Robert Duvall, o ator lendário de 95 anos, morreu neste domingo, dia 15 de fevereiro, e a notícia só foi dada nesta segunda, dia 16. O ator atuou em diversos filmes como O Poderoso Chefão, foi indicado seis vezes ao Oscar e ganhou um por A força do Carinho em que fez um alcoólatra.
Duvall morreu “pacificamente” em sua casa em Middleburg, no estado da Virgínia, de acordo com um comunicado assinado por sua mulher, Luciana. Não haverá funeral.
Atuou em filmes como O Apóstolo, Impacto Profundo, Dias de Trovão, Jack Reicher, Um Dia de Fúria, MASH, dentre outros.
Vai deixar muitas saudades. Meus filmes favoritos com ele são: O Poderoso Chefão e Dias de Trovão em que ele atuava com Tom Cruise.
A Mares Filmes tem o prazer de apresentar o cartaz nacional e o trailer legendado do drama francês ENZO (Enzo), do cineasta e roteirista Robin Campillo (“Garotos do Leste” e “120 Batimentos por Minuto“), que estreia dia 19 de março, exclusivamente nos cinemas brasileiros.
O drama tem roteiro assinado por Robin Campillo, Laurent Cantet e Gilles Marchand, contando a história de Enzo, um jovem de 16 anos, que desafia as expectativas de sua família burguesa ao iniciar um trabalho como aprendiz de pedreiro, um caminho muito distante da vida prestigiosa que haviam imaginado para ele.
Em sua luxuosa vila no ensolarado sul da França, as tensões fervilham enquanto perguntas e pressões implacáveis pesam sobre o futuro e os sonhos de Enzo. No canteiro de obras, no entanto, Vlad, um carismático colega ucraniano, abala o mundo de Enzo e abre as portas para possibilidades inesperadas.
Filme de abertura da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes de 2025, ENZO foi o último trabalho feito pelo roteirista Laurent Cantet, que faleceu em 2024 antes do início das filmagens do drama. Seu amigo e colaborador de longa data Robin Campillo terminou o roteiro e dirigiu o filme em sua homenagem.
Estrelado pelo ator iniciante Eloy Pohu, o filme também traz em seu elenco nomes conhecidos como os de Pierfrancesco Favino (“Maria Callas” e “Rush: No Limite da Emoção”), Élodie Bouchez (“Corações Partidos” e “A Vida Sonhada Dos Anjos“), Malou Khebizi, Adriel Sorrente, entre outros.
Com 86% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, a produção foi reconhecida em importantes premiações do cinema mundial como Festival de Cannes 2025 (indicado ao Directors’ Fortnight Audience Award e Indicado à Queer Palm), Seville European Film Festival (indicação de melhor filme ao Golden Giraldillo e indicação ao Ocaña Award), indicação ao Grand Prix na Competição Internacional no Brussels International Film Festival (BRIFF) e Indicação para Melhor Ator Promissor para Eloy Pohu no Lumière Awards.
ENZO (Enzo) chega exclusivamente nos cinemas brasileiros no dia 19 de março, com distribuição da Mares Filmes.
Sonhos de Trem (Train Dreams 2025 ) se passa no início do século XX e conta a história de Robert Grainer, um lenhador, que vive de empreitadas nas florestas e por conta disso é forçado a viver um bom tempo longe da família. O filme mostra suas reflexões de vida a partir de suas escolhas, onde se vê dividido entre o trabalho e seus entes queridos. Após uma tragédia na cidade onde mora, cai em tristeza que o faz ficar ainda mais isolado e triste.
Por meio de personagens profundos, o drama também leva o espectador a pensar sobre a vida e o propósito de nossa existência, enquanto se delicia com uma fotografia exuberante da paisagem.
Indicado a 4 oscars ( inclusive de melhor fotografia e melhor filme) , sonhos de trem está longe de ser um blockbuster, mas tem potencial promissor na premiação desse ano.
Nota da Editora: o Iscar de Fotografia desse filme é indicação para o brasileiro Adolpho Veloso que não usa Inteligência Artificial e sim luz natural, num plano totalmente artesanal. É favoritaço. Seu grande concorrente é Hamnet.
Se você quer ver um filme diferente e interessante de quase tudo o que está em cartaz no momento, a dica é “Bugonia”, o novo filme do diretor grego Yorgos Lanthimos (‘A Favorita’, ‘Poor Things’), novamente com sua atriz favorita, Emma Stone. O título do filme vem do termo latim ‘bougonia’, uma antiga crença mitológica, descrita por Virgílio nas Geórgicas, segundo a qual abelhas poderiam nascer espontaneamente do cadáver de um boi — uma prática chamada bugonia. Essa ideia de vida emergindo da morte, de criação a partir da decomposição, serve como metáfora para coisas que acontecem na trama.
