Poltrona Séries: La Casa de Papel-1ª parte/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: La Casa de Papel-1ª parte/ Cesar Augusto Mota

Você que é fã de séries, principalmente as que envolvem tramas policiais, reféns, planos bem arquitetados e atos imprevisíveis, não pode perder ‘La Casa de Papel’, produção espanhola da Netflix que chegou com sua 1ª parte, com 13 episódios. Sem dúvida você não vai querer tirar os olhos da tela e fará questão de fazer maratona dessa empolgante história, recheada de adrenalina e ação.

Professor (Álvaro Morte) recruta um grupo de oito pessoas com grandes habilidades para um objetivo: assaltar a Casa da Moeda Espanhola, num feito que promete ser o maior da história. E para que cada participante saia incógnito e o plano dê certo, cada um terá que adotar um nome de uma cidade para encobrirem suas identidades e quanto mais ficarem distantes e menos souberem uns dos outros, a chance de sucesso aumenta. Os perfis e as histórias de cada um dos integrantes serão contadas, com grandes segredos revelados e motivações diversas ficarão em evidência, deixando os espectadores ainda mais empolgados e ansiosos pelo sucesso do plano elaborado por Professor.

A série conta com a narração em off de Tókio (Úrsula Corberó), uma das integrantes, que detalha todos os passos traçados para o assalto, com posteriores flashbacks mostrando como se deu o planejamento e a relação de cada membro durante a ação. O curioso é que o grupo opta por ocupar a Casa da Moeda e produzir seu próprio dinheiro para, dessa forma, não tirar nada de ninguém. A partir daí nasce uma discussão moral sobre essa e outras atitudes dos assaltantes, além dos arcos dramáticos de suas histórias aos poucos se desenvolverem, com espaço para negociadores do sequestro, como Raquel Murillo (Itziar Ituño), uma mulher que precisa se impor e mostrar sua força após passar por um drama pessoal, ter sido vítima de violência doméstica do ex-marido e o fato de ter que aturar o machismo de seus colegas de trabalho. Quem acompanha não torce apenas para que o plano dos bandidos dê certo, o carisma e a personalidade forte de Raquel também cativa o público e você espera com ansiedade o desenrolar dos acontecimentos e como tudo vai terminar, com êxito na fuga ou todos presos e rendidos. E sem esquecer dos reféns, que também ganham atenção na série.

As cenas de ação e suspense são os grandes chamarizes presentes nos episódios, e para que elas funcionem bem nada como um ótimo jogo de câmeras e efeitos precisos para uma perfeita inserção do espectador na trama, com slow motion no suspense e movimentação frenética nas ações mais abruptas. A fotografia também é outro elemento importante, assim como a montagem, que sabe inserir flashbacks no momento certo e construir sequências que deem fôlego ao enredo e também aos interpretes, evitando uma história arrastada e deixando o público mais interessado, cada um a sua maneira, uns torcendo pelos vilões, e outros pelos mocinhos.

Uma série diferente, com grandes reviravoltas e uma história que vai ganhar novos contornos em sua segunda parte, com possibilidade de uma segunda temporada. Se você curte uma produção com esses contornos, não deixe de assistir ‘La Casa de Papel’, com entretenimento e diversão garantidas, e com possibilidade para você que gosta de língua espanhola treinar um pouquinho e aprender o idioma. Vale a pena!

Avaliação: 5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Esportes/ Jago: A Life Underwater/ Por: Vitor Arouca

Poltrona Esportes/ Jago: A Life Underwater/ Por: Vitor Arouca

downloadDocumentário de 2015 da NetFlix com direção de James Reed e James Morgan.

Rohani (Jago) é um mergulhador, pescador e bajau (Pessoa que vive no mar) que mora numa palafita na Indonésia. Com cinco anos de idade deu o seu primeiro mergulho, aos seis já tinha a prática que foi ensinada pelo seu pai. Por conta de sua cultura, Rohani e seus familiares mergulham apenas com óculos de nado.

Aos 20 anos, Jago atingiu a marca de 40 metros de profundidade e conheceu o fundo do mar, isto era o sonho do jovem bajau. Ele casou e teve um filho. Rohani não conseguiu ensina – lo a mergulhar devido a teimosia do menino e numa pesca, o seu filho foi 50 metros abaixo do mar e acabou morrendo. Depois da morte do seu filho, Jago tentou se matar, mas desistiu e até hoje continua caçando os peixes pelos mares da Indonésia.

Curiosidades: O povo Bajau é conhecido como “Ciganos do Mar”, se alimentam da pesca e na maioria das pescas eles utilizam o arpão para pescarem um peixe maior.

Um bom documentário para aprender um pouco da cultura deste povo.

5/5

 

Diretor de Aniquilação se diz decepcionado com venda de filme para Netflix

Diretor de Aniquilação se diz decepcionado com venda de filme para Netflix

Numa das decisões mais inesperadas do ano, Aniquilação, novo filme do diretor de Ex_Machina, Alex Garland, foi vendido pela Paramount para a Netflix e não será lançado nos cinemas fora dos Estados Unidos, Canadá e China.

