Por Luis Fernando Salles
A pandemia de coronavírus que aflige boa parte do mundo gera impacto não apenas na saúde das pessoas. Diversos setores da sociedade como economia, mercados financeiros e indústrias sofrem com os efeitos da crise. O entretenimento não ficaria de fora.
No Brasil, cerca de 600 salas de cinema foram fechadas e a tendência é que esse número chegue a 1.000 até o final do mês. Estados como Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal, suspenderam suas operações de cinemas, teatros e shows.
No âmbito cinematográfico, foram registradas paralizações nas produções e adiamento de estreias de filmes e séries em Hollywood.
No caso da Marvel, o longa da Viúva Negra, protagonizado por Scarlett Johansson, previsto para estrear em 30 de abril foi adiado. As gravações de Falcão e o Soldado Invernal foi paralisada e as produções de Loki e WandaVision podem ser postergadas.
Na Disney o buraco também é grande. Calcula-se que, nas últimas três semanas, a empresa tenha perdido aproximadamente US$ 85 bilhões em valor de mercado. O lançamento do live-action de Mulan previsto para 26 de março, não tem mais data de estreia prevista.
Outros filmes esperados como 007: Sem Tempo Para Morrer teve sua estreia adiada para 25 de novembro. Velozes de Furiosos 9 ficou para 2021 e as filmagens de Missão: Impossível 7 foram paralisadas, pois o longa estava sendo gravado na Itália, um dos países que mais sofre com o Covid-19.
Grandes celebridades também foram afetadas. O ator Tom Hanks que gravava filme na Austrália foi infectado junto a sua esposa Rita Wilson. A atriz de La Casa de Papel, Itziar ituño, foi diagnosticada com a doença e passa por tratamento.
Apesar dos esforços dos governos, a curva de propagação do coronavírus ainda deve crescer antes do cenário melhorar. Nós como cidadãos devemos fazer nossa parte e seguir todas as recomendações que autoridades e os órgãos de saúde nos passam. É uma luta de todos.

