Uma belíssima produção nacional de 2011 que nos brinda por ser baseada num belíssimo conto de Guimarães Rosa.
Para os desavisados de plantão, este conto está contido no livro Sagarana e é solicitado em muitos vestibulares por ai.
Guimarães Rosa fez parte do movimento modernista em sua última fase. Trouxe em Sagarana o regionalismo mineiro com todo o seu ritmo de linguagem (ele era um poliglota apaixonado pelo estudo da língua, vivia fazendo anotações e utilizando de neologismos tomou a liberdade de criar palavras e expressões).
Temos a representação de Sagarana em sua totalidade neste conto. O autor traz toda uma representação mistica, metafísica da mudança do carrasco Augusto Esteves, temido por todos por seu temperamento forte e seus vícios de jogos, bebedeiras e mulheres.
Outro elemento característico no livro são as emboscadas. Nhô Augusto cai em uma e tem sua vida em risco quando despacha esposa e filha para o Morro Azul e fica em suas terras para aproveitar mais de seua vícios.
É salvo por um casal temente que lhe ensina o caminho da redenção e penitência. Ele busca este caminho e segue a risca estes novos pais que Deus lhe enviou.
Augusto espera ancioso por sua hora e vez. Sente-se tentado em muitos momentos a voltar à sua antiga vida. Daí a representação do divino que muda sua vida mantendo-o sempre em um caminho reto e justo.
Sua morte é previsível porém honrada.
Temos uma produção de cinema que faz o seu papel frente a um conto de suma importância como este de Guimarães Rosa (além de uma trilha sonora que emociona a todos).
Um livro que tenho por meta ler em sua totalidade, mas que já me encantou com seu conto final.
Boa leitura! !
Arita Souza