Adaptação do primeiro volume da Trilogia Comando Sul, escrita por Jeff Vandermeer, o longa tinha estreia marcada para fevereiro no Brasil, cercado de expectativas pela intrigante trama de ficção científica e pelo elenco composto por Natalie Portman, Oscar Isaac, Tessa Thompson, Gina Rodriguez e Jennifer Jason Leigh.

Collider perguntou ao diretor como ele recebeu a notícia da entrada da Netflix no negócio – não anunciado oficialmente, mas dado como certo – e ele não escondeu seu descontentamento:

 

“Fiquei decepcionado. Fizemos o filme para o cinema. Veja, não tenho nenhum problema com a tela pequena. A melhor coisa que vi recentemente foi The Handmaid’s Tale, então acho que há um potencial incrível em tal contexto, mas se você está fazendo isso você faz exatamente para essa mídia e pensa dentro desses termos. Ao menos o filme será lançado nos cinemas no Estados Unidos, o que muito me agrada. Uma das grandes vantagens da Netflix é que atingirá muita gente e você não precisa ter aquela preocupação se as pessoas vão aparecer no fim de semana de estreia, pois se não aparecerem o filme sai em duas semanas. Tem lados positivos e negativos, mas do meu ponto de vista e dos envolvidos na produção, foi feito para ser visto na telona.”

 

Segundo fontes da imprensa especializada de Hollywood, o acordo com o serviço de streaming foi feito após um racha entre os produtores David Ellisone Scott Rudin. O público não reagiu bem nas sessões-teste do filme e David, avaliando-o como “muito intelectual” e complicado, teria exigido mudanças no tom e no fim para deixá-lo mais comercial. Rudin, dono da palavra final, ficou do lado do diretor e Aniquilação não foi alterado. Amargando uma sequência de insucessos com Vida, Baywatch e Tempestade: Planeta em Fúria, Ellison não quis esperar para ver mais um fracasso e encontrou como saída o envolvimento da Netflix na jogada.

 

Fonte: Adoro Cinema

 

Por Anna Barros

Netflix cancela a série “GYPSY”

Netflix cancela a série “GYPSY”

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GYPSY é uma série dramática e de suspense com direção de Lisa Rubin e Naomi Watts como protagonista.

Jean Holloway (Naomi Watts),  é uma terapeuta que começa a desenvolver perigosas e íntimas relações com pessoas importantes das vidas de seus pacientes. A série teve apenas uma temporada com 10 episódios.

Elenco: Naomi Watts, Billy Crudup, Sophie Cookson, Karl Glusman, Brooke Bloom, Lucy Boynton, Melanie Liburd e Brenda Vaccaro.

Por: Vitor Arouca

 

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Poltrona Resenha: War Machine/ Luis Fernando Salles

A nova tendência de Hollywood se encontra bastante clara nesta bem produzida sátira da Netflix, dirigida por David Michôd e estrelada por Brad Pitt. De tempos para cá, podemos perceber que a terra do cinema vem sendo bastante crítica quando o assunto é a política externa norte-americana. Nesta história verídica, o general Glen McMahon (Pitt), no auge de sua carreira após seu sucesso no Iraque, é deslocado para comandar a ofensiva norte-americana no Afeganistão, na guerra que ficou conhecida como “A Guerra Impossível”. Após chegar ao local, Glen e sua equipe iniciam o trabalho com a missão de achar e exterminar grupos terroristas adeptos do Jihadismo. Porém, eles não são fáceis de serem achados. Não é uma guerra comum aonde você enfrenta um exército com soldados, sargentos, generais, navios, aviões e tanques. Caçar um grupo terrorista, nesse cenário, é a mesma coisa que tentar pegar fumaça. Você não consegue. Entretanto, mesmo esbarrando em diversas dificuldades, o vaidoso general não dá o braço a torcer e usa de toda sua influência para conseguir meios de vencer esse arrastado conflito.

Voltando a falar sobre a postura de Hollywood, ela deixa clara sua opinião sobre o método usado pelos norte-americanos na abordagem a países invadidos. Resumindo: os militares ocupam a região, causam um certo caos e medo, colocam em risco a vida e a segurança da população local no decorrer dos inúmeros confrontos contra rebeldes, porém, usam do discurso que estão lá apenas para ajudar, instaurando a democracia no país e libertando seu povo das mãos de tiranos. Nós sabemos que a situação não é bem essa. Esse cenário cria a chamada guerra de contra insurgência, que acontece quando o objetivo da força invasora é não deixar que os civis da região (logo, os mais prejudicados) se revoltem com a situação e insurjam, pegando em armas para lutar, criando um cenário infernal e imbatível. Não dá certo. Nunca deu. Nunca vai dar. E essa é a principal mensagem que o filme tenta passar. A de um general vaidoso que é chamado para vencer uma guerra invencível, mas esbarra no próprio orgulho e a arrogância do sistema.

Para quem gosta desse tipo de discussão, esse filme é uma ótima maneira de vermos  essa guerra com olhares diferentes. Por ser uma sátira, conta com uma atuação propositalmente forçada do excelente Brad Pitt, e um caminhão de críticas de seus produtores sobre a, na época, insustentável situação.