Durante os anos 90, o Estúdio Ghibli foi referência no gênero de animação graças aos clássicos ¨Princesa de Mononoke” (1997) de Hayao Miyazaki e ¨Tumulos de Vagalume” de Isao Takahata. Agora que Miyazaki, de 80 anos, se aposentou e Takahata, 75, anunciou que seguirá os passos do colega, o futuro da animação japonesa pode estar em xeque.
A questão agora é quem assumirá o legado dos dois. Para o diretor artístico do New York International Children’s Festival e presidente do GKids, Eric Beckman, o sucesso do gênero não está atribuído somente aos diretores: “A forma de produzir filmes é que não é feita em nenhum outro lugar no Japão, diz Beckman.
Já Justin Leach, produtor independente de animação, com passagem por empresas japonesas e americanas acha que o Estúdio Ghibli é impossível de ser seguido:
“Muita gente que admira as produções do Estúdio Ghibli não necessariamente gosta de outros tipos de animações japonesas — afirma Leach. — Eles criaram um estilo próprio. Não sei se veremos algo parecido.”
Porém, alguns nomes surgem com força para substituir os aposentados: Mamoru Hosoda e Makoto Shinkai foram elogiados por Beckman e Leach.
Hosoda estreou seu quinto longa, “ The boy and the beast”, esse final de semana nos EUA e é um dos mais cotados para assumir a liderança do ranking do mercado.

Por Luis Fernando Salles