Peter Fonda, 1940-2019

Peter Fonda, 1940-2019

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Peter Fonda em cena de “Sem Destino”, 1969 (Reprodução/Columbia Pictures)

Morreu na sexta-feira, aos 79 anos, o ator e roteirista Peter Fonda. Nome forte de uma família recheada de astros do cinema, Peter marcou época com “Sem Destino” (Easy Rider), filme que roteirizou e protagonizou ao lado de Dennis Hopper em 1969, um ícone norte-americano da contracultura.

Em cerca de uma hora e meia de longa, Fonda e Hopper se eternizaram como dois motoqueiros que viajam pelos EUA e apresentam alguns dos pilares da juventude à época, como o uso de drogas e o movimento hippie. Jack Nicholson faz uma participação luxuosa, que o rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante, e a trilha sonora é um primor sessentista, transitando entre nomes como Steppenwolf, The Band e Jimi Hendrix. Fonda e Hopper também foram nomeados ao Oscar, concorrendo por melhor roteiro original, pela produção – que está disponível no Netflix.

Apenas por “Sem Destino”, Peter Fonda já seria suficientemente lembrado para sempre (e sua morte, tão lamentada quanto é). Nos anos 1990, porém, o já veterano engatou uma nova série de grandes atuações, vencendo o Globo de Ouro de melhor ator dramático e concorrendo ao Oscar de melhor ator por “O Ouro de Ulisses” (Ulee’s Gold, 1997), em produção para o cinema, além de levar o Globo de Ouro e ser indicado ao Emmy de melhor ator coadjuvante em filme para TV por “A Paixão de Ayn Rand” (1999).

Segundo comunicado de sua família, Fonda morreu em Los Angeles em decorrência de insuficiência respiratória, causada por um câncer no pulmão. Peter Fonda era filho de Henry Fonda (Oscar de melhor ator por “Num lago dourado”, de 1982), irmão de Jane Fonda (duas vezes melhor atriz pela Academia), pai de Bridget Fonda (indicada ao Globo de Ouro e ao Emmy) e tio de Troy Garity (também nomeado ao Globo de Ouro).

“Em homenagem a Peter, por favor ergam seus copospela liberdade”, escreveu a família em sua nota. Nada mais apropriado.

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