No filme, que é uma adaptação do cult sul-coreano ‘Save the Green Planet!’ (2003), de Jang Joon-hwan, Lanthimos mergulha em uma trama de conspiração e paranoia, onde dois primos apicultores acreditam que uma poderosa executiva (Stone) é uma alienígena infiltrada na Terra, a qual veio para exterminar os seres humanos. E por isso, a sequestram (dias antes de um grande eclipse lunar), para que ela confesse ser uma E.T. Um dos sequestradores, que acredita em teorias conspiratórias, é feito por Jesse Plemons, um ator cada vez melhor a cada novo trabalho. E, como em outros filmes do diretor, o absurdo e o surreal são usados sem parcimônia alguma.
Com seu estilo característico (com direito a cenas e momentos chocantes), Lanthimos transforma essa fábula moderna em uma sátira provocadora sobre poder, crença e alienação. “Bugonia”, quase todo passado no porão dos sequestradores e apenas com três atores em cena, basicamente, envolve o espectador do começo ao fim, em grande parte também graças a poderosa trilha sonora de Jerskin Fendrix, um colaborador constante de Yorgos.
O humor grotesco pode incomodar alguns. Mas, vale a pena. Afinal, os seres humanos merecem estar neste planeta ou é melhor deixar tudo para os animais e insetos? (TOM LEÃO)
Escritora, cineasta e ativista antiglobalização, a indiana Arundhati Roy, deixou o festival de cinema de Berlim após o diretor do evento dizer que “os cineastas não deveriam comentar sobre política”.
O festival teve um início conturbado na quinta-feira (12), depois que o júri da competição, liderado pelo cineasta alemão Wim Wenders, respondeu a perguntas sobre o conflito em Gaza. Ao ser questionado se os filmes podem afetar mudanças políticas, Wenders disse que “os filmes podem mudar o mundo”, mas “não de uma forma política”.
Wenders acrescentou que os cineastas “têm que ficar fora da política porque, se fizermos filmes declaradamente políticos, entramos no campo da política. Mas nós somos o contrapeso da política, somos o oposto da política. Temos que fazer o trabalho das pessoas, não o trabalho dos políticos.”
Arundhati classificou a fala de Wenders de “inadmissível” e temeu que a fala tivesse alcançado “milhões de pessoas em todo o mundo”, disse ela, em comunicado divulgado nesta sexta-feira (13).
Vencedora do Booker Prize, principal prêmio literário britânico em 1997, a indiana afirmou: “Ouvir dizerem que a arte não deve ser política é de cair o queixo. É uma forma de encerrar uma conversa sobre um crime contra a humanidade enquanto ele se desenrola diante de nós em tempo real – justamente quando artistas, escritores e cineastas deveriam estar fazendo tudo o que podem para impedi-lo.”
“Fiquei profundamente perturbada com as posições adotadas pelo governo alemão e por várias instituições culturais alemãs sobre a Palestina, mas sempre recebi solidariedade política quando falei ao público alemão sobre minhas opiniões sobre o genocídio em Gaza.”
Wenders é o atual presidente do júri da Berlinale deste ano, que inclui o diretor e produtor americano Reinaldo Marcus Green, a cineasta japonesa Hikari, o diretor nepalês Min Bahadur Bham, a atriz sul-coreana Bae Doona, o diretor e produtor indiano Shivendra Singh Dungarpur e Ewa Puszczyńska – produtora do filme vencedor do Oscar Zona de Interesse, sobre a vida doméstica idílica de um comandante de Auschwitz e sua família.
Houve questionamento sobre o apoio do governo alemão a Israel. Puszczyńska chamou a pergunta de “complicada” e “um pouco injusta”. “Estamos tentando falar com as pessoas para fazê-las pensar, mas não podemos ser responsáveis pela decisão delas de apoiar Israel ou apoiar a Palestina”, disse ela. “Existem muitas outras guerras onde o genocídio é cometido e não falamos sobre isso.”
Para a escritora indiana, “o que aconteceu em Gaza é um genocídio do povo palestino pelo Estado de Israel”. Ela acrescentou: “Isso é apoiado e financiado pelos Estados Unidos e Alemanha, bem como por vários outros países da Europa, o que os torna cúmplices do crime. Se os maiores cineastas e artistas do nosso tempo não podem se levantar e dizer isso, devem saber que a história os julgará. Estou chocada e enojada.”