O Brasil perdeu nesta semana um de seus maiores ícones culturais: a cantora Elza Soares, que morreu de causas naturais na última quinta-feira, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. Reconhecida mundialmente por sua emocionante voz, Elza também tem história no cinema. Para homenageá-la, nada melhor do que selecionar algumas obras importantes que abordam ou contam com a presença desta maravilhosa e eterna artista.
A primeira indicação vai para My Name Is Now, Elza Soares, filme de Elizabete Martins Campos que foi destaque neste blog em abril de 2020, quando exibido pelo Curta!.
Publicamos à época que “a vida de Elza Soares, em muitos momentos, se entrelaça com a de muitas outras mulheres brasileiras, negras e pobres; mas a música a levou além. (…) No filme, o espectador está diante de Elza Soares em toda sua complexidade através de performances e de depoimentos, uma mescla entre imagens de arquivos e outras gravadas especialmente para o longa.”
Elizabete Martins Campos deu uma bela entrevista para o UOL após a notícia da morte de Elza, que pode ser lida clicando aqui.
Além do documentário, Elza também apareceu em alguns filmes de ficção, com destaque para obras de Mazzaropi: O Vendedor de Linguiça, O Puritano da Rua Augusta e Um Caipira em Bariloche. Em homenagem a Elza, o Museu Mazzaropi publicou na internet trechos dessas obras, que podem ser conferidos no vídeo abaixo.
Se não bastasse tudo isso, Elza Soares também foi motivo de interpretação de uma das maiores atrizes brasileiras desta geração: Taís Araújo, que cumpriu o papel da cantora em Garrincha – Estrela Solitária, longa de 2003 baseado no livro de Ruy Castro sobre o Mané, grande amor da vida de Elza.

“Eu honro Elza Soares. Honro a mulher, a artista, a cidadã, a amiga. (…) Dura na queda, nos ensinou a levantar a cabeça a cada tombo e depois seguir. Nos ensinou que é a gente que leva a vida, que o comando é nosso e quando a gente perde o rumo, cabe a nós mesmos encontrar o caminho de volta”, escreveu Taís no Instagram.
“Perdi uma ídola e ganhei uma ancestral forte, firme, uma luz. Alterno lágrimas com risos, lembrando das histórias e me pego pensando no legado deixado por Elza: cabeça erguida e passos firmes.”
Com cabeça erguida, Elza cantou até o fim. Viva, Elza – na música, no cinema, na História.