, no Festival de Nova York, “On the Rocks” tem correspondido às grandes expectativas. O Rotten Tomatoes indica, com base em quase 200 críticas, um índice de aprovação de 86%, com nota média de 7,23/100. Para os assinantes da Apple TV+, um prato cheio para este final de semana.

Sinopse: Cheia de dúvidas sobre seu casamento, uma jovem mãe de Nova York (Rashida Jones) se junta ao seu pai (Bill Murray), um excêntrico playboy, para seguir os passos do seu marido (Marlos Wayans) nesta comédia escrita e dirigida por Sofia Coppola.